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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Novo mapa revela dados inéditos do território amazônico

18 maio, 2010 - 12:55h Délcio Rocha

Imagens mostram detalhes antes invisíveis, como rios e estradas.Amazônia foi dividida em 1816 partes, cada uma com 3025 km².

Um novo mapa da Amazônia revela detalhes antes não conhecidos em cerca de 30% do território do bioma no Brasil. Desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Banco Mundial, o Exército e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele já está disponível para consulta na internet, mas a maior parte das informações ainda está sendo processada e deve ser acrescentada nos próximos meses.

Os detalhes inéditos permitem enxergar, por exemplo, afluentes e subafluentes de rios que eram invisíveis nas imagens disponíveis até agora. Também é possível identificar estradas secundárias abertas na floresta, facilitando a fiscalização contra o desmatamento ilegal.

Isso ocorre porque a escala usada para montar o mapa, de 1 para 100 mil, ainda não havia sido aplicada em cerca de um terço da Amazônia no Brasil. São regiões que englobam o Alto Rio Negro, no Amazonas, e a Calha Norte, no Pará, por exemplo.

Com imagens de satélite, o mapa dividiu a Amazônia em 1816 áreas iguais, cada uma com 3025 quilômetros quadrados. "A aproximação da escala não tem detalhes como os de projetos que analisam área bem menores. Mas é o produto que melhor retrata a realidade da Amazônia como um todo ultimamente", diz Roberto Vizentin, diretor de Zoneamento Territorial do MMA.

Segundo ele, o mapa deve ser finalizado até o fim deste mês ou em junho. Ainda é preciso "costurar" as imagens de cada fotografia registrada, por exemplo. "O que está na internet não corresponde a 10% do que estará disponível. Depois, a ideia é criar uma série de serviços e permitir observar, por exemplo, quantas escolas, delegacias ou hospitais existem em determinado município e qual a sua localização", explica Vizentin.

Outras aplicações do mapa serão, por exemplo, permitir a delimitação da área de uma reserva legal ou unidade de conservação, definir bacias hidrográficas e visualizar a região em que passa uma rodovia ou em que funciona uma hidrelétrica.

O mapa passa a integrar o Sistema Cartográfico Nacional, faz parte do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e é um projeto complementar ao Cartografia da Amazônia, desenvolvido pelo Exército para detectar inclusive informações do subsolo do território amazônico.

Os organizadores também estimam construir uma metodologia de integração dos estados para manter a base de dados atualizada em tempo real. Dessa forma, se o governo do Amazonas erguer uma ponte sobre determinado rio, por exemplo, sua imagem estará disponível no mapa em pouco tempo. Segundo Vizentin, isso deve ser implementado até o fim do ano.

Fonte: G1
http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=10819

Empresa estimula plantio de sementes em potes de iogurte

18 maio, 2010 - 12:36h Délcio Rocha

A empresa Danone de lácteos trouxe para um de seus produtos um pouco mais de consciência ambiental. Agora, os famosos petit suisse de morango Danoninho carregam em suas embalagens sementes para serem plantadas nos potes do iogurte e que depois de cultivadas podem ser transplantadas para terra fértil.

"A finalidade de Danoninho para Plantar é reforçar a experiência, o aprendizado e a interação com a natureza, que podem ser despertados pelo simples hábito lúdico de cultivar uma semente no potinho", explica a empresa.

Na nova campanha, plantas reais fazem das crianças semeadores do respeito à natureza e plantas 'virtuais' fazem da garotada verdadeiros agentes do meio ambiente. Como? Além de plantarem hortaliças e flores em casa, cada árvore cultivada também na página online da campanha irá corresponder a 1m² de Mata Atlântica que será reflorestado - e que terá na parceria entre a empresa e o Instituto de Pesquisas Ecológicas IPÊ, organização não-governamental de apoio à causas socioambientais sua mão de condução para plantio e manutenção da área recuperada.

"Acreditamos que a educação é a melhor estratégia para estimular nas crianças mudanças de atitudes que promovam a conservação ambiental", diz a bióloga e pedagoga Andréa Travassos, gerente de Desenvolvimento Institucional do Instituto IPÊ.

As instruções do plantio na própria embalagem e o cadastramento na campanha de reflorestamento poderão ser feitos no site da iniciativa.

