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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Água para 123 milhões de brasileiros depende da Mata Atlântica

21 / 10 / 2010
A Mata Atlântica apresenta hoje a área de vegetação nativa brasileira mais devastada do País. Reduzida a apenas 27% de sua cobertura original, ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica, embora dados apresentados pela SOS Mata Atlântica assegurem que apenas 7,26% de seus remanescentes permanecem bem conservados.

Sua manutenção e preservação deixou de ser uma prioridade restrita aos ambientalistas. Agora, depende do envolvimento de todos os setores produtivos, econômicos e sociais do Brasil, uma vez que em seus limites vivem 123 milhões de pessoas – 67% de toda a população brasileira.

Esse número expressivo de habitantes necessita da preservação dos remanescentes de vegetação nativa, dos quais depende o fluxo de mananciais de águas que abastecem pequenas e grandes cidades.

As áreas de cobertura vegetal nativa que ainda restam prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C.
Segundo um estudo da entidade WWF, mais de 30% das 105 maiores cidades do mundo dependem de unidades de conservação para garantir seu abastecimento de água. As matas ciliares, nome dado ao conjunto de vegetação localizada às margens dos cursos de água, foram avaliadas como comprometidas na Mata Atlântica. São fundamentais para a proteção e preservação da diversidade da flora e fauna, pois além de evitar o agravamento de secas e o aumento das enchentes, também funcionam como corredores para que animais e sementes possam transitar entre as áreas protegidas e garantir a alimentação e variabilidade genética das mais diferentes espécies.

As áreas bem conservadas e grandes o suficiente para garantir a biodiversidade e manutenção da Mata Atlântica a longo prazo não chegam a 8% de sua cobertura vegetal original. A região continua a sofrer sérias ameaças, que podem se agravar caso o Código Florestal brasileiro sofra alterações que não garantam a utilização responsável e sustentável de seus recursos naturais.
Além de reduzidos, os remanescentes estão fragmentados e se distribuem de maneira não uniforme ao longo do território, fator que compromete a perpetuidade de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.

Hotspot -
Especialistas estimam que a Mata Atlântica, considerada um hotspot (área prioritária para conservação, com alta biodiversidade e endemismo e ameaçada no mais alto grau) possua mais de 20.000 espécies de plantas, aproximadamente 35% de toda a flora existente no País.

Segundo dados da Conservação Internacional (CI), trata-se do hotspot número 1 entre as regiões monitoradas em todo o mundo. Levantamentos indicam que sua área abriga 849 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis , 270 espécies de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes. Outro dado alarmante: das 472 espécies ameaçadas de extinção em todo o território nacional, 276 (mais de 50%) estão na região.

“As ações de proteção do MMA direcionadas à Mata Atlântica incluem o aperfeiçoamento da legislação, com a aprovação da Lei da Mata Atlântica e a instituição de projetos e programas de conservação e recuperação de mata nativa”, afirma o coordenador do núcleo Mata Atlântica do MMA, Wigold Schaffer. “Também envolvem o monitoramento e fiscalização dos desmatamentos e queimadas, a criação e implementação de unidades de conservação e a ampliação de parcerias com instituições públicas e privadas da sociedade civil.”

Considerada por especialistas como um avanço na legislação ambiental brasileira, a Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) e sua regulamentação possuem regras claras e incentivos para que a conservação, proteção, regeneração e utilização sustentável de seus componentes sejam implementadas.

Schaffer explica que uma das principais metas do Governo Federal é transformar pelo menos 10% da área total da região em unidades de conservação (UCs) de proteção integral e uso sustentável. Atualmente, existem 123 UCs federais e 225 estaduais na Mata Atlântica, o que resulta em quase 1,7 milhão de hectares transformados em áreas de proteção integral (3%) e pouco mais de 2 milhões de hectares de áreas de uso sustentável.

Ameaça -
Dentre as espécies de flora ameaçadas em seus limites, destacam-se o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá, jaborandi, jacarandá e imbuia, além de orquídeas e bromélias.

Com relação à fauna, das 202 espécies de animais consideradas oficialmente ameaçadas de extinção no País, 171 eram da Mata Atlântica. Das 20 espécies de répteis ameaçadas no Brasil, 13 ocorrem neste bioma. Entre os animais terrestres que ocorrem na região sob alto risco de extinção, 185 são vertebrados (quase 70% do total ameaçado no Brasil), entre eles 118 aves, 16 anfíbios, 38 mamíferos e 13 répteis.

