BOAS VINDAS

BOAS VINDAS

Pesquisar este blog

terça-feira, 16 de março de 2010

Brasil é referência no combate à destruição da camada de ozônio

Brasília (12/03/2010)
A Instrução Normativa do Ibama nº 207, de 19/11/2008, que regulamenta as importações dos hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs), substâncias que destroem a camada de ozônio, ao seguir as metas do Protocolo de Montreal, servirá de referência para aos países da América Latina e do Caribe.

O documento foi formulado pela Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões (Corem), da Diretoria de Qualidade Ambiental (Diqua), do Ibama, e dispõe sobre o controle das importações referentes ao Anexo C, Grupo I, dos hidroclorofluorcarbonetos e misturas que os contenham, em atendimento à Decisão XIX/6, do Protocolo de Montreal.

A fim de se obterem subsídios e informações adicionais para a decisão de regulamentar e controlar as importações dos HCFCs, foi realizada consulta pública no período de 15/04 a 16/06/2008, definida nos termos da Portaria n.º 15, de 16/04/2008.

Com a instrução, o Ibama buscou adequar o interesse público, no caso, a diminuição da destruição da camada de ozônio, ao interesse do mercado de importar gases refrigerantes. A estratégia adotada pelo órgão foi o estabelecimento de uma meta de importação para cada empresa que havia importado algum dos 25 gases – ou ainda mistura de gases – durante o período de 2005 a 2008.

Tal estratégia permite que o Brasil contribua, efetivamente, para o combate à destruição da camada de ozônio ao possibilitar que as 38 empresas que já importaram algum dos gases ou mistura optem pela importação de qualquer um deles até 2013, ano em que serão congeladas as cotas para cada gás, desde que sua meta de poluição não seja superada no ano.

Jucier Costa Lima
Ascom Ibama

Diplomacia do atum vermelho entra em ação em Doha

16 / 03 / 2010

A diplomacia do atum vermelho entrou em ação nos corredores da conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES) de Doha, antes da abertura das discussões sobre a proposta de Mônaco de suspender as exportações da espécie.
"Não há nada decidido. Há muita agitação", disse na segunda-feira (15), à AFP, Patrick Van Klaveren, embaixador do México na Convenção da CITES, que se pronunciará até 25 de março sobre a medida que atinge o atum vermelho do Atlântico oriental e do Mediterrâneo."O que nós pedimos é que se deixe esta espécie em paz durante cinco ou dez anos, para dar a ela uma chance de evitar a catástrofe anunciada", afirmou o embaixador.
Mas o Japão, que consome aproximadamente 80% da pesca mundial da espécie, ou a Turquia, um país pesqueiro, já trabalham contra a proposta de Mônaco.
"A técnica de 'lobbying' do Japão é temerária", denunciou Van Klaveren. "Três ou quatro pessoas da delegação percorrem permanentemente as salas de reunião, dirigindo-se aos países em vias de desenvolvimento, assustando-os a respeito do futuro de suas próprias reservas, com comentários do tipo 'a vez de vocês vai chegar'.
As ilhas do Pacífico e da Ásia são bastante sensíveis" a estes argumentos, explicou.
"São ameaçados", reforçou Sue Lieberman, diretora política do Pew Environment Group.
No domingo, a delegação japonesa organizou um encontro com países africanos. "Estamos acostumados", contou um delegado africano. "Eles fazem o mesmo antes de cada comissão baleeira. Na última vez, levaram inclusive dez delegados da Guiné para o Chile, com todas as despesas pagas", acrescentou.
No entanto, embora não tenha apresentado uma contraproposta, o "Japão não é favorável a continuar com a exploração no ritmo atual", reforçou Van Klaveren.
"Recebemos certos sinais da indústria japonesa, que está muito preocupada com o risco de colapso das reservas", acrescentou, citando uma empresa como a Mitsubishi, que possui aproximadamente 60% das 55.000 toneladas de atum vermelho congelado no Japão.
As ONGs alertaram Van Klaveren sobre "a atividade" levada adiante pela Tunísia, país pescador de atum, entre os membros da Liga Árabe (22 países) para convencê-los a votarem contra o projeto de resolução de Mônaco, o que foi confirmado por Wael Hmaidan, da organização libanesa IndyAct, que na segunda-feira tentou organizar uma reunião entre Van Klaveren e a delegação tunisiana.
Esta se declarou "escandalizada" com tal suspeita.
"Todo mundo se mobiliza. Nós expressamos nossa posição, sem fazer nada para que os outros a compartilhem", assegurou Jaled Zahlá, que dirige a delegação tunisiana.
A Tunísia "se oporá a qualquer inscrição do atum na CITES", disse, sustentando que "este não é um assunto da CITES, mas da ICCAT", a Comissão Internacional para a Conservação de Atuns do Atlântico.
Mônaco desejaria que a União Europeia se envolvesse mais na defesa da sua posição, a qual apoia oficialmente, embora com uma aplicação adiada até os próximos trabalhos científicos da ICCAT, previstos para novembro.
Mas a UE é dirigida atualmente pela Espanha, um dos principais pescadores de atum, ao lado de França e Itália. E, de fato, segundo um de seus delegados, a UE tem muitas dificuldades em chegar a um acordo sobre o caso.
Até o momento, Mônaco conta com o apoio de Estados Unidos, Noruega, Suíça, Colômbia, Costa Rica, Equador e Sérvia. Mas, segundo fontes europeias, "Canadá, Austrália e Brasil se absterão, e a África ocidental ainda está indecisa".
Quanto à China, o país é, assim como o Japão, hostil a que a CITES se intrometa na gestão das espécies marinhas comerciais, afirmou Sue Lieberman. (Fonte: Yahoo!)