Fonte: Redação Terra

- Categoria: ECOLOGIA, FAUNA, NOTÍCIAS, Educação Ambiental, FLORA, VIDA E SAÚDE, Florestal, Humana, Animal, Educação

http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=10817

AL ganha destaque na aplicação de políticas hídricas

Diretor-presidente da ANA ressalta atuação do Estado; cobrança no uso racional da água no Velho Chico tem previsão de arrecadar R$ 20 milhões

Sob o tema “Agência e Cobrança, autonomia para uma bacia revitalizada”, Alagoas recebeu destaque na aplicação de políticas em fase de implantação da chamada cobrança de recursos para o uso racional da água da Bacia do São Francisco. A cobrança visa unicamente a revitalização do rio da Integração nacional, o “Velho Chico”. O destaque ao posicionamento de Alagoas sobre a questão se deu durante a abertura da XVI Plenária Ordinária da Bacia Hidrográfica do São Francisco na quarta-feira (12), no Hotel Atlantic, em Ponta Verde.

O evento ocorre até sexta-feira (14) e conta com a participação de integrantes do Comitê de Bacia do Rio São Francisco (CBRS), composto por representantes dos Estados de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Sergipe e do Distrito Federal que vão discutir as políticas dirigidas aos recursos hídricos na região e de representantes da sociedade cilvil, comunidades indígenas e dos governos federal, estadual e municpal.

Outro destaque no evento será a apreciação das minutas de deliberação e o Plano Nacional da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, que trata sobre a cobrança do uso dos recursos hídricos que tem previsão de arrecadação na ordem de R$ 20 milhões nos primeiros três anos, a partir de 2011.

A plenária conta ainda com a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que pontuou o trabalho da plenária em Maceió. “A plenária aqui em Alagoas é revestida de simbologia, porque ratifica a política aprovada pelo comitê na cobrança do uso da água no São Francisco, o que viabilizará a aplicação desses recursos para revitalizar o rio, em benefício da grande população que depende dele”, ressalou Andreu.

Água Doce - Andreu fez questão de destacar ainda o papel de Alagoas no Comitê da Bacia do São Francisco, por causa da estruturação de uma secretaria voltada para um plano estadual de recursos hídricos, cujo representante no comitê é o secretário de Estado do Meio Ambiente, Alex Gama, que representou o governador Teotonio Vilela, na ocasião. “Com essa canalização entre secretaria e o comitê na aplicação de uma política hídrica, o Estado de Alagoas merece destaque”, resumiu.

Por sua vez, Alex Gama exemplificou o trabalho sustentável com o programa Água Doce, que visa implantar dessalinizadores na água, de forma que a própria comunidade realize o manejo e obtenha água potável e salobra na mesma proporção. “Alagoas tem sido um exemplo para o Brasil neste processo, graças ao decisivo apoio do governador Teotonio Vilela”, lembrou Gama.

A plenária tem a presença também do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Thomaz Matta Machado, e do diretor-presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA) no Estado, Adriano Jorge.

Criado em 2002, o CBHSF tem a finalidade implementar a política de recursos hídricos, estabelecer regras de conduta e gerenciar conflitos e interesses locais, realizando ações de maneira descentralizada através da realização de plenárias anuais nos diferentes estados que compõem o comitê.

Fonte: Wellington Santos / Agência Alagoas

http://www.semarh.al.gov.br/noticias/al-ganha-destaque-na-aplicacao-de-politicas-hidricas/view

Sesc Alagoas promove Semana do Meio Ambiente

12h00, 17 de maio de 2010

Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, poluir significa manchar, corromper, sujar. A reciclagem é vista pelos ambientalistas como uma alternativa eficaz para diminuir o lixo acumulado no planeta. Mas antes de reciclar, que tal evitar o descarte de materiais inorgânicos na natureza, a exemplo do plástico, que demora mais de 100 anos para se decompor? Para levar à sociedade informações ambientais, o Sesc Alagoas, em parceria com o shopping Pátio Maceió, promove a Semana do Meio Ambiente, que acontece de 30 de maio a 5 de junho, no Pátio Maceió, Tabuleiro.

Um dos destaques da programação é uma exposição com obras de arte produzidas no projeto Ateliê Sesc Aberto à Comunidade, que conduz as pessoas a espaços e momentos atípicos no dia-a-dia, produzindo arte e reciclando. Criado em 2004, o Ateliê Sesc viabiliza o acesso gratuito de crianças, adolescentes e adultos de baixa renda à atividades artísticas, através de oficinas com artistas plásticos alagoanos, ministradas em seus próprios ateliês.

Além da exposição, o estande do Sesc irá oferecer material informativo sobre meio ambiente e a oportunidade de votação numa enquete sobre meio ambiente. Os votantes receberão um brinde.
No Brasil, os dados sobre reciclagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE que retratam a proporção de material reciclado de algumas matérias-primas industriais (latas de alumínio, papel, vidro, embalagens PET e latas de aço) são animadores. O Brasil é recordista mundial em reciclagem de latas de alumínio (89% em 2003, contra 50% em 1993). A reciclagem de papel subiu de 38,8% em 1993 para 43,9% em 2002. Já em coleta seletiva de lixo os indicadores mostram números incipientes no País. Somente 2% do lixo produzido no Brasil é coletado seletivamente. Apenas 6% das residências são atendidas por serviços de coleta seletiva, que existem em apenas 8,2% dos municípios brasileiros.

