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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Exame de DNA pode salvar espécie de peixe da extinção em Pernambuco

30/04/2010 08h13

Os laudos da UFPE vão ter efeito de provas para incriminar os fraudadores que vendem carne de mero como de fosse de outro peixe.

Um gigante dos mares. Mas, apesar do tamanho, o mero é um peixe dócil, que se aproxima dos mergulhadores. Com tanta fragilidade, torna-se presa fácil para os predadores.

No passado, havia muitos meros nos arrecifes da costa nordestina. Mas a pesca predatória quase exterminou a espécie. Hoje é muito difícil encontrar um mero gigante no litoral. Apesar de haver leis específicas de proteção, esses peixes estão cada vez mais raros, na lista de animais criticamente ameaçados de extinção.

A ciência será grande aliada dos órgãos de fiscalização. O comércio ilegal da carne do mero vai sofrer um duro golpe. Normalmente, logo depois de pescado, o peixe é fatiado e vendido nos mercados como sendo de outra espécie. Cientistas da Universidade Federal de Pernambuco revelam que podem identificar a carne por exame de DNA.

“O executor da lei tem agora totais condições para saber de forma forense, se aquela suposta carne é ou não de mero", diz o professor da UFPE Rodrigo Torres.

Os laudos da Universidade Federal de Pernambuco vão ter efeito de provas para incriminar os fraudadores.

"Isso é um avanço muito importante, porque vamos poder chegar no ponto da comercialização e do transporte, as etapas que também são ilegais e que também não se tinha controle nenhum", destaca a bióloga Beatrice Padovani.

Com ajuda da ciência e da conscientização das comunidades, obedecendo à proibição da pesca e da comercialização do mero, esta espécie pode ser salva e voltar a se reproduzir em quantidade na costa do Nordeste.
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/04/exame-de-dna-pode-salvar-especie-de-peixe-da-extincao-em-pernambuco.html

Mancha de petróleo chega à costa dos Estados Unidos

30/04/2010 02h47 -

Óleo alcançou ilha perto do delta do Rio Mississippi. Além da Louisiana, estão ameaçados Mississipi, Alabama e Flórida.

O vazamento de petróleo no Golfo do México atingiu a costa do estado americano da Louisiana, na noite desta quinta-feira (29). As agências de notícias France Presse e Associated Press informam, com base na apuração com autoridades locais, que a mancha de óleo alcançou uma ilha perto do delta do Rio Mississippi, ameaçando flora e fauna da região. A Guarda Costeira confirmou a informação à rede BBC.

Vários estados americanos estão em alerta por causa do vazamento de petróleo. Há temor de que praias e refúgios de vida selvagem sejam danificados em quatro estados. Além da Louisiana, que entrou em situação de emergência, estão ameaçados os estados do Mississipi, Alabama e Flórida.

Veja galeria de fotos dos estragos

Lontras, pelicanos e outros pássaros estão no caminho da mancha de petróleo, e o serviço de preteção ambiental do país tenta proteger as espécies ameaçadas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/04/mancha-de-petroleo-atinge-costa-dos-eua.html

EUA declaram "catástrofe nacional" por vazamento de petróleo

21h45, 29 de abril de 2010
EFE

O governo dos Estados Unidos declarou nesta quinta o vazamento de petróleo no Golfo do México, frente a costa da Louisiana, uma "catástrofe nacional" no que ameaça ser um dos maiores desastres ecológicos da história do país.

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, disse em entrevista coletiva que decretar o estado de "catástrofe nacional" permite ao Governo mobilizar mais recursos para fazer frente ao vazamento.

"Usaremos todos os ativos disponíveis" para enfrentar, disse a secretária, diante do prognóstico de que a mancha de petróleo poderá chegar às restingas da Louisiana na sexta-feira.

A alta funcionária disse que Bristish Petroleum (BP), proprietária da plataforma petrolífera que explodiu e afundou em 20 de abril, "é responsável pelos custos que envolvem as tarefas de limpeza" da mancha de óleo.

Os responsáveis pelo serviço da Guarda Costeira indicaram na entrevista coletiva, no entanto, que a multinacional britânica está pondo todos os meios para frear o desastre ecológico no Golfo do México.

"Estamos preparados para o pior dos cenários", disse na mesma entrevista Sally Brice O'Hare, contra-almirante da Guarda Costeira, quem insistiu que estão trabalhando contra o relógio para evitar que esta catástrofe "se transforme em outro Exxon Valdez", o petroleiro que derramou milhões de toneladas de petróleo no Alasca em 1989.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, indicou que o presidente Barack Obama ordenou a mobilização de mais recursos para enfrentar "de maneira agressiva" o vazamento.

