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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chuva deixa 3 mil desabrigados em Niterói

08/04/2010 - 19:42

Prefeito da cidade declarou estado de calamidade pública.
Cerca de 200 pessoas podem estar sob os escombros do deslizamento no Morro do Bumba

Redação Época, com Agência Estado e Agência Brasil
Cerca de 3 mil moradores do Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, na zona norte de Niterói, ficaram desabrigados após o deslizamento de terra que atingiu o local na noite de quarta-feira (7), deixando ao menos 12 mortos e 21 feridos até a noite desta quinta (confira fotos no fim da reportagem). Outras 86 pessoas foram resgatadas pelos bombeiros e, segundo estimativas dos bombeiros, cerca de 200 pessoas podem estar nos escombros. De acordo com a prefeitura, 200 bombeiros participaram dos trabalhos de resgate no município, que aconteceu ao longo de toda a quinta-feira. Eles devem permanecer no local até segunda ordem.
As chances de encontrar sobreviventes no Morro do Bumba são remotas. A operação de resgate é dificultada pelas próprias características do lugar. A terra desceu por cerca de 600 metros. A expectativa é que o resgate dos corpos demore no mínimo duas semanas. Niterói é a cidade que registra maior número de vítimas fatais por conta das chuvas (104 mortos, até às 22h de quinta-feira). O prefeito, Jorge Roberto Silveira, decretou estado de calamidade pública no município.
Deslizamento no Morro do Bumba:
casas foram soterradas e centenas de pessoas estão desaparecidas
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), visitou morro na tarde de quinta-feira. “Foi uma tragédia de dimensão brutal. Eu fiquei muito impressionado e as informações não são de boa perspectiva. A dimensão é de uma catástrofe humana e ambiental”, declarou. O deslizamento pode ter sido provocado pela explosão do gás metano em decomposição no solo do local, segundo a secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos.
As aulas na rede municipal estão suspensas ao menos até sexta (9) porque 20 escolas estão sendo usadas como abrigos. A Igreja São Lourenço dos Índios, no bairro de São Lourenço, também abriu as portas para receber os desabrigados.
A Estrada da Ititioca, que liga os bairros do Fonseca e Cubango ao Largo da Batalha, foi atingida pelo deslizamento no Morro do Bumba. Os motoristas que trafegam pela Estrada Francisco da Cruz Nunes devem ter cautela, pois há pontos de deslizamento na Serrinha.
Ajuda
O governo federal liberou R$ 200 milhões para o Rio de Janeiro. O dinheiro será destinado a ações emergenciais nas áreas atingidas pela chuvas, sob o comando do Ministério da Integração Nacional. O governo estadual e a prefeitura da capital fluminense haviam solicitado R$ 370 milhões.
O governo enviará 50 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e 52 kits de emergência para atender 75 mil desabrigados. Os kits de emergência possuem colchões, lençóis, filtros de água, além de cestas básicas.
A Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro disponibilizou mais 21 postos de atendimento para receber doações a desabrigados. De acordo com a prefeitura, as necessidades mais urgentes são colchonetes, roupas de cama e banho, material de higiene, fraldas, alimentos não perecíveis, leite em pó e água mineral.
Além desses postos de atendimento, os donativos podem ser entregues das 9h às 17h no Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova, e na Praça da Cruz Vermelha, 10, no centro. O endereço de todos os postos e mais informações podem ser obtidos pelo telefone (21) 3973-3800 ou no site www.rio.rj.gov.br.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI132236-15223,00.html

Rio: mais um retrato do descaso

08/04/2010 - 09:52

Tragédia no Rio expõe as falhas do poder público na prevenção de desastres. "Falta seriedade e transparência ao gestor brasileiro", diz pesquisadora.
Com o objetivo de tentar entender os flagrantes erros dos governos municipais, estaduais e federal no que diz respeito à prevenção de desastres, ÉPOCA entrevistou, em fevereiro, a professora Norma Valêncio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres (Neped) do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Norma coordenou a produção do livro Sociologia dos Desastres: construção, interfaces e perspectivas no Brasil, o qual conclui que, na origem das tragédias, está a falta de seriedade e transparência dos governantes brasileiros. Esse comportamento, afirma ela, é responsável pela falta de um serviço de Defesa Civil capaz de envolver todos os setores da sociedade e efetivamente defender a população civil.