Segundo o representante da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Ernande Baracho, Maceió produz 1.400 toneladas de lixo por dia. O que fazer com esse lixo? Como transformar esse lixo em geração de emprego e renda? A Semana do Meio Ambiente convida à reflexão. Para isso, as obras de arte produzidas ao longo dos seis anos do projeto Ateliê no Sesc, a partir de caixas e latas doadas pelos funcionários da instituição, passaram por uma seleção rigorosa. Entraram na exposição obras que provocam os visitantes a pensar sobre a autodestruição do homem, através das agressões ao meio ambiente.

SERVIÇO
Semana do Meio Ambiente
Período: 30 de maio a 5 de junho
Local: Shopping Pátio Maceió (Av. Menino Marcelo, 3.800 – Tabuleiro dos Martins – Maceió – AL.)
Hora: 10h às 22h
Obs.: haverá atendimento ao comerciário, trabalhador do Shopping Pátio, para confecção de carteiras do Sesc
Mais informações: 0800 284 2440

Fonte: Assessoria Sesc
http://www.alagoasemdia.com.br/conteudo/Index.asp?secao=&vEditoria=Meio%20Ambiente&vCod=6848

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cientistas assinam carta defendendo os resultados da Ciência Climática

17 Maio 2010
© National Geographic Stock/ Priit Vesilind / WWF

Pesquisadores defenderam a robusteza da ciência climática, destacando as principais conclusões de estudos sobre o tema.

No dia 7 de Maio de 2010, a revista Science, uma das mais importantes publicações científicas do mundo, publicou uma carta assinada conjuntamente por 255 membros da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Nela, os pesquisadores defenderam a robusteza da ciência climática, destacando as principais conclusões de estudos sobre o tema:
1) o planeta está esquentando devido ao aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera terrestre;
2) este aumento é devido majoritariamente ao lançamento desenfreado de gases de efeito estufa por parte do ser humano, sobretudo em decorrência do uso de combustíveis fósseis e do desmatamento;
3) mudanças naturais no clima do planeta sempre ocorreram, mas hoje estão sendo superadas por mudanças induzidas pelo Homem;
4) o aquecimento do planeta causará mudanças nos padrões climáticos a ritmos acelerados e perigosos, como aumento do nível do mar e alterações nos ciclos hidrológicos; e
5) a combinação complexa destas mudanças ameaça comunidades e cidades costeiras, a disponibilidade de comida e água, ecossistemas florestais e aquáticos e muito mais.
O WWF-Brasil vê com muitos bons olhos esta defesa por parte da classe científica, injustamente assediada recentemente. Verdade que parte das dúvidas sobre a ciência climática decorre da falta de compreensão da população a respeito dos processos científicos. “Não existe uma teoria científica perfeita. Existe, sim, uma série de evidências que corroboram uma teoria até outra teoria melhor a substituir.
Para todos os fins práticas, a verdade é ditada pelas teorias vigentes e, no caso da ciência climática, esta verdade é ditada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) que congrega os maiores especialistas sobre o tema em todo o mundo”, afirma Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil.
Mas, parte importante do problema existe em decorrência de interesses escusos pouco interessados em alterar o status quo. “O debate científico sobre o clima do planeta não pode ser contaminado por interesses políticos ou econômicos. A ciência deve ser a base para a sociedade tomar decisões. Corrompê-la é corromper nossa capacidade de agir enquanto ser humano racional”, afirma Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. Se não agirmos imediatamente implementando políticas que facilitam a transição das sociedades em direção a uma economia de baixo-carbono, as conseqüências serão terríveis tanto para os ambientes naturais quanto para os seres humanos.
A carta dos cientistas pode ser acessada em:
Download

http://www.wwf.org.br/?25060/Cientistas-assinam-carta-defendendo-os-resultados-da-Ciencia-Climatica

BP consegue inserir tubo em local de vazamento no golfo do México

17 / 05 / 2010
Por clipping

A empresa BP conseguiu inserir neste domingo (16) um tubo sobre o local de vazamento de óleo no golfo do México, informou o “Wall Street Journal”. O tubo foi desenhado para capturar boa parte do óleo que jorra no mar e direcioná-lo para um navio na superfície.

Nas últimas três semanas, grandes quantidades de óleo têm jorrado no golfo em consequência da explosão da plataforma Deepwater Horizon operada pela BP. A explosão da plataforma causou a morte de 11 funcionários da companhia e resultou no derrame de cerca de 800 mil litros de óleo por dia no golfo do México.

