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quinta-feira, 13 de maio de 2010

MPs apontam falhas no aterro sanitário de Maceió

12.05.2010 17h42
MPF e MPE vão aguardar relatório do Ibama para tomar providências e acionar Justiça
Ascom

Uma série de irregularidades no aterro sanitário de Maceió chamaram a atenção dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, durante vistoria realizada nesta quarta-feira, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Acompanhada pela promotora de Justiça Micheline Tenório, e pela gestora do Ibama/AL, Sandra Menezes, a procuradora da República Niedja Kaspary constatou indícios de que não há via de contenção da célula principal do aterro, nem sinal de cinturão verde no entorno da área e, tampouco, foi implantada a coleta seletiva dos resíduos sólidos urbanos.
"A foto de satélite do aterro e o que observamos no local indicam várias irregularidades, a exemplo do armazenamento do material de escavação em local inadequado, mas vamos aguardar a conclusão do relatório técnico do Ibama para um posicionamento conclusivo", adiantou Kaspary, informando que haverá uma data de audiência na Justiça Federal, ainda sem data definida, e, que, possivelmente, o Ministério Público retornará ao local para uma inspeção judicial.
As representantes do Ministério Público observaram ainda que as condições das vias de acesso ao local, que deverão apresentar boas condições de tráfego ao longo de todo o ano, mesmo no período de chuvas intensas, não são satisfatórias. Segundo a promotora de Justiça Micheline Tenório, o ângulo de inclinação dos taludes (as barreiras) põe risco às pessoas que transitam no local e podem desmoronar, sobretudo em tempo chuvoso, as áreas de preservação ambiental.
Compromisso assumido
Conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Maceió e o Ministério Público, para um funcionamento adequado do aterro, o gestor municipal deveria seguir à risca instruções legais e técnicas para a coleta e a destinação final e tratamento adequado dos percolados (chorume); a coleta e queima dos efluentes gasosos, com o devido plano de monitoramento ambiental.
O TAC firmado também obriga o município a a criar, implementar e operacionalizar uma política pública de coleta seletiva dos resíduos sólidos urbanos voltada à população, dentro de um prazo máximo de 30 dias a partir do início das operações do aterro, o que não aconteceu.
"Ao implantar a coleta seletiva, além garantir uma maior vida útil ao aterro, o município também assume o compromisso com a inclusão social e, sobretudo, a geração de renda para os catadores", destacou a representante do MPF/AL.
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Ministério Público de Alagoas encontra irregularidades no Aterro de Maceió

Células foram feitas em local errado; drenagem do chorume teria falhas
11:26 - 12/05/2010
Sidney Tenório
Para o MP, Aterro Sanitário de Maceió apresenta irregularidades Uma vistoria realizada na manhã desta quarta-feira pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal encontrou irregularidades no aterro sanitário de Maceió, localizado no bairro do Benedito Bentes.

A procuradora da República, Niedja Kaspary, afirmou que há células para o depósito de lixo construídas fora da área que foi alvo de estudo de impactos ambientais, bem como disse haver problemas com a drenagem do chorume, o que pode acarretar em contaminação do lençol freático.

Niedja Kaspary, que estava acompanhada da promotora estadual Micheline Tenório e da superintendente do Ibama, Sandra Menezes, surpreendeu os técnicos da prefeitura ao chegar ao aterro sanitário com uma foto de satélite do aterro. "Dá para ver claramente pela foto que há células sendo construídas fora da área de estudo ambiental", afirmou a procuradora da república.

Antes de chegar à célula principal do aterro, as integrantes do MP e do Ibama passaram em outras células do aterro. Niedja Kaspary questionou ao engenheiro Álder Flores sobre falhas na construção de uma célula para o depósito de animais mortos, como também de uma possível falha na drenagem de chorume, o que podia acaretar na contaminação da área. A procuradora da República deixou o local dizendo haver uma série de irregularidades no aterro.