Sempla apresenta estudo sobre ocupação urbana de Maceió

16/03/10 08:26

A Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento (Sempla), por meio do setor de Geoprocessamento, divulgou os resultados de uma série de estudos desenvolvidos ao longo de 2009. Entre os títulos, constam as pesquisas referentes à ocupação urbana da cidade de Maceió.

No tocante à ocupação urbana do município, foi analisada a expansão das construções e novas edificações durante o período de 2000 a 2005. A base cartográfica do ano 2000 foi criada a partir da restituição de fotografias aéreas da cidade capturadas no final dos anos 90. Já as imagens de 2005,provenientes do satélite Quickbird, instrumento tecnológico de ponta, são as mais recentes do município.

De acordo com Tácio Rodrigues, diretor de Geoprocessamento da Sempla, a comparação entre as duas imagens possibilitou a estimativa e análise do crescimento dos 50 bairros situados na zona urbana maceioense. “O auxílio das imagens do satélite Quickbird possibilitou o mapeamento das novas construções existentes em Maceió que não apareciam na base cartográfica de 2000”, explicou.

O resultado das pesquisas indicou que, das 285.602 construções cadastradas no ano 2000, foram encontradas 25.471 novas unidades em 2005. Ou seja, no período de 2000 a 2005 houve o crescimento de 8,91% das edificações na Zona Urbana de Maceió.

Tudo pronto para a Semana Integrada da Água 2010

15/mar/10 as 17:59

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e diversos parceiros organizaram uma vasta programação para comemorar uma data que se tornou objeto de discussão intensa em todo o mundo. As atividades propostas para a Semana, que se estenderá de 21 a 27 de março, vão desde brincadeiras e gincanas na praia de Ponta Verde, até a realização de seminários em municípios alagoanos e a exposição do Museu Ambiental Casa do Velho Chico, no Cepa.

A Semana Integrada da Água 2010 é aberta oficialmente no domingo próximo, 21. Tendas serão montadas na orla de Ponta Verde, na área recreativa da avenida Sílvio Viana. No local haverá gincanas com transeuntes e estudantes de escolas públicas e particulares, análise físico-química gratuita de água e demonstração sobre a fabricação de sabão ecológico. Palhaço, mágico e o ‘jacarelo’ (jacaré do papo amarelo) farão a animação da criançada. Corais também farão apresentações com temáticas relacionadas aos recursos hídricos. Outras atividades sócio-educativas de conscientização ambiental ainda farão parte da cena, num evento aberto e destinado a pessoas de todas as idades. Para reforçar as mensagens e lições ambientais, serão distribuídos brindes e materiais informativos.

