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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Maceió - Projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais vai às piscinas da Pajuçara

Técnicos do Gerenciamento Costeiro do IMA farão trabalho de educação ambiental e análise da balneabilidade de um dos principais cartões postais de Maceió
Piscinas naturais da Pajuçara serão alvo das ações do IMA
Flávia Batista

Com a proximidade da alta temporada e o consequente aumento das visitas às piscinas naturais do Estado, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) intensificou o trabalho de orientação, fiscalização e monitoramento das regiões costeiras alagoanas. Dentro do projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais, a equipe de Gerenciamento Costeiro (Gerco) fará uma ação nas piscinas naturais da Pajuçara no próximo sábado, dia 23.

A ação tem como público alvo turistas, jangadeiros e pescadores que frequentam ou trabalham em praias e áreas exploradas turisticamente.

O Conduta Consciente em Ambientes Recifais nasceu com a meta de envolver as comunidades que trabalham, visitam ou moram em cidades litorâneas em projetos que aliem a atividade turística à preservação ambiental. Nesse contexto, no último dia 9, o Gerco retomou o projeto com uma ação de orientação nas piscinas naturais de Paripueira, onde técnicos do IMA conversaram com usuários de embarcações quanto ao uso adequado dos corredores de navegação e fundeio de âncoras em bancos de coral.

Neste sábado, além do trabalho de orientação e monitoramento, os técnicos do IMA farão coleta das águas das piscinas para analisar a balneabilidade de um dos principais cartões postais da capital alagoana.

Água para 123 milhões de brasileiros depende da Mata Atlântica

21 / 10 / 2010
A Mata Atlântica apresenta hoje a área de vegetação nativa brasileira mais devastada do País. Reduzida a apenas 27% de sua cobertura original, ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica, embora dados apresentados pela SOS Mata Atlântica assegurem que apenas 7,26% de seus remanescentes permanecem bem conservados.

Sua manutenção e preservação deixou de ser uma prioridade restrita aos ambientalistas. Agora, depende do envolvimento de todos os setores produtivos, econômicos e sociais do Brasil, uma vez que em seus limites vivem 123 milhões de pessoas – 67% de toda a população brasileira.

Esse número expressivo de habitantes necessita da preservação dos remanescentes de vegetação nativa, dos quais depende o fluxo de mananciais de águas que abastecem pequenas e grandes cidades.

As áreas de cobertura vegetal nativa que ainda restam prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C.
Segundo um estudo da entidade WWF, mais de 30% das 105 maiores cidades do mundo dependem de unidades de conservação para garantir seu abastecimento de água. As matas ciliares, nome dado ao conjunto de vegetação localizada às margens dos cursos de água, foram avaliadas como comprometidas na Mata Atlântica. São fundamentais para a proteção e preservação da diversidade da flora e fauna, pois além de evitar o agravamento de secas e o aumento das enchentes, também funcionam como corredores para que animais e sementes possam transitar entre as áreas protegidas e garantir a alimentação e variabilidade genética das mais diferentes espécies.

As áreas bem conservadas e grandes o suficiente para garantir a biodiversidade e manutenção da Mata Atlântica a longo prazo não chegam a 8% de sua cobertura vegetal original. A região continua a sofrer sérias ameaças, que podem se agravar caso o Código Florestal brasileiro sofra alterações que não garantam a utilização responsável e sustentável de seus recursos naturais.
Além de reduzidos, os remanescentes estão fragmentados e se distribuem de maneira não uniforme ao longo do território, fator que compromete a perpetuidade de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.

Hotspot -
Especialistas estimam que a Mata Atlântica, considerada um hotspot (área prioritária para conservação, com alta biodiversidade e endemismo e ameaçada no mais alto grau) possua mais de 20.000 espécies de plantas, aproximadamente 35% de toda a flora existente no País.

Segundo dados da Conservação Internacional (CI), trata-se do hotspot número 1 entre as regiões monitoradas em todo o mundo. Levantamentos indicam que sua área abriga 849 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis , 270 espécies de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes. Outro dado alarmante: das 472 espécies ameaçadas de extinção em todo o território nacional, 276 (mais de 50%) estão na região.