Álder Flores e o superintendente de Limpeza Urbana (Slum), Hernandes Baracho, garantiram que o aterro sanitário está de acordo com o estudo aprovado pelo Ministério Público e outros órgãos de proteção ao meio ambiente. "Não haverá problemas com a contaminação de chorume, já que há um sistema drenagem por baixo das células. Não há riscos de contaminação", assegurou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fracassa tentativa de conter mancha de óleo no Golfo do México

11/05/2010 - 10h05
Por Redação IHU

Estados americanos no Golfo do México redobraram os esforços para tentar conter o avanço da mancha de óleo para terra firme, depois da tentativa fracassada da empresa British Petroleum (BP) de cessar o vazamento com uma grande estrutura de aço e cimento no sábado.
O vazamento, que pode chegar a ser o pior da história dos Estados Unidos, ameaça provocar um desastre econômico e ecológico nas praias, refúgios selvagens e centros de pesca da região.
A possibilidade do desastre ganhou força depois de a empresa reconhecer que a estrutura que tentou instalar no poço de petróleo não funcionou devido à cristalização de água e gás no encanamento que transportaria o óleo para um navio na superfície.
A BP está construindo uma nova estrutura de cimento, para tentar colocá-la em outra parte do vazamento nos próximos dias. A companhia considera a possibilidade de acrescentar metanol no concreto para impedir que o encanamento que deveria levar o óleo a um navio entupa.
A sensação de urgência é cada vez maior, já que bolas de alcatrão, algumas do tamanho de uma bola de golfe, alcançaram no sábado a Ilha Dauphin, a cinco quilômetros de Alabama, na entrada de Mobile Bay.
"Parece casca de árvore, mas quando você pega percebe que uma consistência líquida e é que óleo", disse Kimberly Creel, de 42 anos, que estava nadando com outros banhistas. "Imaginar que o que vem por aí é algo muito maior."
Segundo a Guarda Costeira, foram recolhidas cerca de meia dúzia dessas bolas na ilha. Equipes estão usando roupas de proteção em busca de mais resíduos. Ontem, autoridades do Alabama continuavam trabalhando para manter a mancha de óleo afastada da baía de Mobile, em uma tentativa de proteger o nono maior porto do país.
Uma frota de dez navios da Guarda Costeira também está trabalhando no delta do rio Mississippi para eliminar os restos de petróleo, com a utilização de líquidos solventes. Os compostos químicos quebram a estrutura do petróleo em pequenas partículas, que são ingeridas posteriormente por bactérias.
O uso de milhares de litros desses solventes gerou polêmicas, já que, apesar de as substâncias não serem tão tóxicas quanto as utilizadas nos grandes vazamentos na década de 70, têm um efeito nocivo em organismos sensíveis, como bancos de corais. As barreiras flutuantes também não têm sido muito úteis, por causa da ressaca no mar e dos ventos na região.
Nas quase três semanas depois que a plataforma Deepwater Horizon explodiu, em 20 de abril, matando 11 trabalhadores, cerca de 795 mil litros de óleo cru foram despejados no Golfo do México.

(Envolverde/IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=74259&edt=1

MPF acusa Bndes de financiar usinas que usam cana de terras indígenas

(11/05/2010) - Globo Rural Online

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul acusa o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) de financiar usinas que utilizam cana-de-açúcar de territórios indígenas. Segundo o órgão federal, o banco concedeu empréstimos às multinacionais Cosan/Shell e Bunge, que fazem uso de matérias-primas das terras indígenas Guyraroca, no município de Caarapó e Jatayvary, na região de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai.

Apesar de ser vetado pela Constituição Federal, o plantio de cana para uso comercial em áreas indígenas é comum no estado e agora questiona-se o fato de um banco público financiar empresas que compram o produto ilegalmente. Para o MPF, além de descumprir norma do Banco Central, que proíbe empréstimos públicos para expansões desse tipo, o Bndes incentiva indiretamente os conflitos agrários na região.

