BOAS VINDAS

BOAS VINDAS

Pesquisar este blog

quinta-feira, 20 de maio de 2010

EUA revelam contatos com Cuba sobre vazamento de petróleo

20/05/10 08:31

O Departamento de Estado americano informou nesta quarta-feira que está conversando com autoridades de Cuba sobre os riscos do vazamento de petróleo no Golfo do México.

Observadores afirmam que estas negociações demonstram o temor de que o petróleo possa ser levado por correntes para muito longe do local onde a plataforma Deepwater Horizon afundou, causando o vazamento.

"É nossa incumbência informar todos os nossos vizinhos, não apenas as ilhas, mas aqueles países que podem ser afetados pelos desastres que acontecem em nossas águas territoriais", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid.

Mais cedo, a Agência Espacial Europeia advertiu que o petróleo que vazou no Golfo do México encontrou uma corrente marinha que pode levá-lo até o Estado da Flórida, ameaçando a fauna local.

Segundo a agência, imagens de satélite sugerem que o petróleo pode atingir os recifes de coral do arquipélago das Keys, no sul da Flórida, dentro dos próximos seis dias.

"Temos comprovação visual de que pelo menos o petróleo da superfície atingiu a corrente", disse Bertrand Chapron.

Os cientistas alertaram que a turbulenta corrente pode dificultar o monitoramento do avanço do petróleo nos próximos dias.

"A mancha de óleo pode deixar de aparecer na superfície, nos impedindo de segui-la com satélites, mas a poluição deve afetar os recifes marinhos e o ecossistema", disse Fabrice Collard.

Bolas de piche
A Guarda Costeira americana disse que testes mostraram que bolas de piche encontradas na costa da Flórida não têm relação com o vazamento no Golfo do México.

A órgão disse não saber ao certo a procedência do piche. Imagens liberadas pela petroleira britânica British Petroleum (BP), responsável pela limpeza da mancha, mostram petróleo e gás escapando em grandes quantidades do vazamento, no fundo do oceano, em uma erupção que lembra a de um gêiser.

O vazamento vem liberando milhares de barris de petróleo diariamente na região desde que a plataforma pegou fogo e afundou na costa do Estado da Louisiana, em 20 de abril, matando 11 trabalhadores.
por BBC Brasil
http://www.alagoasemtemporeal.com.br/?pag=meio_ambiente&cod=1342

Entidades ambientais pedem à Anvisa proibição de termômetros de mercúrio

maio 20, 2010

Entidades ligadas às áreas de saúde e meio ambiente entregaram ontem (19) um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedindo a proibição do uso e da fabricação de termômetros de mercúrio no Brasil. Elas propõem a criação de um programa de substituição desses termômetros por outros não tóxicos.

De acordo com a representante da Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte (Promac) Zuleica Nycz, os termômetros disponíveis no mercado são muito frágeis e detêm grande concentração do metal, o que pode contaminar pessoas e ambientes.

“O que queremos é que a Anvisa se sensibilize e nos chame para conversar. Acredito que deve sobrar um pouco de recursos [governamentais] para trabalharmos com a segurança química e proteger a saúde das pessoas e da própria biodiversidade”, disse.

Segundo Zuleica, um dos maiores entraves para a substituição por termômetros alternativos é o preço. Na maior parte dos locais de venda pesquisados por essas entidades, os termômetros não tóxicos custavam mais que o dobro que os de mercúrio.

“Temos um problema muito grave que exige subsídio ou políticas específicas. A máquina do Estado tem uma série de opções para baixar o preço de um produto que é de interesse da saúde pública. O que falta neste momento é vontade política”, afirmou.

Em junho, o Brasil participará da primeira reunião internacional que discutirá um tratado sobre mercúrio. Ela será realizada pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma), na Suécia. De acordo com Zuleica, alguns países como Argentina, Índia e Filipinas já proibiram o uso do metal.

Estudos financiados pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e realizada por organizações não governamentais internacionais revelaram que 83% dos hospitais e consultórios pesquisados no Brasil ainda usam termômetros de mercúrio, mesmo com a disponibilidade de produtos alternativos e do conhecimento dos profissionais de saúde sobre os riscos e a toxidade do material.