Na segunda-feira, 22, data em que se comemora o Dia Mundial da Água, a Semarh preparou um ciclo de palestras em Arapiraca, no agreste alagoano. A abertura será às 10 da manhã com uma palestra do Secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), Alex Gama, intitulada “Panorama dos Recursos Hídricos em Alagoas”. Em seguida, Álvaro Menezes, diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes) fará uma Avaliação da Oferta e da Demanda de Água de Acordo com a Visão da Companhia de Saneamento de Alagoas; e Ricardo Aragão, superintendente da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Seinfra) e coordenador do Canal do Sertão fechará o ciclo de palestras fazendo um Painel do Canal do Sertão.

De acordo com o secretário Alex Gama, a ideia foi a de não polarizar todos os eventos na capital e abrir uma discussão mais ampla com a sociedade, a fim de permitir maior pulverização das discussões e reflexões sobre a problemática da água, como suas perspectivas de escassez e as novas formas de racionalização de seu uso.

O uso racional da água e o combate ao seu desperdício são hoje uma preocupação mundial. Alguns estudos de instituições internacionais estimam que até 2025 um terço da população mundial experimentará efeitos extremos de escassez de água. Com a preocupação sobre o agravamento da falta de água, as pessoas devem assumir uma nova forma de pensar e agir, mudando seus hábitos e desenvolvendo formas de economizar o líquido.

Museu – Retornando a Maceió, o Museu Ambiental Casa do Velho Chico estará em exposição no Ginásio Moreirão, no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada, Cepa. Ele será aberto na segunda-feira, 21, e ficará a disposição do público visitante até a sexta-feira, 25. A mostra, que já rodou vários Estados e municípios alagoanos, é um composto de peças da Nascente à Foz, que retratam a vida e a história do Rio da Integração Nacional e os males a ale causados pela ação do homem.

Segundo o autor e secretário municipal de Meio Ambiente de Traipu, Jackson Borges, o museu “é um instrumento gerador de reflexão, capaz de promover a luta em defesa das causas ambientais”. Móveis, utensílios, quadros, e uma infinidade de relíquias e artefatos típicos da região do São Francisco compõem a mostra, e até chocam os visitantes com a temática incisiva adotada pelo expositor, uma maneira ‘crua’ de mostrar a realidade do rio, que vem sofre agressões do homem há centenas de anos.

As peças estão dispostas em 13 painéis, que representam os principais danos sofridos pelo Velho Chico. São títulos como: Caça e Pesca Predatórias, Esgoto, Transposição, Nasceste do Rio São Francisco, Garimpagem, Agrotóxico, Desertificação, Lixo, Assoreamento, Desmatamento, Mudanças Climáticas, Salinização, Barragem e Queimada.

Sombra e Água Viva – O secretário Alex gama também participa de uma programação em homenagem à Semana da Água que será realizada no município de Palmeira dos Índios. No dia 18 de março haverá um seminário de lançamento do Programa Sombra e Água Viva com palestras a respeito da Bacia Hidrográfica do Rio Coruripe, sobre o Projeto Água Viva e uma fala do Secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos sobre o papel dos comitês de bacias hidrográficas no processo de melhorias ambientais. Haverá também exposição fotográfica e visitação a uma mina já recuperada.

Participam da Semana Integrada da Água 2010 o Instituto do Meio Ambiente (IMA), as secretaria de Estado da Saúde (Sesau), da Educação e do Esporte (SEE) e da Comunicação (Secom), a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente de Maceió (Sempama), a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), a Polícia Militar de Alagoas/Batalhão de Proteção Ambiental (PMAL/BPA), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Traipu, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Serviço Social do Comércio de Alagoas (SescAL), o 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMTZ), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental (Abes/AL), além das Usina Sinimbu e Coruripe e as Ongs Lagoa Viva e Mares e Oceanos.

por Assessoria

http://www.alagoasemtemporeal.com.br/?pag=meio_ambiente&cod=1267

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ibama divulga Nota Verde para carros 2010

Brasília (03/03/2010)
Os consumidores já podem consultar a Nota Verde dos carros fabricados em 2010, no site do Ibama http://www.ibama.gov.br/, para conhecer os valores de emissões de poluentes e de CO2 do modelo que deseja comprar.