5 mil barris/dia
Um executivo da petroleira BP concordou nesta quinta-feira com as estimativas do governo americano quanto ao vazamento de petróleo que criou uma maré negra no Golfo do México, que pode ser de mais de 5 mil barris/dia (800 mil l), muito mais que o previsto.

Na véspera, a Guarda Costeira dos Estados Unidos afirmou que ao menos 5 mil barris de petróleo estão vazando diariamente no Golfo do México. "Descobriram um novo ponto de vazamento", assinalou o oficial Erik Swanson à AFP. Isto equivale a "5 mil barris diários".

Queima controlada
Equipes de emergência iniciaram na quarta-feira a queima controlada da gigantesca mancha de petróleo provocada pela explosão de uma plataforma no Golfo do México, diante da ameaça de o óleo chegar à costa da Louisiana.

"É incendiada com uma pequena boia que se desloca pela mancha e a inflama. A queima ocorre satisfatoriamente", disse o oficial da Guarda Costeira Cory Mendenhall sobre a operação para paliar os efeitos do vazamento provocado pelo afundamento da plataforma petroleira diante da costa americana, na quinta-feira passada.

A drástica decisão de atear fogo à maré negra foi adotada após a mancha chegar a cerca de 40 km dos pântanos de Louisiana, hábitat de diversas espécies.

Uma frota de barcos da Guarda Costeira e da companhia britânica de petróleo BP empurrava as partes mais densas da mancha para uma barreira flutuante resistente ao fogo.

"O plano é queimar, de forma restrita e controlada, milhares de galões de petróleo, e cada operação dever durar cerca de uma hora", explicaram as autoridades e a BP.

Previsão
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana advertiu que os fortes ventos de sudeste previstos para os próximos dias poderão empurrar a maré negra para os pântanos da Louisiana.

A plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou na quinta-feira passada 240 km a sudeste de Nova Orleans, dois dias depois de uma explosão que causou a morte de 11 trabalhadores.

A queima da mancha de petróleo para proteger a costa provocará seus próprios problemas ambientais, criando enormes nuvens de fumaça tóxica e deixando resíduos no mar.

Na terça-feira, fracassaram as tentativas de fechar dois focos de vazamento no oleoduto ligado à plataforma, realizadas por quatro submarinos robotizados a 1.500 m de profundidade.

Por outro lado, o governador da Louisiana, Bobby Jindal, solicitou ajuda federal de emergência para proteger a costa, levando em conta as informações segundo as quais parte da mancha chegará ao litoral do Estado antes do previsto, ameaçando o frágil ecossistema com uma catástrofe de grandes proporções.

Uma parte da camada de petróleo, que tem 965 km de circunferência, se separou do resto e poderá alcançar diretamente nesta quinta-feira uma reserva natural no litoral devido aos fontes ventos na zona, disse Jindal citando informes da NOAA.

"Nossa prioridade absoluta é proteger nossos cidadãos e ambiente. Esses meios pedidos são primordicais para atenuar o impacto da mare negra sobre nossas costas", afirmou.

Duas barreiras flutuantes foram instaladas para cobrir 20 milhas náuticas frente ao litoral da Louisiana numa tentativa de conter o petróleo. Mas, segundo o governador, são insuficientes e será preciso instalar outras mais.

Fonte: Terra
http://www.alagoasemdia.com.br/conteudo/Index.asp?secao=&vEditoria=Meio%20Ambiente&vCod=6634

Operação apreende madeira, motos serras e machados em Marechal Deodoro

18h47, 28 de abril de 2010
Pablo de Luca

Com a ajuda de um deodorense, através de um telefonema anônimo, o trabalho conjunto envolvendo a Secretaria do Meio Ambiente de Marechal Deodoro, a Polícia Ambiental e o Ibama, flagrou um crime ambiental na Mata Atlântica.

Quando as equipes chegaram ao local indicado pelo denunciante, foram recebidas à bala, mas ninguém ficou ferido e os infratores conseguiram fugir. A Operação Mata Atlântica apreendeu 23 metros cúbicos de madeiras, dentre elas Cedro e Pau Brasil, além quatro motos-serra e machados.

“Para se ter uma idéia eles chegaram a trocar tiros com a polícia, mas conseguiram escapar. Eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer as pessoas que ligaram para o número 8878-1351 e fizeram a denúncia que possibilitou a apreensão da madeira que estava sendo roubada do pouco que resta da Mata Atlântica”, disse o secretário do Meio Ambiente, Erikson Melo.