O mercúrio é um metal tóxico para os seres humanos, podendo afetar o desenvolvimento cerebral e o sistema nervoso. No Brasil, é usado em termômetros, em lâmpadas fluorescentes, em materiais odontológicos e em processos de mineração de ouro.

A Anvisa foi procurada várias vezes pela Agência Brasil para se manifestar sobre o pedido das entidades, mas até o fechamento desta matéria não respondeu.

Reportagem de Daniella Jinkings, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 20/05/2010

http://www.ecodebate.com.br/2010/05/20/entidades-ambientais-pedem-a-anvisa-proibicao-de-termometros-de-mercurio/

Estudo indica que herbicida atrazine afeta a reprodução de peixes

Concentrações de atrazina.
20/05/2010
Fonte USGS
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate]
A atrazina, um dos herbicidas mais utilizados no mundo, afeta a reprodução de peixes, segundo um novo estudo do E.U. Geological Survey (USGS).

“As concentrações de atrazina, comumente encontradas em riachos e rios das regiões agrícolas, provocaram redução de reprodução e desova, bem como anomalias do tecido do peixes, em estudos de laboratório“, disse o cientista Donald Tillitt, do USGS, o principal autor do estudo [Atrazine Reduces Reproduction in Fathead Minnow] publicado na revista Aquatic Toxicology.

Peixes da espécie “Pimephales promelas” (Fathead Minnow) foram expostos ao atrazine no laboratório Columbia USGS Environmental Research Center, em Columbia, Missouri, e observados os efeitos sobre a produção de ovos, anormalidades do tecido e os níveis hormonais. Os peixes foram expostos a concentrações que variam de zero a 50 microgramas por litro de atrazine por um período acima de 30 dias. Todos os níveis de exposição testados são inferiores aos fixados como limite pela EPA (Pesticides Aquatic Life Benchmark) de 65 microgramas por litro para a exposição crônica de peixes.

O estudo demonstra importantes efeitos reprodutivos, em concentrações abaixo da linha diretriz da EPA para a qualidade da água .

Os resultados do estudo mostram que ciclo reprodutivo normal foi interrompido pela atrazina e os peixes não se reproduziram tanto ou tão bem quando expostos ao herbicida. Os pesquisadores descobriram que a produção total de ovos foi menor em todos os peixes expostos ao atrazine, em relação aos peixes não expostos, no prazo de 17-20 dias de exposição. Além disso, os peixes expostos ao atrazine geraram menos descendentes e não apresentaram anormalidades nos tecidos reprodutivos de machos e fêmeas.

A atrazina é um dos herbicidas mais utilizados no mundo e é muito usado em milho, cana e sorgo, inclusive em toda a área plantada nos Estados Unidos. Ele é usado para eliminar gramíneas e ervas daninhas, sendo geralmente aplicado na primavera. Assim, observou Tillitt, as concentrações de atrazina são maiores nos córregos durante a primavera, quando a maioria dos peixes na América do Norte está tentando se reproduzir.

Os resultados deste estudo acrescentar um novo alerta importante e deve incorporar novas conclusões sobre as concentrações de atrazina em riachos, registrados pelo USGS National Water-Quality Assessment (NAWQA) Program, bem como outros, destacando os riscos potenciais para as espécies aquáticas do uso de agroquímicos.

O herbicida atua como disruptor endócrino em peixes e está associado a graves efeitos reprodutivos. Disruptores endócrinos são produtos químicos que têm a capacidade de afetar os sistemas endócrino e incluem alguns pesticidas, PCB, certos metais pesados, produtos de uso doméstico e muitos fármacos especificamente projetados para interagir com função endócrina.

Atrazine Reduces Reproduction in Fathead Minnow ( Pimephales promelas ) “, de autoria dos cientistas Donald Tillitt, Diana Papoulias, Jeffrey Whyte e Catherine Richter, foi publicado na revista Aquatic Toxicology.

