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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Técnicos recuperam nascentes usadas por agricultores de Alagoas

05/05/2010 08:30

Objetivo é formar 'barreira de proteção' para que água fique limpa. Em menos de um mês, pelo menos 16 nascentes foram recuperadas.

Em Palmeira dos Índios (AL), a vida que brota no meio do verde por entre as serras que cercam o município corre perigo e ameaça também a vida das pessoas. A nascente, de onde deveria sair água pura e cristalina, libera um líquido escuro e sem brilho.

São os efeitos da sujeira e da poluição causadas pelos resíduos orgânicos que descem das encostas, pelo lixo e pelos hábitos de higiene da população. O local é um foco em potencial de doenças, como a esquistossomose.

A água da nascente é consumida pela população e utilizada também na agricultura, principal fonte de renda do povoado. Para preservar a nascente e garantir a saúde das pessoas que dependem dela para ter água em casa, um projeto, posto em prática no estado do Paraná, foi levado para Alagoas pelo técnico da Emater Pedro Diesel, que é ligado a uma cooperativa de produtores rurais de Cascavel. “A ideia é de oferecer água de qualidade, de proteção das nascentes e, ao mesmo tempo, manter os mananciais”, disse a professora Josefa Adriana.

Os técnicos querem isolar a nascente das ameaças externas, criando uma barreira de proteção para garantir que a água permaneça limpa o tempo todo. Primeiro, a nascente é esvaziada. Um córrego é aberto para fazer a água escoar. Depois, a sujeira é retirada.

A próxima etapa é localizar o ponto exato de onde a água mina. Pedras são colocadas sobre o local que, em seguida, é coberto com uma massa feita de terra e cimento. Uma lona é estendida e presa por cima. Canos mantêm o controle da vazão. Então, a nascente está protegida.

O resultado é imediato. A água segue seu curso limpa, como deveria ser. Pelo menos 16 nascentes foram recuperadas na região de Palmeira dos Índios em menos de um mês. “A comunidade tem de estar junto. O produtor é o primeiro parceiro. Se ele não quiser, não adianta a gente fazer todo esse trabalho”, alertou Diesel.

A implantação do projeto é uma iniciativa da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios e tem a parceria da Universidade Estadual de Alagoas, além de instituições ligadas à preservação do meio ambiente. Moradores daquela área participam dos trabalhos de recuperação das nascentes.
http://www.cadaminuto.com.br/index.php/noticia/2010/05/05/tecnicos-recuperam-nascentes-usadas-por-agricultores-de-alagoas

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cientista suíço revela beleza de pólen em fotos de microscópio

03 de maio de 2010 8h 57
'Micronaut' faz ampliações fotográficas dos grãos no porão de sua casa
Grãos de pólen da "Myosotis sylvatica" em uma pétala (Foto: Martin Oeggerli)

O cientista suíço Martin Oeggerli fotografa grãos de pólen com a ajuda de um poderoso microscópio, no porão de sua casa.


Grão de pólen sobre uma folha de planta (Foto: Martin Oeggerli)

Sob o pseudônimo de Micronaut, o suíço revela a beleza microscópica desses grãos que, na Europa, são responsáveis por fortes alergias durante a primavera.

Registro do processo de polinização que tem a ajuda de pássaros (Foto: Martin Oeggerli)
Sua intenção é mostrar que todos os grãos têm suas particularidades e diferenças. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Unanimidade: Conselho Ambiental aprova licença prévia para Estaleiro funcionar

03/05/2010 11:47

Próximas fases de instalação só começam após a aprovação da licença
por Anna Cláudia Almeida

Foi aprovada por unanimidade na manhã desta segunda-feira (03), durante reunião do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), a licença prévia para construção do Estaleiro Eisa, no município de Coruripe, Litoral Sul de Alagoas. O parecer, elaborado pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), apresentava mais de 30 condicionantes e foram aprovados pelo conselho.