Alguns deles ficaram bastante conhecidos após campanhas de preservação, como o mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-da-cara-preta, a saíra-sete-cores, papagaio-da-cara-roxa e o tatu-bola.

Além da perda de hábitat, as espécies da Mata Atlântica são vítimas do tráfico de animais, comércio ilegal que movimenta no mundo US$ 10 bilhões por ano.

Fatores de perda –
Entre os fatores de destruição da vegetação nativa da Mata Atlântica constam a expansão da pecuária bovina, a implantação de monoculturas agrícolas, o reflorestamento com espécies exóticas, a abertura de novas fronteiras de agricultura e de ferrovias e rodovias sem estratégias sustentáveis.
O avanço desordenado das cidades, empreendimentos e grandes obras de infraestrutura, bem como a mineração e a exploração madeireira também contribuíram para a degradação da cobertura vegetal original.

De 2005 a 2008, os estados que mais desmataram foram Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, responsáveis por mais de 80% do total de desmatamento ocorrido no período.

Em 2006, o MMA indicou 880 áreas prioritárias para conservação distribuídas em 429 mil km2 de Mata Atlântica. Desse total, 522 são áreas novas e 358 já possuem algum tipo de proteção.

Corredor Ecológico -
O conceito de corredor ecológico ou corredor de biodiversidade se refere a extensões significativas de ecossistemas nos quais ocorre o fluxo de indivíduos e genes entre áreas remanescentes de ecossistemas, unidades de conservação e áreas protegidas. Aumentam, assim, a probabilidade de sobrevivência das diferentes espécies que neles habita, e asseguram a manutenção de processos evolutivos em larga escala.

O Corredor Central da Mata Atlântica, localizado nos estados da Bahia e Espírito Santo ao longo da costa atlântica, estende-se por mais de 1.200 km no sentido norte-sul, e foi implementado desde março de 2002. O corredor agrega ecossistemas aquáticos de água doce e marinhos (dentro da plataforma continental).

O projeto conta com a assistência técnica da Cooperação Brasil-Alemanha (GTZ) e com investimentos do banco alemão KFW e da União Europeia. Também atuam em projetos de conservação da região a Fundação SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional, WWF, Mater Natura e outras entidades não-governamentais.

Outra grande área de preservação dentro dos limites da Mata Atlântica é o Corredor da Serra do Mar, que cobre cerca de 12,6 milhões de hectares, do Paraná ao Rio de Janeiro, englobando as serras do Mar e da Mantiqueira.

Bom exemplo -
Quando adquiriu a Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), o fotógrafo Sebastião Salgado encontrou uma propriedade quase totalmente formada por pasto degradado. Com o processo de recuperação da área, realizado pelo Instituto Terra, o local foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e a fazenda foi tornou-se a primeira RPPN recuperada de área degradada na Mata Atlântica.

Nela já foram plantadas mais de 1 milhão de mudas nativas desde 1999. Como resultado, o fluxo de água da região ficou mais homogêneo ao longo do ano, e foram cadastradas sete nascentes que ainda não haviam sido identificadas no Córrego do Bulcão, que passa dentro da propriedade. O local funciona também como corredor ecológico e referência de envolvimento social na preservação da Mata Atlântica.

Definição e abrangência -
A Mata Atlântica é composta por um conjunto de formações florestais, campos naturais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação que são considerados ecossistemas associados e compõem diferentes paisagens. Essas formações cobriam originalmente total ou parcialmente 17 estados brasileiros e abrangiam uma área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados.

Ilhas oceânicas também se agregam aos seus domínios, além dos encraves de Mata Atlântica – como formações florestais e brejos interioranos – existentes em meio a outros biomas. As limitações da região estão estabelecidas no Mapa da Área de Aplicação da Lei nº11.428/2006, do IBGE, que pode ser encontrado nos sites www.ibge.gov.br ou www.mma.gov.br.

Protocolo de Cartagena prevê regras para biossegurança

21 / 10 / 2010

A engenharia genética moderna tem expandido cada vez mais as fronteiras do que é realizável. Com isso, as plantas e animais deixaram de ser apenas resultado da seleção natural ou do tradicional cruzamento, por parte do homem, de espécies relacionadas.
Seja milho, soja ou algodão: atualmente o cultivo dos chamados organismos geneticamente modificados, ou “transgênicos”, está se espalhando em todo o mundo.