Por Henrique Cortez, do EcoDebate, 20/05/2010, com informações de Catherine Puckett, U.S. Geological Survey (USGS)

http://www.ecodebate.com.br/2010/05/20/estudo-indica-que-herbicida-atrazine-afeta-a-reproducao-de-peixes/

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SP atualiza lista da fauna ameaçada de extinção

14/05/10 - 23:19

A SMA (Secretaria do Meio Ambiente) e a Fundação Parque Zoológico acabam de lançar o livro, “Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo – vertebrados”, também conhecido como “Livro Vermelho”. A publicação relaciona as espécies ameaçadas de extinção no Estado, após dez anos sem ser atualizada. Os “livros vermelhos de fauna ameaçada” são conhecidos mundialmente e são considerados mecanismos de combate ao tráfico e ao comércio ilegal de espécies.

A novidade do livro vermelho paulista é que a metodologia agora utilizada segue os critérios da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a lista aponta desde espécies ameaçadas de extinção até espécies muito pouco pesquisadas, o que impede o conhecimento necessário para classificá-las.

A linguagem visual da publicação é agradável, com imagens e mapas das espécies e dos locais onde as espécies ocorrem, sendo um atrativo não só para técnicos da área, mas para todos os cidadãos interessados em obter informações sobre as espécies ameaçadas no Estado de São Paulo.

Extinção
Ao todo, são 436 espécies e subespécies – 17% do total de vertebrados conhecidos no Estado – que compõem a lista. Destas, 86 foram consideradas quase ameaçadas, ou seja, que ainda não sofrem ameaças, mas demandam atenção para que não entrem nesta classificação.

O fato de uma espécie estar na lista da fauna ameaçada de São Paulo significa que ela está sofrendo risco de extinção e pode desaparecer em um curto espaço de tempo se nada for feito. Dentro das categorias de ameaça, as espécies que correm um risco maior de extinção são classificadas como “Criticamente em Perigo” (CR), seguida pelas categorias “Em Perigo” (EN) e “Vulnerável” (VU) – na qual, apesar da espécie ainda sofrer sério risco de extinção, não está em situação tão crítica.

Os dois mil exemplares do livro vermelho da fauna paulista não serão comercializados, mas estarão disponíveis em bibliotecas, universidades, centros de pesquisas além de serem distribuídos aos 87 autores da obra.

Com informações da SMA: Clique aqui para baixar o livro.

Poderá também gostar de:
Cabe ao Ibama autorizar o comércio de animais silvestres
Advogada defende vida digna, liberdade e respeito aos animais
Direito dos animais é alvo de preconceitos, diz promotor

http://www.observatorioeco.com.br/index.php/sp-atualiza-lista-da-fauna-ameacada-de-extincao/

Lixo eletrônico do país terá inventário de produção, recolhimento e reciclagem

segunda-feira, 10 de maio de 2010
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo -
Todo o lixo eletrônico produzido no Brasil terá um inventário para que as empresas firmem um pacto de recolhimento e reciclagem. O acordo foi assinado hoje (10), em São Paulo, pela ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, e o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (sempre).“Saiu um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) dizendo que o Brasil é o quarto ou quinto país [no mundo] em número de lixo eletrônico, e nós vamos fazer agora um inventário para saber qual o comportamento do nosso país [diante do problema]”, disse.
Pelo documento do Programa Nacional das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado no começo deste ano, o mundo produz, a cada ano, cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico a mais, e o Brasil está entre os maiores produtores. Como o ministério não foi consultado sobre o problema, segundo a ministra, a ideia é fazer um inventário dimensionar o tamanho do lixo eletroeletrônico brasileiro e o destino que é dado atualmente a esse tipo de material.
Para o presidente do Cempre, Victor Bicca, é importante que a maioria das empresas do setor participem da elaboração do inventário. “A previsão é de que a gente possa fazê-lo em quatro meses. Ele contará com a participação de todas as empresas que fazem parte do Comitê Eletroeletrônico do Cempre. Também vamos convidar as outras associações que representam o setor eletroeletrônico. Tudo isso sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente”, afirmou.Além do inventário, também foi inaugurado hoje (10) um site que vai informar o consumidor sobre como deve ser realizada a devolução de aparelhos como computadores, impressoras, telefones celulares, câmeras e até geladeira.
O consumidor poderá consultar os sites www.cempre.org.br e www.mma.gov.br, onde encontrará os locais de coleta e a reciclagem dos materiais.
Isabella Teixeira disse ainda que o ministério está estudando a adoção de medidas, como a redução de impostos ou a distribuição de cupons de troca por outros produtos, como estímulo ao consumidor. “Com isso a gente espera permitir uma mudança no comportamento do consumidor para que eles comecem a entender o que significa comprar, às vezes de maneira desenfreada, sem entender onde vai ficar o resultado dessa compra”, disse.
Atualmente tramita no Senado Federal o projeto da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A expectativa é de que ele seja votado e aprovado no fim deste mês e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.
“Estamos nos antecipando a uma lei que está sendo votada para permitir que o empreendedor ou aquele que gera um produto, que vai dar no resíduo [lixo], tenha a responsabilidade de recolhe-lo, dando a esse produto a destinação adequada”, disse a ministra.