“As ações de proteção do MMA direcionadas à Mata Atlântica incluem o aperfeiçoamento da legislação, com a aprovação da Lei da Mata Atlântica e a instituição de projetos e programas de conservação e recuperação de mata nativa”, afirma o coordenador do núcleo Mata Atlântica do MMA, Wigold Schaffer. “Também envolvem o monitoramento e fiscalização dos desmatamentos e queimadas, a criação e implementação de unidades de conservação e a ampliação de parcerias com instituições públicas e privadas da sociedade civil.”

Considerada por especialistas como um avanço na legislação ambiental brasileira, a Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) e sua regulamentação possuem regras claras e incentivos para que a conservação, proteção, regeneração e utilização sustentável de seus componentes sejam implementadas.

Schaffer explica que uma das principais metas do Governo Federal é transformar pelo menos 10% da área total da região em unidades de conservação (UCs) de proteção integral e uso sustentável. Atualmente, existem 123 UCs federais e 225 estaduais na Mata Atlântica, o que resulta em quase 1,7 milhão de hectares transformados em áreas de proteção integral (3%) e pouco mais de 2 milhões de hectares de áreas de uso sustentável.

Ameaça -
Dentre as espécies de flora ameaçadas em seus limites, destacam-se o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá, jaborandi, jacarandá e imbuia, além de orquídeas e bromélias.

Com relação à fauna, das 202 espécies de animais consideradas oficialmente ameaçadas de extinção no País, 171 eram da Mata Atlântica. Das 20 espécies de répteis ameaçadas no Brasil, 13 ocorrem neste bioma. Entre os animais terrestres que ocorrem na região sob alto risco de extinção, 185 são vertebrados (quase 70% do total ameaçado no Brasil), entre eles 118 aves, 16 anfíbios, 38 mamíferos e 13 répteis.

Alguns deles ficaram bastante conhecidos após campanhas de preservação, como o mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-da-cara-preta, a saíra-sete-cores, papagaio-da-cara-roxa e o tatu-bola.

Além da perda de hábitat, as espécies da Mata Atlântica são vítimas do tráfico de animais, comércio ilegal que movimenta no mundo US$ 10 bilhões por ano.

Fatores de perda –
Entre os fatores de destruição da vegetação nativa da Mata Atlântica constam a expansão da pecuária bovina, a implantação de monoculturas agrícolas, o reflorestamento com espécies exóticas, a abertura de novas fronteiras de agricultura e de ferrovias e rodovias sem estratégias sustentáveis.
O avanço desordenado das cidades, empreendimentos e grandes obras de infraestrutura, bem como a mineração e a exploração madeireira também contribuíram para a degradação da cobertura vegetal original.

De 2005 a 2008, os estados que mais desmataram foram Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, responsáveis por mais de 80% do total de desmatamento ocorrido no período.

Em 2006, o MMA indicou 880 áreas prioritárias para conservação distribuídas em 429 mil km2 de Mata Atlântica. Desse total, 522 são áreas novas e 358 já possuem algum tipo de proteção.

Corredor Ecológico -
O conceito de corredor ecológico ou corredor de biodiversidade se refere a extensões significativas de ecossistemas nos quais ocorre o fluxo de indivíduos e genes entre áreas remanescentes de ecossistemas, unidades de conservação e áreas protegidas. Aumentam, assim, a probabilidade de sobrevivência das diferentes espécies que neles habita, e asseguram a manutenção de processos evolutivos em larga escala.

O Corredor Central da Mata Atlântica, localizado nos estados da Bahia e Espírito Santo ao longo da costa atlântica, estende-se por mais de 1.200 km no sentido norte-sul, e foi implementado desde março de 2002. O corredor agrega ecossistemas aquáticos de água doce e marinhos (dentro da plataforma continental).

O projeto conta com a assistência técnica da Cooperação Brasil-Alemanha (GTZ) e com investimentos do banco alemão KFW e da União Europeia. Também atuam em projetos de conservação da região a Fundação SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional, WWF, Mater Natura e outras entidades não-governamentais.

Outra grande área de preservação dentro dos limites da Mata Atlântica é o Corredor da Serra do Mar, que cobre cerca de 12,6 milhões de hectares, do Paraná ao Rio de Janeiro, englobando as serras do Mar e da Mantiqueira.