De acordo com Adriano Araújo, diretor-presidente do IMA, a aprovação foi por aclamação dos conselheiros, que ressaltaram a importância de uma obra dessas para o Estado. Araújo disse ainda que a aprovação era necessária para que novas fases do licenciamento ganhassem agilidade.

O diretor explicou ainda que a partir de agora as condicionantes deverão ser analisadas. “Esse estudo agora será feito levando em consideração todos os pontos apresentados pelo órgão, como impactos, danos ambientais, programas sociais preventivos, dentre outros. Isso se fazia necessário”, garantiu Araújo.

As licenças ambientais passam pelo Conselho e segundo Adriano Araújo voltou a colocar a importância de um empreendimento desses para o Estado. O Conselho é formado por representantes do estado e da sociedade. São levados ao conselho os projetos que podem provocar danos ambientais.

A instalação do Estaleiro Eisa já foi motivo de muita polêmica no que dizia respeito de qual órgão era a competência para conceder a licença. IMA e IBAMA travaram uma batalha que só foi resolvida após uma reunião em Brasília, com um termo de cooperação assinado pelos órgãos.
http://www.cadaminuto.com.br/index.php/noticia/2010/05/03/unanimidade-conselho-ambiental-aprova-licenca-previa-para-estaleiro-funcionar

BP promete limpar vazamento de petróleo na costa dos EUA

3/5/2010 12:15

A petroleira britânica British Petroleum (BP) reconheceu a responsabilidade pela limpeza do vazamento de petróleo de uma plataforma que afundou na costa sul dos Estados Unidos, o que gerou uma enorme mancha no Golfo do México.

O diretor-executivo da companhia, Tony Hayward, está no Estado da Louisiana para supervisionar a operação de limpeza e disse ao programa Good Morning America, do canal americano ABC, que a BP não era responsável pelo acidente, mas aceitava realizar a limpeza da região.

"Este acidente não foi nossa culpa. Esta era uma plataforma de perfuração operada por outra companhia. Foram os seus funcionários, seus sistemas e seus processos. Não somos responsáveis pelo acidente, mas somos responsáveis pelo petróleo, por lidar com ele e pela limpeza", afirmou.
Hayward acrescentou que está trabalhando com a possibilidade de precisar de dois a três meses para limpar a mancha de petróleo, que já atingiu pontos da costa americana.

Obama
A plataforma, que pertence à empresa suíça Transocean e estava sendo operada pela British Petroleum (BP), explodiu no dia 20 de abril e afundou na quinta-feira seguinte, depois de ficar dois dias em chamas.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou a cidade de Venice, na Louisiana, a primeira a ser atingido pela mancha, para acompanhar os trabalhos de contenção do petróleo.

Obama responsabilizou a BP, que operava a plataforma, pelo desastre e pelo vazamento.
"A BP vai pagar a conta", afirmou.

De acordo com Obama, o vazamento é um desastre ambiental "potencialmente sem precedentes".

Custos e ações
Especialistas afirmam que o custo da operação de limpeza poderá chegar aos bilhões de dólares.
A BP, por sua vez, afirmou que vai atender aos pedidos legítimos de indenizações das pessoas afetadas pelo vazamento.

Em várias entrevistas nesta segunda-feira, Tony Hayward afirmou que a BP está fazendo tudo o possível para limpar a mancha.

Hayward afirmou que um sistema de contenção submarino foi criado e deverá ser colocado no local dentro de uma semana para conter o vazamento de petróleo e canalizá-lo para um petroleiro, na superfície.

Nesta segunda-feira, as ações da BP caíram ainda mais em meio às dúvidas quanto à quantidade de petróleo está sendo perdida e ao custo da operação de limpeza, que pode ser muito maior do que o inicialmente previsto.

O mercado financeiro britânico está fechado nesta segunda-feira, mas as ações da BP em Frankfurt abriram com uma baixa de 8% e apenas depois recuperaram parte das perdas.
Desde o acidente, as ações da gigante do setor já registraram queda de 13%.