Nesta quinta-feira, 8 de abril, em meio a uma semana na qual mais de 150 moradores do Rio de Janeiro morreram por conta do descaso, a entrevista continua totalmente atualizada.
Confira abaixo o início da conversa com Norma Valêncio e clique no link para ler a entrevista na íntegra:

Saiba mais:

ÉPOCA –
Um levantamento da ONG Contas Abertas mostrou que, em 2009, o governo federal gastou dez vezes mais com reparos de desastres do que com a prevenção deles. Esse tipo de dado é um padrão no Brasil. Qual é a origem desse fenômeno?
Norma Valêncio –
Há muitas origens. Duas delas, aparentemente ambíguas, são: a cultura acadêmica verticalizada e a cultura política reativa e conservadora. A cultura acadêmica que valoriza a verticalização da formação profissional gera especialistas excelentes, mas pouco predispostos a compartilhar visões de mundo com sujeitos diferentes de si. Por conta da falta de diálogo, esses profissionais e as instituições em que trabalham atuam minimizando os riscos sabidos mas não se apercebendo de outros. A recorrência de desastres, assim, é a materialização dessas lacunas. De outra parte, temos uma cultura político-institucional cuja burocratização instituiu o gosto pela manutenção das relações com certos grupos de poder. Se há um lobby que força investimentos no setor da construção civil, associado a profissionais empenhados em fazer ajustes a tais interesses, o gestor público se acomoda e perde a dimensão global dos efeitos cumulativos dessas intervenções. A setorialização leva um grupo a cuidar da insuficiência da calha do rio para receber as águas pluviais enquanto o outro está construindo novas pistas marginais. Sendo conservador, o gestor testemunha estupefato o desastre e, infelizmente, recorre aos mesmos setores e especialidades para achar soluções, o que faz o desastre persistir, ainda que em nova roupagem.

ÉPOCA –
Alguns municípios são atingidos mais ou menos da mesma forma e nos mesmos locais ano após ano. Se os desastres são motivo de desgaste político, por que muitos governantes não agem para controlar ou resolver os problemas?
Norma –

Nem sempre o desastre só traz desgaste político. Isso depende muito de qual ética ancora o gestor. Em primeiro lugar, a ocorrência de desastres implica a possibilidade de captação de recursos públicos adicionais e, ainda, de doações privadas, para mitigar danos e para a reconstrução. Pode ser um bom negócio tanto para ofertadores de produtos e serviços ao município, quanto para políticos que querem alavancar sua imagem com a adoção de medidas assistencialistas. Claro que há os que se exasperam, sofrendo junto com a população afetada, mas que não conseguem acionar estratégias, recursos e equipes que lhes ofereçam um plano de reconstrução alternativo, que reduza a vulnerabilidade socioambiental. Nas campanhas políticas que vem por aí, não dá pra jogar o desastre na cara do adversário, porque regiões desenvolvidas e atrasadas, das múltiplas colorações partidárias, são acometidas do mesmo mal. É uma questão que interfere no planejamento de Estado e assim deveria ser tratada.

Novo fóssil pode ser ancestral do homem

Espécie inédita de hominídeo mistura características primitivas e 'modernas'
08 de abril de 2010 21h 22
Herton Escobar - de O Estado de S. Paulo

“Papai, achei um fóssil.” Foi assim que Matthew Berger, o filho de 9 anos do pesquisador Lee Berger, anunciou a descoberta do Australopithecus sediba, em 15 de agosto de 2008. Claro que ele não sabia do que se tratava. Só viu uma ponta de osso aflorando da terra e chamou o pai, que fazia escavações próximo dali. “Achei que poderia ser um osso de antílope”, relembra o professor. Mas bastou ele dar uma olhada no fóssil para perceber que era a clavícula de um hominídeo – justamente o osso sobre o qual ele havia feito sua tese de doutorado. “Peguei o bloco de pedra, virei, e do outro lado havia uma mandíbula”, conta o pesquisador. Nascia, assim, uma nova espécie de hominídeo.

Os fósseis dos dois espécimes de A. sediba foram escavados na superfície. As análises geológicas da região e dos sedimentos nos quais eles foram encontrados, porém, revela que esses dois indivíduos morreram dentro de uma caverna (veja ilustração), cujo teto foi totalmente erodido pelo tempo. O geólogo Paul Dirks, da Universidade James Cook, na Austrália, foi encarregado de reconstruir o ambiente em que morreram os hominídeos (batizados, cientificamente, como Malapa Hominid (MH) 1 e 2, em referência ao ponto em que foram descobertos, chamado Malapa).