O secretário destacou que há uma necessidade urgente da participação da comunidade nesse processo de proteção ao meio ambiente. “Para essa operação, que teve resultado positivo, nós contamos como apoio da Polícia Ambiental, do Ibama e da Guarda Municipal, órgãos que estão sendo nossos parceiros nessas ações em defesa da preservação ambiental.

“Com o apoio e estrutura que temos recebido do prefeito Cristiano Matheus, e com as parcerias com Guarda Municipal, Ibama, Polícia Ambiental e Instituto Salsa vamos conseguir reduzir o índice de crime contra a natureza, que pode ocorrer no desequilíbrio ambiental. A fiscalização será implacável e ao identificarmos os infratores informaremos ao IBAMA para que sejam adotadas medidas punitivas de acordo com a lei”, garantiu Erikson Melo.

Fonte: Ascom - Marechal Deodoro
http://www.alagoasemdia.com.br/conteudo/Index.asp?secao=&vEditoria=Meio%20Ambiente&vCod=6624

Lixão de Maceió é desativado e Aterro Sanitário inaugurado na próxima sexta-feira

17h20, 28 de abril de 2010
Secom Maceió

Depois de 40 anos funcionando precariamente e com a capacidade saturada, o lixão de Cruz das Almas será desativado nesta sexta-feira (30), quando a Prefeitura inaugura a primeira célula do aterro sanitário de Maceió. A obra será inaugurada às 10h30, pelo prefeito Cícero Almeida, dando início a uma nova fase no tratamento de resíduos sólidos no município.

O projeto prevê a construção de quatro células nos próximos 20 anos, cada uma com vida útil de 5 anos, numa sequência ininterrupta. Antes de se esgotar a capacidade de uma, a outra já estará sendo preparada para entrar em operação. No total, serão investidos R$ 300 milhões nas próximas duas décadas, com a obra avançando à medida que novas células forem sendo construídas.

O aterro sanitário foi projetado para receber 1.400 toneladas de lixo por dia. Esse total foi calculado com base no que é depositado hoje no lixão de Cruz das Almas. “A diferença é que agora o lixo terá um tratamento verdadeiro”, destaca o superintendente da Slum, Ernande Baracho.

Segundo o consultor ambiental Alder Flores, a expectativa é que o aterro sanitário funcione na região do Benedito Bentes pelos próximos 30 anos, num terreno de 140 hectares.

“O aterro já receberá todo tipo de lixo. Resíduos domiciliares, animais mortos, resíduos industriais, material de podação e restos da construção civil, cada um com locais específicos para o tratamento adequado”, explica Alder Flores.

Além das células para decomposição do lixo, o aterro sanitário também tem uma estrutura completa na parte de administração. No local, funcionará um centro administrativo para dar suporte aos funcionários que trabalham no aterro, além de um Centro de Educação Ambiental.

Também será ativada uma unidade de beneficiamento de entulho e uma estação para captação do gás produzido pelo lixo. O objetivo é reciclar ao máximo o lixo que será depositado no local, já que a reciclagem, além de reduzir o impacto ambiental, também ajuda a prolongar a vida útil das células.

“O tratamento do lixo será de tal forma que será possível até usar a água tratada para aguar parques e jardins da cidade”, revela o superintendente da Slum.

O consórcio de empresas responsável pela construção do aterro sanitário também fará a desativação do lixão de Cruz das Almas. O processo será feito de forma gradativa e obedece a uma das cláusulas do contrato firmado entre a Prefeitura e o consórcio.

Inserção Social
Paralela à operação do aterro sanitário, a Prefeitura também vem fazendo um trabalho social entre os catadores do lixão. Segundo Ernande Baracho, foram catalogados 326 catadores de lixo na região, que estão sendo orientados pela Prefeitura a buscarem outras fontes de renda.

“Estamos ministrando cursos para eles nas áreas de manicure, servente de pedreiro etc. Também há um projeto para que algumas dessas pessoas sejam contratadas como garis pelas empresas privadas ou, ainda, contratadas para trabalhar em obras executadas pelo município”, explica o superintendente da Slum.

Fonte: Secom Maceió
http://www.alagoasemdia.com.br/conteudo/Index.asp?secao=&vEditoria=Meio%20Ambiente&vCod=6618

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Como plantar Abacate

O abacateiro tem vida longa e oferece frutos saborosos – ricos em vitaminas, sais minerais e outras substâncias benéficas à saúde
Texto João Mathias* Consultor Tadeu Graciolli Guimarães*
Se dependesse da cor da casca, o abacate (Persea americana L.) jamais seria consumido. Algumas variedades da fruta conservam o tom verde em todas as etapas de seu cultivo até a venda no varejo. Outras possuem coloração arroxeada, que pode evoluir para o marrom. Para saber se está madura, a consistência da fruta deve estar menos firme, cedendo ao toque dos dedos. Quando aberta, revela uma polpa amarelo-esverdeada, macia, saborosa e muito apreciada no mercado.