Flórida pode ter danos ambientais devastadores se atingida pela mancha

03 / 05 / 2010

Cientistas alertam que se atingir a costa do Estado da Flórida, que já decretou estado de emergência, o derramamento de petróleo originado pela explosão da plataforma Deepwater Horizon, no golfo do México, pode causar impactos ambientais devastadores.

Um dos alvos em potencial do derramamento seriam os corais da Flórida, a única barreira de corais da América do Norte e a terceira maior em seu gênero no planeta.

Cerca de 84% dos recifes de corais dos Estados Unidos estão localizados na Flórida, Estado que abriga centenas de espécies marinhas e um local onde diversos grupos de animais marinhos se reproduzem.

“Se [a mancha] chegar aos corais, seria algo devastador”, explica Larry Crowder, biólogo da Universidade Duke.

O petróleo derramado no golfo do México ameaça centenas de espécies animais, entre elas pássaros, golfinhos e também peixes, moluscos e crustáceos que abastecem o país, sendo a região a base de uma indústria pesqueira bilionária.

De acordo com o tenente James McKnight, porta-voz da Guarda Costeira dos EUA, os últimos dados enviados pela Associação Nacional Atmosférica e Oceânica não indicam que a mancha possa atingir a Flórida dentro das próximas 72 horas, mas há riscos de que até lá o vazamento tenha chegado à costa de outro Estado, o Mississipi.

O governador da Flórida, Charlie Crist, declarou ainda na sexta-feira (30) o estado de emergência ante uma eventual catástrofe natural, o que garante ajuda do governo federal.

A mancha de petróleo que ameaça os Estados do golfo do México também pode ter impactos financeiros, além de afetar a o meio ambiente.

O custo para a indústria da pesca na Louisiana pode chegar a US$ 2,5 bilhões [cerca de R$ 4,3 bilhões], enquanto o impacto sobre o turismo no litoral da Flórida pode ser de US$ 3 bilhões [R$ 5 bilhões], declarou Neil McMahon, analista da firma de investimentos Bernstein, em nota de pesquisa divulgada na sexta-feira (30).

Mancha triplicou de tamanho
A área da mancha de petróleo formada após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no golfo do México, já triplicou de tamanho rapidamente neste sábado (1º), aumentando a tensão entre os especialistas de que o desastre possa ser muito maior do que o estimado há dois dias.

Em menos de um dia a mancha aumentou três vezes. Na quinta-feira (29) o óleo tinha uma superfície de 3.000 quilômetros quadrados, e ao fim da sexta-feira a área atingida já era de 9.900 quilômetros quadrados, de acordo com imagens de satélites europeus analisadas pela Universidade de Miami.

“O derramamento está se espalhando e aumentando numa velocidade muito mais rápida do que o estimado”, disse neste sábado o diretor executivo do Centro Avançado de Sensoreamento Remoto Tropical do Sudeste, da Universidade de Miami.

Já o professor Ed Overton, da Universidade Estadual da Louisiana, que chefia uma equipe de estudos de derramamento de óleo, disse que as imagens de satélite podem exagerar as estimativas de crescimento da mancha.

A Guarda Costeira americana estima que cerca de 757 mil litros de petróleo estão sendo lançados na costa sul dos EUA todos os dias, o que significa que em torno de seis milhões de litros já tenham sido expelidos desde o acidente de 20 de abril que matou 11 funcionários da plataforma no golfo do México.

Pescadores da região mostram-se dispostos a ajudar e mantêm as embarcações paradas, em outro dia de marés agitadas na costa sul americana.

Documentos iniciais também indicam que a petrolífera British Petroleum (BP) não tinha preparo suficiente para o caso de uma explosão do porte da que ocorreu na plataforma Deepwater Horizon.

Ainda não há estimativas da distância que a mancha poderá atingir, mas até o momento o derramamento já causa danos ambientais às espécies costeiras na região.
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/03/54457-florida-pode-ter-danos-ambientais-devastadores-se-atingida-pela-mancha.html

Desastre no Golfo do México pode ser cinco vezes maior que o previsto

03 / 05 / 2010

O desastre ecológico no Golfo do México pode ser cinco vezes maior que o estimado, já que alguns especialistas acreditam que o poço aberto em alto-mar está derramando a cada dia 4 milhões de litros, e não 800 mil como anunciou o Governo dos Estados Unidos.