A Nota Verde traz essas informações e faz um ranking dos carros, atribuindo classificações de uma a cinco estrelas. Um carro com cinco estrelas possui a melhor eficiência ambiental.

O Ibama lançou a Nota Verde, no final do ano passado. A partir de agora, a lista será atualizada conforme a entrada de novos modelos no mercado. Todos os veículos comercializados no Brasil atendem aos padrões de emissões determinados pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve. “A Nota Verde oferece informações qualitativas de cada um dos modelos para que o consumidor faça sua escolha”, afirma o coordenador do Proconve, Paulo Macedo.
Ascom Ibama

A Evolução da Terra

Maceió - Capital de Alagoas

História
O povoado que deu origem a Maceió surgiu num engenho de açúcar. Antes de sua fundação, em 1609, morava em Pajuçara Manoel Antônio Duro que havia recebido uma sesmaria de Diogo Soares, alcaide-mor de Santa Maria Madalena.
As terras foram transferidas depois para outros donos e em 1673 o rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena a construção de um forte no porto de Jaraguá para evitar o comércio ilegal do pau-brasil.
O nome Maceió tem denominação tupi "Maçayó" ou "Maçaio-k" que significa "o que tapa o alagadiço". O povoado tinha uma capelinha em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres construída onde hoje está a igreja matriz, na Praça Dom Pedro II. O desenvolvimento do povoado foi impulsionado pelo porto de Jaraguá sendo desmembrado da Vila das Alagoas em 05 de dezembro de 1815, quando D. João VI assinou o alvará régio.
Com a emancipação política de Alagoas, em 1817, o governador da nova Capitania, Sebastião de Melo e Póvoas iniciou o processo de transferência da capital para Maceió, um processo tumultuado que encontrou resistência de homens públicos e da câmara Municipal. Uma expedição militar de Pernambuco e da Bahia chegaram a Maceió para garantir a ordem e no dia 16 de dezembro de 1839 foi instalada a sede do governo em Maceió. A partir daí Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político. Teve início uma nova fase no comércio e começou a industrialização.
As principais atrações da cidade são suas praias, destacando a piscina natural da Pajuçara, a lagoa de Mundaú, os mirantes e os núcleos artesanais, onde se destaca o bairro do Pontal da Barra. Além das festas tradicionais, a cidade comemora a festa de sua padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres (27 de agosto), o aniversário de Maceió (9 de dezembro).

http://www.smf.maceio.al.gov.br/view_conteudo.php?id=835

Geografia
Por centenas de anos formaram-se terrenos alagados, devido ao acúmulo de sedimentos oriundos dos rios
Mundaú e Paraíba do Meio. O mar também contribuiu com sedimentos, fechando as fozes dos respectivos rios, formando assim o que hoje conhecemos por Lagoas Mundaú e Manguaba, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.
Foi sobre esses alagadiços e restingas que a
cidade de Maceió cresceu. Dois bairros da capital abrigam pouco menos da metade da população, são eles: Benedito Bentes e Jacintinho, ambos com 200 mil habitantes cada. O Jacintinho é um bairro próximo ao centro da cidade, cercado por grotas e, apesar de ser vizinho da área mais valorizada da cidade, possui habitantes com baixa renda em sua maior parte. Já o Benedito Bentes é um conjunto habitacional criado há mais de vinte anos que, atualmente, abriga muitos outros conjuntos ao seu redor, que juntos às favelas e grotas formam o bairro. Já tramitou na Câmara Municipal de Maceió uma proposta para o desmembramento do Benedito Bentes de Maceió, transformando-o em uma nova cidade, porém, sem sucesso. Maceió possui sete Regiões Administrativas.
Situa-se na faixa costeira do Nordeste oriental, inserida nos domínios da
Mata Atlântica. Estende-se por uma área de aproximadamente 500 km², dos quais 212 km² compõem sua área urbana.
Sua altimetria varia entre 0 metro ao nível do mar e 20 metros na planície litorânea, passando entre 20 e 180 metros nas encostas e nos topos dos tabuleiros e 300 metros no topo da serra da Saudinha, extremo norte do município.