Edição: Aécio Amado
http://sousamu.blogspot.com/

Japão tem problemas com aftosa, mas questiona sanidade brasileira

(18/05/2010)
Texto: Sebastião Nascimento

O estado de Mato Grosso, que concentra a maior população de bovinos de corte do país, quer conquistar o status invejável de área livre da febre aftosa sem vacinação. A Famato, que representa os fazendeiros, vai encaminhar o pedido ao Ministério da Agricultura. O argumento é que Mato Grosso, apesar de fazer fronteira com a vulnerável Bolívia em se tratando de sanidade do gado, está há 14 anos sem registrar foco da doença. Só Santa Catarina possui status de zona livre de aftosa. Sem dúvida, é corajosa a posição da Famato.

Em entrevista à revista Globo Rural neste ano, Sebastião Guedes, presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), havia ressaltado o combate árduo que vem sendo desenvolvido na fronteira contra a aftosa, sendo que o governo brasileiro e a iniciativa privada têm doado doses de vacina ao país vizinho. Guedes previu ainda que, neste ano, vários estados iriam requerer o status de zona livre devido justamente aos avanços na luta contra o mal.

Enquanto isso – quem diria – a província japonesa de Miyazaki, no sul do país asiático, declarou nesta terça-feira (18/05) situação de emergência, devido a um incontrolável surto de aftosa por lá detectado. Dados oficiais mostram indícios da doença em pelo menos 126 fazendas de bovinos e de suínos, sendo que mais de 114 mil animais foram sacrificados. As informações são da agência de notícias Kyodo. O Japão não compra carne bovina in natura brasileira. Alega que o Brasil possui uma estrutura sanitária deficiente.

LEIA MAIS
Região japonesa declara situação de emergência por surto de febre aftosa
Paraná vai suspender campanhas de vacinação contra febre aftosa
Ceará conquista status de área de risco médio para a febre aftosa

http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1710674-2740,00.html

WWF picha animais em nova campanha

ter, 18/05/10
por Luis Roberto Toledo

A divisão francesa da ONG Worldwide Fund for Nature (WWF) lançou esta semana sua nova campanha publicitária em prol do meio ambiente. As peças contam com imagens de animais em extinção, como a baleia azul, o urso polar e o rinoceronte, em seus hábitats naturais. Até aí, sem novidades. O que choca nos vídeos e fotos é que os animais estão com os corpos cobertos de pichações. Acompanhando as imagens, a pergunta “Até onde será preciso ir até que a gente proteja o planeta?”.

A intenção da campanha, que deve durar até o final de 2010, é ilustrar e colocar em destaque a degradação do meio ambiente, mostrando, de modo inovador, as ameaças que essa destruição representa para as espécies vegetais e animais do planeta.

Confira os vídeos e fotos da campanha clicando aqui (em francês).

Drielle Sá
Leia também:
Tigre é o animal mais ameaçado do mundo em 2010. Confira a lista!

http://colunas.globorural.globo.com/bloggloborural/2010/05/18/wwf-picha-animais-em-nova-campanha/
Related Posts with Thumbnails