Se confirmadas tais previsões, a catástrofe provocada pela explosão e afundamento de uma plataforma de petróleo da British Petroleum poderia superar facilmente o desastre do derramamento gerado pelo navio Exxon Valdezm, em 1989.

Vários veículos de comunicação americanos, entre eles o “Wall Street Journal”, publicam hoje o estudo de Ian MacDonald, professor de oceanografia da Universidade da Flórida, que é especializado no acompanhamento das filtragens de petróleo em alto-mar utilizando imagens por satélite.

Os resultados do estudo do especialista desenham um panorama muito pior que o que está sendo elaborado pela própria BP e pelo Governo, que estimam que o poço que permanece aberto a 1.500 metros de profundidade no Golfo do México está derramando a cada dia 800 mil litros de petróleo.

Ontem, o diretor da BP Doug Suttles reconheceu, em entrevista coletiva na Louisiana, que a estimativa da quantidade de petróleo derramado é ‘altamente imprecisa’.

Para o professor de oceanografia o vazamento é cinco vezes maior. Segundo seus cálculos, a cada dia estariam fluindo do poço 4 milhões de litros e, por isso, no momento podem estar flutuando no litoral sul dos EUA 34 milhões de litros de petróleo.

O número ainda está abaixo da catástrofe protagonizada em março de 1989 pela embarcação americana Exxon Valdez, que bateu contra um recife no Alasca e jogou na água 42 milhões de litros de petróleo. A maré negra afetou 6 mil quilômetros quadrados e deu lugar ao maior desastre ecológico da história dos EUA.

O Departamento do Interior calcula que podem ser necessários 90 dias para vedar o poço petrolífero. Caso a previsão seja cumprida, ficariam flutuando no mar 360 milhões de litros de petróleo, quase nove vezes mais que o que foi derramado pelo Exxon Valdez.
(Fonte: Foha Online)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/03/54459-desastre-no-golfo-do-mexico-pode-ser-cinco-vezes-maior-que-o-previsto.html

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Exame de DNA pode salvar espécie de peixe da extinção em Pernambuco

30/04/2010 08h13

Os laudos da UFPE vão ter efeito de provas para incriminar os fraudadores que vendem carne de mero como de fosse de outro peixe.

Um gigante dos mares. Mas, apesar do tamanho, o mero é um peixe dócil, que se aproxima dos mergulhadores. Com tanta fragilidade, torna-se presa fácil para os predadores.

No passado, havia muitos meros nos arrecifes da costa nordestina. Mas a pesca predatória quase exterminou a espécie. Hoje é muito difícil encontrar um mero gigante no litoral. Apesar de haver leis específicas de proteção, esses peixes estão cada vez mais raros, na lista de animais criticamente ameaçados de extinção.

A ciência será grande aliada dos órgãos de fiscalização. O comércio ilegal da carne do mero vai sofrer um duro golpe. Normalmente, logo depois de pescado, o peixe é fatiado e vendido nos mercados como sendo de outra espécie. Cientistas da Universidade Federal de Pernambuco revelam que podem identificar a carne por exame de DNA.

“O executor da lei tem agora totais condições para saber de forma forense, se aquela suposta carne é ou não de mero", diz o professor da UFPE Rodrigo Torres.

Os laudos da Universidade Federal de Pernambuco vão ter efeito de provas para incriminar os fraudadores.

"Isso é um avanço muito importante, porque vamos poder chegar no ponto da comercialização e do transporte, as etapas que também são ilegais e que também não se tinha controle nenhum", destaca a bióloga Beatrice Padovani.

Com ajuda da ciência e da conscientização das comunidades, obedecendo à proibição da pesca e da comercialização do mero, esta espécie pode ser salva e voltar a se reproduzir em quantidade na costa do Nordeste.
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/04/exame-de-dna-pode-salvar-especie-de-peixe-da-extincao-em-pernambuco.html
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