De acordo com os procuradores, a entidade foi questionada sobre os critérios adotados, mas ainda não encaminhou respostas ou justificativas sobre os financiamentos.
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1710523-1935,00.html

Hyundai quer comprar terras no Brasil para garantir segurança alimentar à população coreana

Por racismoambiental, 12/05/2010 05:30

Empresa negocia com governos de PI, MA, TO e BA 10 mil hectares para plantar soja; objetivo é exportar para a Coreia e garantir a segurança alimentar de sua população Pelo menos outros nove grupos de países asiáticos visitaram o país em busca de terras, investimento considerado estratégico.

Executivos da empresa sul-coreana Hyundai negociam com governos estaduais a compra de terra no Brasil com o objetivo de plantar e exportar soja para a Coreia do Sul. Representantes da empresa visitaram o Piauí na semana passada e, em junho, terão reuniões com os governos do Maranhão, do Tocantins e da Bahia.

Os coreanos querem comprar 10 mil hectares no Brasil, mas ainda não têm prazo para fechar o negócio. Segundo o diretor da Hyundai Corporation no Brasil, Gi-Seob Kim, o projeto é “muito recente”.

Essa não é a única investida de orientais no agronegócio brasileiro. Desde o início do ano, ao menos mais nove grupos, entre coreanos, chineses e indonésios, visitaram o país em busca de terra para plantio e exportação.

O investimento é tido como estratégico para garantir o suprimento de alimentos a esses países, que têm grande população e pouca área agricultável.

A Coreia do Sul, por exemplo, tem apenas uma área de terras agricultáveis pouco menor que o Sergipe, para abastecer uma população de 48,5 milhões de pessoas. Segundo Gi-Seob Kim, várias empresas do país têm comprado terras no exterior para exportar alimentos já há alguns anos.

China quer influenciar preços das commodities
Apesar da investida coreana, os maiores interessados na compra de terras no Brasil têm sido os chineses, os maiores importadores de soja do mundo.

Segundo o diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Kevin Tang, nos últimos meses seis grupos chineses demonstraram interesse em comprar terras no Brasil -três deles com participação estatal.

O governo da Bahia, de olho na oportunidade, levará à China nesta semana uma delegação de empresários para prospectar negócios em agricultura.

Segundo Tang, a intenção dos chineses não é só garantir suprimento, mas também assegurar que o país não fique à mercê das tradings do setor e possa ter mais controle sobre a cotação das commodities.

FAO preocupada com compra de terras por estrangeiros afetando a vida da população local
A investida de empresas orientais em agricultura não tem como foco apenas o Brasil. Japoneses, sul-coreanos e chineses já compraram ou planejam comprar terras na América do Sul, na África e em regiões da própria Ásia com o objetivo de plantar soja, milho e outros produtos.

Desde 2003, uma empresa japonesa possui 1.250 hectares de terras na Argentina, onde produz soja e milho, que são exportados para o Japão. Todos os funcionários são japoneses.

Na África, a presença de chineses em investimentos semelhantes já foi caracterizada por especialistas como “neocolonialismo” e é alvo de preocupações da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Para Jacques Diouf, diretor-geral da organização, é preciso evitar que esses negócios prejudiquem as populações locais.

Para especialistas, porém, esse tipo de problema não deve acontecer no Brasil.André Cunha, doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirma que a penetração de estrangeiros é mais fácil quando o Estado é pouco estruturado, o que não é o caso do Brasil.

Na opinião de Paulo Vizentini, professor de relações internacionais da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o Brasil pode até se beneficiar desse tipo de investimento, já que possui muita área agricultável ociosa.

Desenvolvimento tecnológico do Agronegócio brasileiro assusta chineses
O alto nível de organização do agronegócio brasileiro também pode barrar a entrada de estrangeiros no ramo. O secretário de Agricultura de Goiás, Leonardo Veloso, diz que chineses demostraram interesse em adquirir terras no Estado, mas se “assustaram” com o desenvolvimento tecnológico.

Uma das opções à compra de terra tem sido a formação de parcerias com brasileiros, afirma o presidente da Apex (Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alessandro Teixeira.