Bom exemplo -
Quando adquiriu a Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), o fotógrafo Sebastião Salgado encontrou uma propriedade quase totalmente formada por pasto degradado. Com o processo de recuperação da área, realizado pelo Instituto Terra, o local foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e a fazenda foi tornou-se a primeira RPPN recuperada de área degradada na Mata Atlântica.

Nela já foram plantadas mais de 1 milhão de mudas nativas desde 1999. Como resultado, o fluxo de água da região ficou mais homogêneo ao longo do ano, e foram cadastradas sete nascentes que ainda não haviam sido identificadas no Córrego do Bulcão, que passa dentro da propriedade. O local funciona também como corredor ecológico e referência de envolvimento social na preservação da Mata Atlântica.

Definição e abrangência -
A Mata Atlântica é composta por um conjunto de formações florestais, campos naturais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação que são considerados ecossistemas associados e compõem diferentes paisagens. Essas formações cobriam originalmente total ou parcialmente 17 estados brasileiros e abrangiam uma área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados.

Ilhas oceânicas também se agregam aos seus domínios, além dos encraves de Mata Atlântica – como formações florestais e brejos interioranos – existentes em meio a outros biomas. As limitações da região estão estabelecidas no Mapa da Área de Aplicação da Lei nº11.428/2006, do IBGE, que pode ser encontrado nos sites www.ibge.gov.br ou www.mma.gov.br.

Protocolo de Cartagena prevê regras para biossegurança

21 / 10 / 2010

A engenharia genética moderna tem expandido cada vez mais as fronteiras do que é realizável. Com isso, as plantas e animais deixaram de ser apenas resultado da seleção natural ou do tradicional cruzamento, por parte do homem, de espécies relacionadas.
Seja milho, soja ou algodão: atualmente o cultivo dos chamados organismos geneticamente modificados, ou “transgênicos”, está se espalhando em todo o mundo.

Mas que tipo de danos essas mutações poderiam causar na natureza?
A resposta objetiva é: ainda não sabemos. O certo é que parte do genoma dessas espécies transgênicas pode ser transferida para cultivos naturais e outras populações através da polinização, por exemplo. Recentemente alguns desses genes artificiais foram detectados em plantas silvestres.

Medidas preventivas –
Para aplacar os perigos da propagação desses genes, o Protocolo de Cartagena entrou em vigor em 2003. O tratado sobre biossegurança, existente desde 2000, tem como objetivo proteger a biodiversidade natural das possíveis ameaças que possam surgir dos organismos vivos modificados geneticamente.

O protocolo prevê também a rotulagem obrigatória de insumos e de produtos de exportação que contenham organismos transgênicos. No tratado, as regras previstas para organismos vivos, como sementes germinativas, são mais rigorosas do que aquelas impostas para alimentos de humanos e animais.

Tal tratado é baseado no chamado princípio da prevenção: deve haver uma licença especial de importação, os produtos precisam ser caracterizados em detalhe e o país receptor tem que examiná-los antes da importação.

O Protocolo de Cartagena é um acordo relacionado com a Convenção sobre Diversidade Biológica. Ele foi ratificado pela União Europeia e por 159 países, excluindo grandes exportadores de transgênicos como Estados Unidos, Austrália e Canadá.

Ibama suspende restrição ao tamanho de redes de pesca

21 / 10 / 2010

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou, por 60 dias, redes de emalhe de comprimento maior que 2,5 quilômetros (km). Uma portaria de 1998 proíbe a utilização desses equipamentos para pesca em águas brasileiras.

Uma nova portaria, a ser publicada na edição de quinta-feira (21) do Diário Oficial da União, suspende a proibição durante dois meses. Nesse período, um grupo de trabalho irá debater e propor novas medidas para regular a pesca de emalhe no Brasil.

O fim da restrição ao tamanho das redes de emalhar é uma demanda de representantes da pesca industrial, principalmente do Sul do país. Alguns barcos de pesca industrial chegam a utilizar redes de 15 km de comprimento. No entanto, além de peixes, redes com grande extensão capturam pequenos mamíferos e diversas espécies marinhas.