Clima
Considerando a localização na Região Nordeste do Brasil, em plena
zona tropical e banhada pelo Oceano Atlântico, apresenta clima quente e úmido, que segundo a classificação climática de Köppen corresponde ao tipo As', caracterizando por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas e precipitação concentrada no outono e inverno. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1°C. A máxima mensal atinge 29,9°C e a mínima 20,8°C, apresentando uma amplitude térmica anual de 9°C. A umidade relativa do ar é em média de 79,2%, sendo julho o mês mais úmido e novembro o mais seco. O índice pluviométrico é sempre superior a 1.410mm/ano.
Maceió tem, segundo pesquisas, a segunda melhor
água potável do Brasil, possui clima tropical, a menor temperatura registrada na capital foi 11,3°C, no dia 16 de junho de 1980, tendo dias ensolarados durante 270 dias do ano.


Vegetação
Maceió apresenta
vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Maceió possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.
A vegetação natural encontra-se bastante degradada em algumas áreas isoladas dos tabuleiros costeiros e principalmente nas encostas. Ocorrem remanescentes de floresta ombrófila secundária (mata atlântica) e descaracterizada (macega-capoeira). No baixo curso dos rios ocorrem formações pioneiras aluviais e na sua foz, a influência da maré alta dá origem a formações fluviomarinhas (
mangues).
A cidade possui um parque municipal de 80
hectares, localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro do Martins. Na área encontram-se plantas típicas da Mata Atlântica e nascentes de várias correntes de água. É aberto à visitação ao público.


Relevo
O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, no entanto na porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da Saudinha alcança 300 metros.
Estruturalmente são encontradas três unidades: a
Planície ou Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.
A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária), nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, fluviomarinha, fluviolacustre e eólica, representadas por terraços, pontas arenosas, restingas, cordões litorâneos, ilhas fluviomarinhas, recifes e lagunas.
Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação composta basicamente por terrenos plio-pleistocênicos, também conhecidos como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.
Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por depósitos quaternários.
São cortados transversalmente por rios que correm em cursos paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados), formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu afluente, o Saúde; o
Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50), Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral, principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e Sauaçuí.
No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha), formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da porção meridional do
Planalto da Borborema comandada pela referida serra, uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano Atlântico.


Hidrografia
Os cursos d'água, que drenam o município, apresentam-se perenes com direcionamento consequente de extensão aproximada de 12Km. Suas principais cabeceiras localizam-se na serra da Saudinha (rios Meirim, Saúde e Prataji) nos tabuleiros (riachos Reginaldo, Jacarecica, Doce e o rio Sauaçuí), alguns próximos à área urbana do município, nas proximidades dos conjuntos residenciais: Henrique Equelman, Moacir Andrade e do Parque Residencial Benedito Bentes I e II.
As bacias hidrográficas destes rios apresentam na sua maioria um padrão de drenagem dendrítico, tendendo a paralelo em escoamento, exorreico; formando canais distribuídos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordens, cada uma recebe dos tributários de ordens inferiores. Quanto à forma de seus vales, no alto curso é marcado por vale em "V" agargantado. No médio curso assemelha se ao anterior, mas com fundo chato e margens um pouco afastadas e altas dos tabuleiros que os rodeiam. O baixo curso apresenta se na forma de uma baixada larga típica de "rias", com vale em calha, leito raso, entulhado e de foz flutuante pelas vagas que movimentam os bancos arenosos. Os riachos são paralelos, com regime de enxurradas de outono, inverno ou por chuvas ocasionais de primavera e originam se em uma estrutura monoclinal, entalhada, por ocasião dos movimentos eustáticos negativos que os levaram a tangenciar o nível do mar.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Macei%C3%B3

Related Posts with Thumbnails