A hipótese principal, descrita em um segundo artigo na revista Science, é que MH1 e MH2 morreram ao cair por um fosso que funcionava como uma “armadilha natural”, que poderia ter até 30 metros de profundidade. Fossos desse tipo são comuns até hoje na região. Os esqueletos foram encontrados muito próximos e em condições semelhantes de preservação, o que indica que eles provavelmente morreram ao mesmo tempo, ou, pelo menos, separados por um período muito curto. “Se o comportamento social deles era semelhante ao de outros primatas, é provável que faziam parte de um grupo”, avalia Berger. “É muito provável que fossem aparentados.”

Segundo Dirks, há evidências claras de que os ossos foram “cimentados” rapidamente em um ambiente aquático. A hipótese é que os esqueletos tenham sido arrastados por uma inundação – talvez causada por uma tempestade – para uma parte mais funda da caverna, abaixo do nível do lençol freático, onde ficaram aprisionados em um poço de lama, junto com as ossadas de vários animais da época, que também teriam morrido na caverna. A lama endureceu rapidamente e se transformou em rocha ao longo do tempo.

Os esqueletos estão em ótimo estado de conservação e parcialmente articulados, o que significa que foram fossilizados pouco tempo após a morte. Caso contrário, os tecidos moles teriam se decomposto totalmente e os ossos ficariam mais espalhados, especialmente depois de serem arrastados pela água. “Estamos falando de dias, talvez semanas, mas não mais do que isso”, afirma Dirks. “Tudo indica que esses esqueletos foram fossilizados rapidamente.”

Dois milhões de anos depois, todo o topo de caverna desapareceu, levado pela erosão, e o poço de lama em que os restos mortais de MH1 e MH2 foram soterrados apareceram como rocha na superfície, no fundo de um buraco de apenas 2 metros de profundidade. O resto está na Science.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novo-fossil-pode-ser-ancestral-do-homem,535768,0.htm

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Asteroide passará bem perto da Terra

WASHINGTON, EUA (AFP) -
Um pequeno asteróide, descoberto recentemente, passará bem perto da Terra nesta quinta-feira, pouco depois das 20h (horário de Brasília), aproximando-se a 359.000 km, mas sem representar perigo, segundo o Laboratório de Jato-propulsão (JLP, na sigla em inglês) da Nasa, a agência especial dos EUA.

Esta distância representa nove décimos da que separa a Terra da Lua, comparou o JPL.

O asteróide mede cerca de 22 metros de comprimento e foi observado pelo telescópio do laboratório "Catalina Sky Survey", perto de Tucson, Arizona (sudoeste dos EUA), que tem como missão descobrir cometas e outros objetos que evoluem próximo da Terra.

"Passagens de objetos ao largo de nosso planeta a uma distância inferior à que existe entre a Terra e a Lua acontecem várias vezes por ano", destaca Don Yeomans, cientista do JPL de Pasadena, na Califórnia (oeste).

A Nasa detecta e acompanha asteróides e cometas que passam perto da Terra com telescópios em terra e em órbita, como o Hubble.

O programa de observação de objetos que passam perto de nosso planeta, chamados de "Spaceguard", descobre-os e avalia suas dimensões e trajetória, para determinar se representam um perigo potencial.

Em janeiro passado, um pequeno asteróide passou ainda mais perto de nosso planeta, a 130.000 km.

Elemento 117 é criado pela primeira vez em laboratório

Estudo do decaimento do novo elemento reforça hipótese da 'ilha de estabilidade' na tabela periódica

07 de abril de 2010 16h 08
EFE
Cientistas conseguiram sintetizar pela primeira vez átomos do elemento químico de número 117, que não existe na natureza. A informação foi divulgada pelo Laboratório Nacional Oak Ridge, dos Estados Unidos.

O experimento que produziu o elemento 117, ainda sem nome, foi realizado por uma equipe do Instituto de Pesquisa Nuclear da Rússia, em colaboração com cientistas americanos. Por meio da colisão entre átomos de outros elementos, foram produzidos dois isótopos do 117. Ambos contam com 117 prótons, mas um tem 176 nêutrons e o outro, 177.