O grupo técnico é formado por representantes dos ministérios do Meio Ambiente a da Pesca e Aquicultura. O Ibama só irá decidir se revoga ou não a restrição de forma definitiva após avaliar as propostas do grupo de trabalho.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brasil pretende sediar Painel da ONU sobre Biodiversidade

20/10/2010 às 10h45
por Redação EcoD
País megadiverso, Brasil pleiteia sediar o novo painel da ONU/

O Brasil se candidatou a abrigar a sede da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ambientais (IPBES, na sigla em inglês), painel criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 14 de junho deste ano, que tem o objetivo de diminuir a distância entre a comunidade científica e a ação política necessária para deter a grave perda dos ecossistemas do planeta.

"Isso não está na nossa pauta oficial para a COP10, mas o Brasil pode pleitear ser a sede do IPBES devido à sua condição de país megadiverso", afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus, ao se referir à liderança brasileira no grupo dos países megadiversos (17 nações que detêm a maior taxa de biodiversidade do mundo).

Segundo o representante do MMA, sediar o painel é importante porque dá ao país maior poder de condução política dos assuntos relacionados à preservação da biodiversidade, o que inclui, por exemplo, políticas de financiamento a projetos ambientais.

Até o momento, segundo João, nenhum país mostrou resistência à possibilidade do Brasil sediar o IPBES, e alguns vizinhos da América Latina até já se mostraram favoráveis. "Mas não podemos ser ingênuos. Os países do Hemisfério Norte e sedes dos principais centros de pesquisa também têm interesse [em sediar o painel)", avaliou. Ele acrescentou que os primeiros dias da 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP10) servirão como um termômetro para essa aspiração brasileira.

A criação do IPBES foi definida em junho após reunião entre 230 delegados de 85 países em Busan, na Coreia do Sul. O desenvolvimento do painel inclui a produção de publicações referentes à literatura científica do tema, com o objetivo de fornecer informação de excelência a governantes de todo o mundo.

Um órgão da ONU com papel semelhante ao que terá o IPBES é o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que chegou a dividir o Prêmio Nobel da Paz em 2007 com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, e que atualmente passa por reformas estruturais.
A COP10 da Diversidade Biológica segue até o dia 29 de outubro.
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

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Setor de alta tecnologia é pré-histórico quando se trata de reciclagem

20/10/2010
Os setores tradicionais da economia já avançaram muito na reciclagem de metais como o alumínio, o cobre e o ferro.

Mas se o setor de alta tecnologia quiser capitanear o movimento rumo a uma economia limpa, então está passando da hora de começar a se ocupar com a reciclagem dos chamados "metais de alta tecnologia", metais especiais como o lítio, o neodímio e o gálio.

O alerta é de um relatório que está sendo preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, e que deverá ser completado até o final do ano.

Metais de alta tecnologia
Esses metais de alta tecnologia são necessários para a fabricação de componentes-chave para turbinas eólicas, células solares, baterias para veículos híbridos, células a combustível e sistemas de iluminação de alta eficiência, baseada em LEDs.

Além da reciclagem ser um dos pilares de uma economia sustentável, esses metais são raros, com poucas minas que, como sempre acontece em mineração, estão localizadas em pontos geográficos definidos, sem qualquer distribuição equitativa entre os países.

No entanto, apesar da preocupação presente no discurso dos executivos do setor de alta tecnologia, sobre a escassez dos metais especiais e dos seus altos preços, apenas cerca de 1% desses metais essenciais à alta tecnologia são reciclados hoje.
Os restantes 99% são simplesmente jogados no lixo no final da vida útil dos equipamentos.
Reciclagem dos metais especiais
Segundo os resultados preliminares do relatório, a menos que essas taxas de reciclagem subam drasticamente, os metais especiais e os elementos retirados das terras raras se tornarão "essencialmente indisponíveis para o uso da tecnologia moderna."

O relatório também ressalta os ganhos energéticos e a diminuição do impacto ambiental que poderiam ser obtidos se o setor de alta tecnologia alcançasse a taxa de reciclagem dos metais tradicionais.

Isso ocorre porque os metais reciclados gastam entre duas e dez vezes menos energia do que a fundição dos mesmos metais a partir dos minérios brutos.