Dotado de benefícios, o abacate é rico em vitaminas, minerais como ferro, cálcio e fósforo, fibras solúveis, fitoesteróis e lipídios (óleo). Monoinsaturados, os lipídios auxiliam na redução dos níveis do colesterol ruim e na elevação do colesterol bom. Entre as frutas frescas, o abacate é o mais rico em proteínas, podendo auxiliar em dietas que visem ao aumento da massa muscular.

Os brasileiros estão mais acostumados a consumir abacate in natura ou batido com leite, mas a fruta pode ser ingrediente de outras receitas culinárias. Em países como México, Peru, Venezuela e Espanha, o uso mais comum do abacate é em forma de saladas, acompanhando pratos salgados.

Com comprimento que varia de 15 a 20 centímetros e peso que atinge até 1,5 quilo, a fruta tem formato oval e possui caroço grande e liso. A árvore que dá origem ao abacate tem copa aberta, ramos bifurcados e altura que pode chegar a 20 metros, além de muita longevidade. Em plantas de pé--franco (mudas obtidas do plantio de sementes, sem enxertia), o florescimento e a frutificação iniciam-se em torno dos cinco anos de idade, enquanto que, em plantas enxertadas, a produção de frutos pode começar dois anos após o plantio.

O principal centro de origem do abacateiro localiza-se no México e na América Central, estendendo-se até Colômbia, Venezuela, Equador e Peru. Nos séculos XVI e XVII, a planta foi introduzida aqui, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro. Fruteira de clima subtropical, adaptou- -se aos diferentes climas e solos existentes no país, o que justifica sua ampla distribuição pelo território. Plantios comerciais se destacam nos estados de São Paulo, onde está o maior volume de produção, e Minas Gerais.

RAIO X
SOLO: rico em matéria orgânica, adubado, permeável e profundo
CLIMA: subtropical ou tropical úmido, com temperaturas diurnas entre 18 e 25 graus célsius e noturnas entre 12 e 20 graus célsius
ÁREA MÍNIMA: duas plantas de tipos florais diferentes em quintais de residências ou até mesmo em vasos em coberturas de apartamento; no caso de uma planta, é importante assegurar a existência de outro tipo floral na vizinhança
COLHEITA: em plantas enxertadas e bem cuidadas, a produção de frutos começa dois anos após o plantio
CUSTO: O preço das mudas varia entre R$ 5 e R$ 20, de acordo com o porte da planta, a variedade, o mercado local e a distância do viveiro

MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO adquira mudas de qualidade, de viveiros certificados. Escolha cultivares com processo de polinização diferente entre si, para que haja frutificação quando atingirem a idade adulta. Enquanto variedades como simmonds, fortuna, ouro-verde e wagner têm as flores abertas pela manhã, outras como pollock, quintal e linda abrem somente à tarde.
>>> PROPAGAÇÃO plante as sementes do porta-enxerto em sacos plásticos de 20 cm de diâmetro por 40 cm de altura, em substrato composto por duas partes de terra argilosa e uma de esterco a 5 centímetros de profundidade. Mantenha as plantas em ambiente arejado e com sombreamento moderado, com cerca de 50% de luminosidade. Quando o caule tiver um centímetro de espessura e altura de 10 a 15 centímetros do solo, faça a enxertia com os ramos de matrizes. Elimine o caule do porta-enxerto por meio de um corte em bisel (inclinado) e, no tecido exposto, una o ramo da planta matriz também cortado em bisel. Cubra com plástico para não perder umidade até começar a brotação, entre 30 e 40 dias.
>>> TRANSPLANTE deve ser feito no início da estação chuvosa, assim que a muda atingir de 40 a 50 centímetros de altura, o que leva entre 10 e 18 meses após a semeadura. Para cultivares de copa frondosa, recomenda-se espaçamento de 10 m x 10 m, enquanto para plantas que possuem copa menos vigorosa, ou que se pretende podar regularmente, de 6 m x 7 m.
>>> AMBIENTE a área de plantio deve contar com solo permeável, profundo e adubado, além de ser um local arejado e, ao mesmo tempo, com proteção contra rajadas de vento e ocorrências de geadas.
>>> CUIDADOS realize podas de limpeza da copa para aumentar o arejamento e evite irrigação em excesso. A irrigação é importante especialmente em períodos de elevadas temperaturas. Deve-se irrigar uma vez por semana. No inverno, pode ser suspensa por dois meses. Recomenda-se usar cobertura morta de palha ou capim seco em volta da planta, sem, no entanto, cobrir a base do tronco.
>>> POLINIZAÇÃO apesar de serem hermafroditas - flores masculinas e femininas na mesma inflorescência -, as variedades de abacate apresentam comportamentos distintos quanto ao período do dia no qual ocorre abertura das flores. Algumas cultivares abrem as flores femininas pela manhã e as masculinas à tarde, enquanto outras apresentam comportamento inverso. Assim, no pomar de abacateiro é preciso ter dois tipos da planta para garantir a fecundação das flores.
>>> PRODUÇÃO os abacates não amadurecem na árvore, por isso, quando algumas frutas começarem a cair, está na hora da colheita. No entanto, a colheita só ocorre a partir do terceiro ano de cultivo e dura de dois a três meses.