Mas que tipo de danos essas mutações poderiam causar na natureza?
A resposta objetiva é: ainda não sabemos. O certo é que parte do genoma dessas espécies transgênicas pode ser transferida para cultivos naturais e outras populações através da polinização, por exemplo. Recentemente alguns desses genes artificiais foram detectados em plantas silvestres.

Medidas preventivas –
Para aplacar os perigos da propagação desses genes, o Protocolo de Cartagena entrou em vigor em 2003. O tratado sobre biossegurança, existente desde 2000, tem como objetivo proteger a biodiversidade natural das possíveis ameaças que possam surgir dos organismos vivos modificados geneticamente.

O protocolo prevê também a rotulagem obrigatória de insumos e de produtos de exportação que contenham organismos transgênicos. No tratado, as regras previstas para organismos vivos, como sementes germinativas, são mais rigorosas do que aquelas impostas para alimentos de humanos e animais.

Tal tratado é baseado no chamado princípio da prevenção: deve haver uma licença especial de importação, os produtos precisam ser caracterizados em detalhe e o país receptor tem que examiná-los antes da importação.

O Protocolo de Cartagena é um acordo relacionado com a Convenção sobre Diversidade Biológica. Ele foi ratificado pela União Europeia e por 159 países, excluindo grandes exportadores de transgênicos como Estados Unidos, Austrália e Canadá.

Ibama suspende restrição ao tamanho de redes de pesca

21 / 10 / 2010

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou, por 60 dias, redes de emalhe de comprimento maior que 2,5 quilômetros (km). Uma portaria de 1998 proíbe a utilização desses equipamentos para pesca em águas brasileiras.

Uma nova portaria, a ser publicada na edição de quinta-feira (21) do Diário Oficial da União, suspende a proibição durante dois meses. Nesse período, um grupo de trabalho irá debater e propor novas medidas para regular a pesca de emalhe no Brasil.

O fim da restrição ao tamanho das redes de emalhar é uma demanda de representantes da pesca industrial, principalmente do Sul do país. Alguns barcos de pesca industrial chegam a utilizar redes de 15 km de comprimento. No entanto, além de peixes, redes com grande extensão capturam pequenos mamíferos e diversas espécies marinhas.

O grupo técnico é formado por representantes dos ministérios do Meio Ambiente a da Pesca e Aquicultura. O Ibama só irá decidir se revoga ou não a restrição de forma definitiva após avaliar as propostas do grupo de trabalho.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brasil pretende sediar Painel da ONU sobre Biodiversidade

20/10/2010 às 10h45
por Redação EcoD
País megadiverso, Brasil pleiteia sediar o novo painel da ONU/

O Brasil se candidatou a abrigar a sede da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ambientais (IPBES, na sigla em inglês), painel criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 14 de junho deste ano, que tem o objetivo de diminuir a distância entre a comunidade científica e a ação política necessária para deter a grave perda dos ecossistemas do planeta.

"Isso não está na nossa pauta oficial para a COP10, mas o Brasil pode pleitear ser a sede do IPBES devido à sua condição de país megadiverso", afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus, ao se referir à liderança brasileira no grupo dos países megadiversos (17 nações que detêm a maior taxa de biodiversidade do mundo).

Segundo o representante do MMA, sediar o painel é importante porque dá ao país maior poder de condução política dos assuntos relacionados à preservação da biodiversidade, o que inclui, por exemplo, políticas de financiamento a projetos ambientais.

Até o momento, segundo João, nenhum país mostrou resistência à possibilidade do Brasil sediar o IPBES, e alguns vizinhos da América Latina até já se mostraram favoráveis. "Mas não podemos ser ingênuos. Os países do Hemisfério Norte e sedes dos principais centros de pesquisa também têm interesse [em sediar o painel)", avaliou. Ele acrescentou que os primeiros dias da 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP10) servirão como um termômetro para essa aspiração brasileira.

A criação do IPBES foi definida em junho após reunião entre 230 delegados de 85 países em Busan, na Coreia do Sul. O desenvolvimento do painel inclui a produção de publicações referentes à literatura científica do tema, com o objetivo de fornecer informação de excelência a governantes de todo o mundo.

Um órgão da ONU com papel semelhante ao que terá o IPBES é o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que chegou a dividir o Prêmio Nobel da Paz em 2007 com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, e que atualmente passa por reformas estruturais.
A COP10 da Diversidade Biológica segue até o dia 29 de outubro.
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

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Setor de alta tecnologia é pré-histórico quando se trata de reciclagem

20/10/2010
Os setores tradicionais da economia já avançaram muito na reciclagem de metais como o alumínio, o cobre e o ferro.