"Melhorar as taxas de reciclagem não apenas oferece um caminho para melhorar a oferta e manter os preços dos metais mais baixos, mas também pode gerar novos tipos de emprego e garantir a longevidade das minas e das reservas minerais encontradas na natureza", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU para assuntos do meio ambiente.

Metais acima do solo
Para analisar o impacto da extração e do consumo dos metais, os pesquisadores utilizam o conceito de metais "acima do solo" - os metais que já foram extraídos das minas e estão em uso pela sociedade.

Veja algumas das conclusões preliminares do relatório sobre a nossa "sociedade metálica":
  1. A quantidade de aço por pessoa nos Estados Unidos está hoje entre 11 e 12 toneladas. Na China é de 1,5 tonelada.
  2. Os estoques mundiais de metais têm crescido de tal forma que hoje há cobre "acima do solo" equivalente a 50 kg por pessoa.
  3. Desde 1932, a quantidade de cobre por pessoa nos Estados Unidos cresceu de 73 kg para perto de 240 kg hoje. Se este padrão de consumo de metais for seguido por todos os países, a quantidade de cobre e outros metais seria de 3 a 9 vezes os níveis atuais.
  4. A vida útil do cobre em edifícios é de 25 a 40 anos, enquanto nos PCs e nos telefones celulares o tempo de vida útil do metal é inferior a cinco anos.
  5. A demanda global por metais como cobre e alumínio duplicou nos últimos 20 anos.
  6. A falta de infraestrutura adequada para a reciclagem dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos na maior parte do mundo está causando perdas contínuas de cobre e outros metais valiosos, como ouro, prata e paládio.
  7. Para vários metais de alta tecnologia, como o índio e o ródio, mais de 80 por cento de toda a quantidade extraída dos recursos naturais saiu das minas apenas nas últimas três décadas.

Índio
O relatório cita o índio como exemplo dos cerca de 40 metais de alta tecnologia estudados, incluindo aqueles contidos nas terras raras.

O estudo destaca que esses metais são cruciais para as tecnologias sustentáveis do futuro, como energias eólica e solar e baterias avançadas para veículos híbridos.

O índio é usado em semicondutores, em diodos emissores de luz (LEDs), sistemas avançados de imagens médicas e células solares.

O índio é um metal encontrado em baixas concentrações na natureza e é minerado como um subproduto dos minérios de zinco.

Prevê-se um forte crescimento da demanda bruta do índio, de cerca de 1.200 toneladas em 2010 para cerca de 2.600 toneladas em 2020.

Acredita-se que as taxas de reciclagem atuais de índio sejam inferiores a um por cento, com um dado similar para os outros metais especiais. É o caso do telúrio e do selênio, usados em células solares de alta eficiência, do neodímio e do disprósio para ímãs de turbinas eólicas, do lantânio das baterias para veículos híbridos e do gálio, usado nos LEDs.

Paládio
O relatório cita o paládio como exemplo dos oito metais preciosos estudados, incluindo o ouro e a prata.

O paládio é utilizado em catalisadores de carros, catalisadores industriais e em áreas tão diversas quanto odontologia e fabricação de joias.

Atualmente as taxas de reciclagem do paládio chegam a até 90 por cento nas aplicações industriais, com taxas mais moderadas na indústria automobilística, onde ficam em torno de 50 a 55 por cento.

Entretanto, nas aplicações eletrônicas, as taxas de reciclagem do paládio estão apenas entre cinco e dez por cento, em parte porque menos de 10 por cento dos telefones celulares são reciclados adequadamente.

Reciclagem dos metais
O relatório também destaca que é possível melhorar a situação dos metais tradicionais:

  1. A produção mundial de aço utiliza 1,3 bilhões de toneladas de ferro por ano, que geram emissões de 2,2 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa. O aço "secundário", originário de reciclagem, causa 75 por cento menos emissões de gases de efeito estufa.
  2. As emissões geradas pelo alumínio reciclado são aproximadamente 12 vezes menores do que na produção de alumínio primário.
  3. Atualmente, apenas poucos metais, como ferro e platina, têm taxas de reciclagem no fim da vida útil de 50 por cento ou mais.
  4. Para cada 100 milhões de toneladas de aço primário substituídas por aço secundário, ou reciclado, faz-se uma economia de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2.
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