O problema de adquirir terras, diz, é que a produção agrícola chinesa é diferente da brasileira, desde o tipo de culturas e de terra até a tecnologia de cultivo, o que dificulta a gestão do negócio.
Fonte: Agência Folha (EHC e LB),

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0905201009.htm

http://www.observatoriodoagronegocio.com.br/page7/page16/page16.html

http://racismoambiental.net.br/2010/05/hyundai-quer-comprar-terras-no-brasil-para-garantir-seguranca-alimentar-a-populacao-coreana/#more-1846

Baleia perdida ao longo de Israel confunde os cientistas

12 / 05 / 2010

O aparecimento de uma baleia cinzenta ao longo de Israel intriga os cientistas, uma vez que o imponente mamífero há alguns séculos não é percebido longe do Oceano Pacífico.

A baleia, observada pela primeira vez sábado (8) no Mediterrâneo ao largo de Herzliya (centro), percorreu, provavelmente, milhares de quilômetros desde o norte do Pacífico, após ter-se perdido em busca de alimento.

“É um acontecimento incrível”, comentou o Dr Aviad Scheinin, presidente do Centro de Pesquisa e Assistência de Mamíferos Marinhos de Israel.

“O que espanta a comunidade científica é que não há baleia cinzenta no Atlântico desde o século XVIII”, disse Scheinin à AFP. As baleias cinzentas vivem, atualmente, nos setores ocidental e oriental do norte do Pacífico.

A baleia macho, de 12 metros e 20 toneladas, ganhou o Atlântico, provavelmente, através da passagem marítima que liga o Pacífico ao Atlântico, percorrendo as ilhas árticas do grande Norte canadense, normalmente coberto de gelo, concluindo o périplo no Mediterrâneo.

“Como o gelo do Ártico está se fundindo, o animal conseguiu pegar um corredor perto do estreito de Bering”, acrescentou o Dr Scheinin.

Normalmente, as baleias cinzentas deixam o nordeste do Pacífico em direção ao Sul por volta de outubro, em busca das águas mais quentes do Golfo da Califórnia, fazendo um percurso de pelo menos 5.000 km.

No outono, a baleia “perdida” tomou a rota Sul em direção à baía da Califórnia, chegando ao Atlântico e “seguindo à esquerda” em Gibraltar, até o Mediterrâneo, explicou.

“A pergunta que fazemos, agora, é a seguinte: vamos assistir a uma recolonização do Atlântico?”.
O animal ainda está por lá. “Está um tanto magro, mostrando, assim, que a viagem não foi nada fácil, mas achamos que poderá sobreviver aqui”, comentou.
(Fonte: G1)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/12/54914-baleia-perdida-ao-longo-de-israel-confunde-os-cientistas.html

Ong faz coleta de cabelo para limpeza de praias no Golfo do México

11 maio, 2010 - 10:33h
Délcio Rocha

Salões de cabeleireiro e fazendeiros do mundo inteiro estão recolhendo cabelo e peles de animais para auxiliar a operação de limpeza do petróleo que, há vários dias, vaza de um poço danificado no Golfo do México.

A ideia é que o cabelo, colocado dentro de meias de náilon, absorva o óleo espesso que se aproxima das praias dos Estados vizinhos ao local do vazamento - Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida.

Cerca de 370 mil salões estão participando, segundo a entidade beneficente que lidera a campanha de arrecadação de cabelo, Matter of Trust.

O Brasil também está contribuindo com doações, coordenadas a partir de uma página no site de relacionamentos Facebook.

Segundo a Matter of Trust, sediada em San Francisco, na Califórnia, por volta de 200 mil quilos de cabelo e peles estão chegando todos os dias.

Em entrevista à BBC, a co-fundadora da entidade, Lisa Gautier, disse que o cabelo é um material extremamente eficiente na absorção de todos os tipos de óleo, incluindo o petróleo.

Ela explicou que cada folículo tem grande área de superfície, à qual o óleo adere.

Fonte: JB ONLINE
http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=10786
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