Mas se o setor de alta tecnologia quiser capitanear o movimento rumo a uma economia limpa, então está passando da hora de começar a se ocupar com a reciclagem dos chamados "metais de alta tecnologia", metais especiais como o lítio, o neodímio e o gálio.

O alerta é de um relatório que está sendo preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, e que deverá ser completado até o final do ano.

Metais de alta tecnologia
Esses metais de alta tecnologia são necessários para a fabricação de componentes-chave para turbinas eólicas, células solares, baterias para veículos híbridos, células a combustível e sistemas de iluminação de alta eficiência, baseada em LEDs.

Além da reciclagem ser um dos pilares de uma economia sustentável, esses metais são raros, com poucas minas que, como sempre acontece em mineração, estão localizadas em pontos geográficos definidos, sem qualquer distribuição equitativa entre os países.

No entanto, apesar da preocupação presente no discurso dos executivos do setor de alta tecnologia, sobre a escassez dos metais especiais e dos seus altos preços, apenas cerca de 1% desses metais essenciais à alta tecnologia são reciclados hoje.
Os restantes 99% são simplesmente jogados no lixo no final da vida útil dos equipamentos.
Reciclagem dos metais especiais
Segundo os resultados preliminares do relatório, a menos que essas taxas de reciclagem subam drasticamente, os metais especiais e os elementos retirados das terras raras se tornarão "essencialmente indisponíveis para o uso da tecnologia moderna."

O relatório também ressalta os ganhos energéticos e a diminuição do impacto ambiental que poderiam ser obtidos se o setor de alta tecnologia alcançasse a taxa de reciclagem dos metais tradicionais.

Isso ocorre porque os metais reciclados gastam entre duas e dez vezes menos energia do que a fundição dos mesmos metais a partir dos minérios brutos.

"Melhorar as taxas de reciclagem não apenas oferece um caminho para melhorar a oferta e manter os preços dos metais mais baixos, mas também pode gerar novos tipos de emprego e garantir a longevidade das minas e das reservas minerais encontradas na natureza", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU para assuntos do meio ambiente.

Metais acima do solo
Para analisar o impacto da extração e do consumo dos metais, os pesquisadores utilizam o conceito de metais "acima do solo" - os metais que já foram extraídos das minas e estão em uso pela sociedade.

Veja algumas das conclusões preliminares do relatório sobre a nossa "sociedade metálica":
  1. A quantidade de aço por pessoa nos Estados Unidos está hoje entre 11 e 12 toneladas. Na China é de 1,5 tonelada.
  2. Os estoques mundiais de metais têm crescido de tal forma que hoje há cobre "acima do solo" equivalente a 50 kg por pessoa.
  3. Desde 1932, a quantidade de cobre por pessoa nos Estados Unidos cresceu de 73 kg para perto de 240 kg hoje. Se este padrão de consumo de metais for seguido por todos os países, a quantidade de cobre e outros metais seria de 3 a 9 vezes os níveis atuais.
  4. A vida útil do cobre em edifícios é de 25 a 40 anos, enquanto nos PCs e nos telefones celulares o tempo de vida útil do metal é inferior a cinco anos.
  5. A demanda global por metais como cobre e alumínio duplicou nos últimos 20 anos.
  6. A falta de infraestrutura adequada para a reciclagem dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos na maior parte do mundo está causando perdas contínuas de cobre e outros metais valiosos, como ouro, prata e paládio.
  7. Para vários metais de alta tecnologia, como o índio e o ródio, mais de 80 por cento de toda a quantidade extraída dos recursos naturais saiu das minas apenas nas últimas três décadas.

Índio
O relatório cita o índio como exemplo dos cerca de 40 metais de alta tecnologia estudados, incluindo aqueles contidos nas terras raras.

O estudo destaca que esses metais são cruciais para as tecnologias sustentáveis do futuro, como energias eólica e solar e baterias avançadas para veículos híbridos.

O índio é usado em semicondutores, em diodos emissores de luz (LEDs), sistemas avançados de imagens médicas e células solares.

O índio é um metal encontrado em baixas concentrações na natureza e é minerado como um subproduto dos minérios de zinco.