O nome elemento se encaixa, na tabela periódica, entre o 116 e o 118, ambos já descobertos, mas também ainda sem nome oficial: o último elemento a ser batizado foi o 112, chamado copernício.
Os chamados elementos sintéticos superpesados são geralmente muito radioativos e os núcleo SDE seus átomos decaem quase instantaneamente. Mas muitos cientistas acreditam que elementos ainda mais pesados possam ocupar uma "ilha de estabilidade", na qual átomos superpesados poderiam se manter íntegros por longos períodos.

O pesquisador russo Yuri Obanessian diz que a descoberta do 117 é mais um passo a caminho dessa "ilha". "Esta é a culminação de uma busca de uma década para ampliar a tabela periódica e escrever um novo capítulo na história dos elementos superpesados", afirmou.

A análise do decaimento do 117 "representa uma verificação experimental da existência da esperada ilha de estabilidade", disse a equipe de Oganessian.

Os pesquisadores detectaram a presença do elemento 117 durante duas rodadas de colisões de 70 dias cada. O decaimento do isótopo mais pesado ocorreu com uma meia-vida de 78 milissegundos e o do isótopo mais leve, com 14 milissegundos.

Cientistas descobrem origem das pintas e listras dos animais

07 de abril de 2010 14h 07
O grupo americano identificou uma proteína que ordena a certas células que produzam pigmentos.
Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison acreditam ter determinado o mecanismo molecular por meio do qual animais como pássaros, borboletas e serpentes produzem os padrões coloridos de cobertura que usam como camuflagem ou para atrair parceiros. O trabalho está publicado na edição desta semana da revista Nature.

"Como surgem os padrões complexos? Esta é uma pergunta que intriga cientistas há muito tempo", disse Sean Carroll, biólogo molecular e principal autor do artigo na Nature, em nota distribuída pela Universidade. "Agora, acreditamos ter determinado todos os ingredientes fundamentais, e que são aplicáveis de modo genérico".

Drosophila guttifera, a mosca usada no estudo. Nicolas Gompel e Benjamin Prud'homme/Divulgação

O grupo americano identificou uma proteína que ordena a certas células que produzam pigmentos.

Para desvendar o segredo da ornamentação dos animais, os pesquisadores mergulharam na história evolutiva de uma mosca, a Drosophila guttifera, que gera um padrão complexo de 16 pintas nas asas.

O grupo descobriu um morfógeno, uma proteína presente em tecido embrionário e que é codificada por um gene conhecido como "Wingless", e que parece ser a base da decoração das asas. No final do desenvolvimento da asa, o morfógeno Wingless surge e se difunde pelo tecido, onde estimula células de certas áreas a produzir pigmentação. "Ele age ao induzir as células sensíveis a fazer coisas. No caso, gerar coloração", diz Carroll.

Na mosca, o morfógeno atua nas proximidades de pontos físicos especiais, como a interseção de veias. O surgimento das manchas parece ser determinado pela localização desses padrões preexistentes. "A molécula é colocada, nesta espécie, em pontos específicos no tempo e em lugares específicos, os lugares onde as manchas vão surgir".

Inserindo o gene Wingless em diferentes partes do genoma da mosca, a equipe foi capaz de manipular a decoração da asa do inseto, criando listras em vez de pintas, e padrões que não existem na natureza. "Podemos customizar as moscas", afirma Carroll.

Defeso do camarão entra em vigor em quatro estados do Nordeste

06/04/10 12:31
Começou em 1º de abril e se prolongará até 15 de maio a primeira fase do defeso do camarão nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Nesse período, fica proibida a pesca das espécies rosa, sete-barbas e branco.

As pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam à captura, conservação, beneficiamento, industrialização ou comercialização do camarão deverão fornecer à Superintendência do Ibama, até o quinto dia útil a partir do início do defeso, relação detalhada do estoque existente.
A seguda fase do defeso será de 1° de dezembro a 15 de janeiro. Durante os períodos estabelecidos fica vetado o transporte, a estocagem, a comercialização, o beneficiamento e a industrialização de qualquer volume de camarão das espécies que não seja oriundo do estoque declarado.

Aos infratores que desrespeitarem o período do defeso, serão aplicadas as penalidades e as sanções previstas na Lei nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê multa mínima de R$ 700 com acréscimo de R$ 20 por quilo do produto apreendido. Lembrando que a sanção máxima pode chegar a R$ 100 mil.

Denúncias podem ser feitas por meio da Linha Verde do Ibama, pelo telefone 0800-618080.por Ascom Ibama
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