*Tadeu Graciolli Guimarães é engenheiro agrônomo, doutor em fitotecnia, pesquisador em fruticultura da Embrapa Cerrados, BR-020, km 18, C.P. 08223, Planaltina, DF, CEP 73310-970, tel. (61) 3388-9864, graciolli@cpac.embrapa.br
Onde comprar: secretarias de agricultura das prefeituras indicam viveiristas credenciados
Mais informações: IAC-APTA - Centro de Fruticultura do Instituto Agronômico, tel. (11) 4582-7284; e Portal Toda Fruta (www.todafruta.com.br), da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp (Universidade Estadual Paulista), Jaboticabal, SP
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1708321-4529,00.html

Lodo de esgoto é eficiente na fertilização de solos

Postado por Saneamento em 22 abril 2010 às 20:00
LILIAN MILENA

Estima-se que do volume de esgoto que as estações de tratamento recebem diariamente, 1% transforma-se em lodo durante o processo de recuperação da água. Esse resíduo tem alto valor como adubo orgânico, dada sua concentração de nutrientes (nitrogênio e fósforo) e micronutrientes essenciais (zinco, cobre, ferro, manganês, entre outros). O lodo também tem alta capacidade de retenção de água e de recuperação do solo, por sua composição orgânica.

Já existem estudos para aplicação direta em plantações de eucaliptos, para a indústria do papel. Entretanto, o lodo deve ter seu uso evitado em culturas alimentícias, pois também é rico em organismos patogênicos e compostos tóxicos ao organismo humano, como nitratos e metais pesados.

O engenheiro florestal Alexandre de Vicente Ferraz realizou análises do lodo produzido em três estações de tratamento da Região Metropolitana de São Paulo (Barueri, São Miguel e Parque Novo Mundo) e a aplicação desses resíduos como adubo em plantações de eucalipto.

A adubação de culturas com lodo elevou em 65% o volume da madeira em relação à plantação que não recebeu nenhuma aplicação de fertilizantes. A concentração de nutrientes nas folhas dos eucaliptos tratados, aos seis meses de idade, também foi mais elevada em relação à plantação que não recebeu nenhum tipo de tratamento.

O pesquisador destaca que, aos 42 meses, observou-se a tendência geral da redução de concentração de todos os nutrientes nas folhas, independente dos tratamentos, isso é, até mesmo quando houve aplicação de fertilizantes minerais e em relação ao grupo que não recebeu tratamento algum.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) publicou as diretrizes que regulam o tratamento da água e do lodo em 29 de agosto de 2006. Nos últimos anos, a produção de lodo no país tem aumentando significativamente graças à construção de novas estações de tratamento e aumento do número de conexões na rede geral de esgoto.

Ainda assim, o total de esgoto coletado e tratado está longe do ideal. Segundo números levantados pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, todos os dias 5,4 bilhões de litros de esgoto sem tratamento são jogados diretamente na natureza, contaminando solos, rios, praias e mananciais.

A pesquisa foi realizada nas 79 maiores cidades brasileiras, onde vivem um total de 70 milhões de pessoas responsáveis pela produção diária de 8,4 bilhões de litros desses resíduos – apenas 36% do esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento, ou seja, próximo de 3,0 bilhões de litros.
Se 1% de cada volume tratado é lodo, todos os dias sobram 3,0 milhões de litros de lodo, resultantes dos 3,0 bilhões de litros de esgoto tratados nas grandes cidades, e que poderiam servir como adubo.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/lodo-de-esgoto-e-eficiente-na
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