Tentativas anteriores da empresa de conter o vazamento fracassaram. Na semana passada, a empresa tentou colocar uma câmara de aço gigante sobre o local do vazamento, mas o acúmulo de gelo na sua ponta superior impediu seu funcionamento.

Ontem as primeiras tentativas de colocar o tubo não deram certo porque robôs submarinos, que operam nas águas gélidas, escuras e profundas do golfo, chocaram-se. O vazamento encontra-se a cerca de 1.600 metros da superfície.

Não se sabe se a estratégia de bombeamento irá funcionar. A empresa também trabalha com alternativas: o uso de uma câmara de aço menor, que poderá ser colocada sobre o vazamento caso o bombeamento com o tubo não funcione, e a perfuração de um poço próximo ao local do vazamento, o que deve levar mais algumas semanas.

(Fonte: Folha Online)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/17/55146-bp-consegue-inserir-tubo-em-local-de-vazamento-no-golfo-do-mexico.html

Ibama admite extinções em Belo Monte

17 / 05 / 2010
Por clipping

“Quatro ou cinco espécies de peixes têm potencial de se extinguir, mas assumimos esse risco. Para o conjunto da Amazônia, faria muito mais mal construir 25 termelétricas do que a usina hidrelétrica de Belo Monte”, afirma o biólogo Antonio Hernandes, do Ibama.

Coordenador de infraestrutura de energia elétrica do órgão ambiental, Hernandes falou à Folha em resposta às críticas feitas por um grupo de ictiólogos biólogos especializados em peixes ao estudo de impacto ambiental que tornou possível o licenciamento e posterior leilão da usina.

Entre outros problemas, esses cientistas apontam a imperícia na identificação das espécies nativas do trecho do rio Xingu que receberá a usina.

Os bichos teriam sido igualados erroneamente a peixes que só existem em outras bacias hidrográficas. Subestima-se, assim, a presença no Xingu de espécies que ainda nem ganharam nome científico.

Também reclamam que houve desleixo no cadastro dos espécimes coletados em museus, o que pode atrapalhar o estudo da diversidade de espécies quando seu habitat estiver alterado ou mesmo desaparecido. E afirmam que o número real de peixes sob risco de sumir pode ser muito maior do que quatro ou cinco.

O Ibama, porém, discorda.

“Análise crítica”
Os ictiólogos assinam um capítulo de uma análise crítica do estudo de impacto ambiental de Belo Monte. Entre eles está Paulo Buckup, do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Do meu ponto de vista, o principal problema é que não é possível verificar as identificações dos peixes, o que é fundamental numa fauna em que quase metade das espécies ainda não foram descritas. É como inocentar ou condenar uma pessoa sem apresentar as provas materiais do crime”, diz.

Buckup lembra que numerar os espécimes, associando-os de forma precisa ao local onde foram coletados, é a “premissa básica aceita pelos cientistas” para estudos sobre biodiversidade. Hernandes, do Ibama, diz que o material “não foi jogado fora”, tendo sido depositado, segundo ele, no Museu Paraense Emilio Goeldi, em Belém.

“É um problema menor. Há coisas mais graves no estudo de impacto, até porque mandaram exemplares aqui para o museu”, diz Flávio César Thadeo de Lima, pesquisador do Museu de Zoologia da USP que também participou da análise.

De uma lista de 14 espécies citadas pelo estudo da usina, por exemplo, cinco seriam, na verdade, bichos que nem ocorrem na Amazônia, tendo sido registrados em lugares tão distantes quanto a Bahia, o Uruguai e a Argentina. As demais ocorrem fora da bacia do Xingu, levantando fortes suspeitas de identificação incorreta.

Para Lima, um dos problemas mais graves é que o estudo de impacto não chama a devida atenção para duas espécies que já constam da lista nacional de espécies sob risco de extinção, o pacu-capivara e o carismático cascudo-zebra, sucesso entre aquaristas (leia texto abaixo).

“Eles só existem na Volta Grande do Xingu”, diz o ictiólogo, referindo-se à área que será mais afetada pela usina. Hernandes rebate: “Não sabemos se essas espécies realmente só existem lá”.
Para o funcionário do Ibama, é provável que “90% das espécies” únicas da Volta Grande se encontrem em ambientes similares no rio Iriri, que serão protegidos como contrapartida ao impacto de Belo Monte.

Não é o que os pesquisadores afirmam. “Não sei qual o tamanho da nossa ignorância, mas sei que ela é bem grande”, diz Lima. “Teremos um programa de levantamento das espécies antes de qualquer obra, nos próximos três ou quatro anos, então eles poderão tentar comprovar isso”, diz Hernandes.

(Fonte: Folha Online)

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/17/55153-ibama-admite-extincoes-em-belo-monte.html
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