Prevê-se um forte crescimento da demanda bruta do índio, de cerca de 1.200 toneladas em 2010 para cerca de 2.600 toneladas em 2020.

Acredita-se que as taxas de reciclagem atuais de índio sejam inferiores a um por cento, com um dado similar para os outros metais especiais. É o caso do telúrio e do selênio, usados em células solares de alta eficiência, do neodímio e do disprósio para ímãs de turbinas eólicas, do lantânio das baterias para veículos híbridos e do gálio, usado nos LEDs.

Paládio
O relatório cita o paládio como exemplo dos oito metais preciosos estudados, incluindo o ouro e a prata.

O paládio é utilizado em catalisadores de carros, catalisadores industriais e em áreas tão diversas quanto odontologia e fabricação de joias.

Atualmente as taxas de reciclagem do paládio chegam a até 90 por cento nas aplicações industriais, com taxas mais moderadas na indústria automobilística, onde ficam em torno de 50 a 55 por cento.

Entretanto, nas aplicações eletrônicas, as taxas de reciclagem do paládio estão apenas entre cinco e dez por cento, em parte porque menos de 10 por cento dos telefones celulares são reciclados adequadamente.

Reciclagem dos metais
O relatório também destaca que é possível melhorar a situação dos metais tradicionais:

  1. A produção mundial de aço utiliza 1,3 bilhões de toneladas de ferro por ano, que geram emissões de 2,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa. O aço "secundário", originário de reciclagem, causa 75 por cento menos emissões de gases de efeito estufa.
  2. As emissões geradas pelo alumínio reciclado são aproximadamente 12 vezes menores do que na produção de alumínio primário.
  3. Atualmente, apenas poucos metais, como ferro e platina, têm taxas de reciclagem no fim da vida útil de 50 por cento ou mais.
  4. Para cada 100 milhões de toneladas de aço primário substituídas por aço secundário, ou reciclado, faz-se uma economia de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Muito palavrório sem substância

Notícia - 18 out 2010

Dilma e Serra aparecem falando de ambiente na imprensa e calam sobre o tema no debate.
Nem um nem outro se comprometeu com o desmatamento zero ou fontes limpas de energia.

Dilma Roussef e José Serra estrelaram no último domingo, dia 17 de outubro, a manchete de capa do jornal “O Estado de S. Paulo” falando de ambiente. Não por vontade própria. Mas por iniciativa do repórter Herton Escobar, que enviou às respectivas campanhas várias perguntas sobre o assunto. No debate realizado à noite na Rede TV, nem uma palavra. O quase silêncio que os dois candidatos à Presidência dedicaram até agora à questão ambiental foi registrado num cálculo feito pelo repórter Paulo Marqueiro, de “O Globo”.

O resultado que ele descobriu virou a manchete do matutino carioca no mesmo domingo em que Serra e Dilma apareceram no Estadão com suas ideias para tornar o Brasil mais verde e limpo. Somando daqui e subtraindo dali, Marqueiro viu que, dos 400 minutos de campanha que teve à sua disposição na TV durante o 1º turno, Dilma dedicou apenas 5 minutos desse total, ou 1, 25%, ao tema ambiental, onde o repórter também incluiu saneamento.

Serra, que dispôs de 280 minutos de propaganda eleitoral gratuita, falou apenas 2 minutos sobre o mesmo tema, 0,71% do total. No Estadão, ambos tiveram a chance de discorrer mais longamente sobre suas visões em relação ao ambiente. Mas tanto Dilma quanto Serra desperdiçaram a oportunidade. Dilma certamente acusaria seu adversário de estar tergiversando. Serra sem dúvida responderia que ela ficou só no trolóló. De certa forma, os dois teriam razão.

Sobre o futuro de nossas florestas, reforçaram o que os dois que são contra a anistia aos desmatadores e a redução da Reserva Legal e de áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e encostas, previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que propõe a morte do nosso Código Florestal. São palavras que precisam ainda virar prática a partir de 1º de janeiro de 2011.

Serra propôs uma moratória no corte de árvores de cinco anos para todos os biomas para permitir a discussão sobre o que se fazer com zonas onde a agricultura está consolidada. Não ocorreu ao candidato defender uma política de desmatamento zero, que daria a ele todo o tempo do mundo para discutir essa questão e, ao mesmo tempo, protegeria para sempre o que nos resta de florestas.

Ele escreveu ao jornal que “é necessário inovar em relação à legislação” e disse que a seu ver “o setor produtivo aceita uma pausa para redefinir os marcos legais da relação entre a biodiversidade e o progresso no campo”. Em outras palavras, não assumiu posição contra o desmatamento. Dilma, do seu lado, também não. Prometeu avançar nos programas anti-desmatamento do governo Lula, sem fazer autocrítica sobre a maneira como estão funcionando, e perdeu a oportunidade de demonstrar avanços em políticas de preservação e de desenvolvimento sustentável.

Quando tentou ser específica, enrolou. “No Cerrado a situação é mais complexa”, disse, reiterando que é preciso “atuar na modernização e no uso sustentável do solo e adotar políticas para fazer uso de áreas degradadas para a expansão da agropecuária”. A candidata, no entanto, não explicou como pretende fazer nem uma coisa e nem a outra. E também, como Serra, passou ao largo das queimadas que há pouco mais de três meses queimam plantações e florestas em todo o território brasileiro, contribuindo para tornar nossa biodiversidade mais pobre, nosso ar mais poluído e o planeta mais quente.

Na questão energética, os dois também não se diferenciaram um do outro. A não ser nas palavras. Serra disse o óbvio, que fontes renováveis são melhores que os combustíveis fósseis para gerar energia. Mas não mencionou investimentos em fontes solar ou eólica. Preferiu lembrar o potencial de geração hidráulica da Amazônia – uma recordação que invariavelmente remete a megahidrelétricas e impactos imensos na floresta e nas pessoas que lá vivem. Falando em grandes obras, lavou as mãos em relação à usina de Belo Monte, dizendo que agora resta apenas fazer seus construtores cumprirem as determinações legais.

Vídeo: Vote por um Brasil mais verde e limpo:

Dilma deu a impressão de achar que a única fonte renovável que existe no país é a hidrelétrica. Primeiro porque não mencionou o potencial de energia que o país pode gerar a partir do Sol e dos ventos. E, depois, porque explicitamente afirmou que não se pode abrir mão de hidrelétricas, usando Belo Monte como exemplo. Arrematou suas reflexões energéticas com uma frase vaga: “Queremos hidrelétrica mas também preservar o nosso patrimônio ambiental”.

Quando o assunto descambou para a crise do clima, Dilma e Serra hesitaram em ir além do marketing político. Ela falou na Lei do Clima aprovada sob os aplausos do governo federal em dezembro do ano passado. Disse que considera suas metas adequadas, que elas são um compromisso nacional e que há vários planos setoriais em elaboração. Não discorreu sobre os tais planos – sobre os quais a sociedade civil pede transparência desde seu anúncio, sem sucesso – e se esqueceu de mencionar que a lei até hoje não foi regulamentada. Portanto, apesar de estar em vigor, não tem como ser aplicada.

Serra saiu por caminho semelhante. Lembrou que no ano passado, quando era governador de São Paulo, aprovou na Assembléia Legislativa uma Lei do Clima para reduzir as emissões do Estado brasileiro que mais contribui para o aquecimento global. Mas deixou solta a responsabilidade do setor de transporte, responsável pela maior parcela das emissões de São Paulo, e esqueceu-se convenientemente que saiu para ser candidato à Presidência sem regulamentar a lei. Preferiu sair-se com um trololó. “… não se deve temer a agenda ambiental”, disse. “Mas sim fazer dela uma oportunidade de transformar a economia, do atual caráter predatório, para uma economia verde…”

A verdade é que as reportagens dominicais de “O Globo” e “O Estado de S. Paulo” deixam claro que, salvo raras exceções, os dois candidatos não apresentam compromissos palpáveis, evitam entrar em detalhes sobre a questão ambiental – que o cientista político Sergio Abranches qualificou no jornal carioca como fundamental para dar ao país uma agenda do século 21. No debate de ontem à noite promovido pela Rede TV e o jornal “Folha de S.Paulo” não foi diferente: os candidatos não se pronunciaram sobre o que pensam da preservação ambiental.
Por essa razão, é importante que você assine e, se já o fez, repasse para seus conhecidos a petição do Greenpeace deixando claro que seu voto irá para quem se comprometer com o desmatamento zero e o incentivo à fontes solar e eólica para a geração de energia. A petição exige ainda que Serra e Dilma debatam em detalhes a questão ambiental antes de 31 de outubro, dia da eleição.

Vote por um Brasil mais verde e limpo.

Confira o kit da mobilização - clique aqui.
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