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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Impacto Ambiental no sul do Brasil

22 de outubro de 2010
Pista fechada e risco ambiental
Caminhão tomba, capota e derrama carga tóxica em rio que abastece comunidade do Norte. Filas chegaram a 15 quilômetros

Acidente aconteceu na ponte sobre o Rio da Santa - Pena Filho

A Curva da Santa, na BR-376, conhecida por ser perigosa, foi palco de mais um acidente na manhã de ontem. Um caminhão que transportava 16 mil litros de ácido fosfórico industrial tombou na rodovia, depois de bater em outra carreta e capotar.
O acidente aconteceu por volta das 9 horas, no km 669 (sentido sul), justamente na ponte sobre o Rio da Santa, em Guaratuba, no Paraná. Ninguém se feriu, mas os transtornos foram além dos engarrafamentos, que chegaram a 15 quilômeros.

Cerca de 2 mil litros da carga tóxica vazaram e atingiram o rio, mais conhecido como Rio São João, que corre em direção a Santa Catarina e abastece comunidades ribeirinhas de Garuva, que ficaram expostas ao risco de intoxicação.
Ainda pela manhã, a Defesa Civil de Santa Catarina lançou um alerta, por meio de rádios locais, para que a comunidade não utilizasse a água do rio para consumo doméstico ou em atividades agrícolas.
O ácido fosfórico é uma substância tóxica e corrosiva, que, dependendo da concentração, pode causar danos ao organismo.– Pela quantidade de ácido que vazou, com certeza a fauna local foi afetada – afirma a especialista em toxicologia ambiental da Univille, Therezinha Maria Novais de Oliveira.
Técnicos da Fatma e Ibama no local

Ontem à tarde, técnicos da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP)e da Limnosbrás, empresa de Curitiba, contratada pela Autopista Litoral Sul (concessionária da rodovia) coletaram amostras de água e solo para análise. Os laudos devem ser divulgados hoje. Mas o IAP antecipou que três empresas devem ser multadas pelo dano ambiental causado pelo acidente: a transportadora argentina, a fabricante e a empresa compradora, de Buenos Aires (Argentina).

Guaratuba, PR
O ácido fosfórico pode causar

NO HOMEM
- Irritação e vermelhidão na pele, mesmo que diluída em água. Se isso acontecer, procure um médico.
- Se for ingerido, pode causa queimaduras, náuseas e até levar à morte, tudo depende da concentração da substância
NA NATUREZA
- Pesquisas mostram que o ácido fosfórico é tóxico para peixes a partir de uma concentração de 138 mg/litro. Como uma quantidade considerável vazou, pode haver mortandade entre os peixes.

Fonte:Therezinha Maria Novais Oliveira, especialista em toxicologia ambiental da Univille

Crime Ambiental - Multas só vão prescrever depois de 5 anos

22 de outubro de 2010
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) editou ontem súmula que determina que as multas aplicadas por crime ambiental só prescrevem cinco anos após o término do processo administrativo. A súmula vai orientar o julgamento de casos desse tipo em tribunais de todo o País. Na prática, a súmula favorece os órgãos de fiscalização ambiental, que terão mais tempo para cobrar dos infratores as multas por via judicial.

KPC - Paraíba e Espírito Santo confirmam casos de contaminação

22 / 10 / 2010

A Paraíba e o Espírito Santo também confirmaram casos de contaminação pela superbactéria KPC, segundo levantamento da Agência Brasil com as secretarias de saúde de oito estados e do Distrito Federal (DF). Na quarta-feira (20), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que há casos também no Paraná e em São Paulo. As primeiras contaminações foram confirmadas no Distrito Federal, onde há 183 casos.

A Secretaria de Saúde da Paraíba confirmou 18 casos de contaminação pela superbactéria. No Espírito Santo, foi notificado um caso. No Paraná, foram registrados 21 casos em Londrina e três na capital, Curitiba, sendo que uma morte está sob investigação, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

O Distrito Federal tem o maior número de contaminações e mortes. São 183 casos registrados em 17 hospitais – um aumento de quase 70% em menos de duas semanas – e 18 mortes. Dos pacientes infectados pela bactéria no DF, 46 tiveram quadro de infecção e 61 continuam internados em hospitais públicos e privados.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou na quarta-feira que não há surto da KPC. Segundo o órgão, os casos isolados em hospitais não são registrados, porque a notificação não é obrigatória. Mas dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contabilizam 70 casos em São Paulo.

A questão da obrigatoriedade de notificar casos envolvendo bactérias resistentes a antibióticos, como a KPC, será discutida amanhã (22) em reunião entre técnicos da Anvisa e especialistas em infectologia e microbiologia. Segundo a Anvisa, a legislação atual não expressa, de forma clara, a necessidade do registro obrigatório pelos estados para esse tipo de caso, o que permite interpretações diferenciadas da norma.

O aumento de casos relacionados à KPC colocou o governo federal em alerta. A mortalidade nos casos da bactéria é de 30% a 40% maior em comparação à mortalidade provocada por infecção hospitalar, segundo informações do diretor da Anvisa, Dirceu Barbano. O encontro com os especialistas visa a identificar onde estão as falhas que provocaram a contaminação pela superbactéria e à adoção de medidas para conter e prevenir novos casos.

A Agência Brasil procurou também as secretarias de Saúde da Bahia, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, que não informaram casos da infecção. Em Pernambuco, foi registrado um caso, em 2005, conforme as autoridades locais.

A KPC é um tipo de enzima que tem provocado resistência de algumas bactérias aos antibióticos mais usados. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de um objeto comum. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.
(Fonte: Carolina Pimentel/ Agência Brasil)

Vírus da gripe suína tem nova cepa, indica artigo médico

22 / 10 / 2010

O vírus H1N1 da gripe suína pode estar começando a sofrer mutação, e uma forma um pouco diferente começou a predominar na Austrália, na Nova Zelândia e em Cingapura, relataram pesquisadores na quinta-feira (21).

São necessários mais estudos para dizer se a nova cepa apresenta um risco maior de matar os pacientes e se a vacina atual é capaz de proteger contra ela, disseram Ian Barr, do Centro Colaborativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Referência e Pesquisa sobre Influenza em Melbourne, na Austrália, e seus colegas.

“No entanto, isso pode representar o início de uma mudança antigênica mais drástica dos vírus A (H1N1) do influenza que poderá exigir uma atualização da vacina mais cedo do que o esperado”, escreveram eles na publicação online Eurosurveillance.

É possível que a nova cepa seja mais letal e ainda capaz de infectar pessoas já vacinadas, segundo os pesquisadores.

Os vírus da gripe sofrem mutação constantemente –
é por isso que as pessoas precisam de uma nova vacina da gripe a cada ano. Depois de seu surgimento em março de 2009 e da disseminação global, o vírus H1N1 da gripe suína permaneceu bastante estável com praticamente nenhuma mutação.

Cientistas de todo o mundo permanecem atentos a todas as cepas de gripe, alertas para o caso do surgimento de uma mutação especialmente perigosa. Embora o H1N1 não tenha se tornado especialmente letal, ele se espalhou pelo planeta em algumas semanas e matou mais crianças e adultos jovens do que uma cepa comum.

A OMS anunciou o fim da pandemia em agosto, mas o H1N1 agora é a principal cepa de gripe sazonal em circulação em quase todos os lugares, com exceção da África do Sul, onde o H3N2 e o influenza B são mais comuns. A atual vacina da gripe protege contra o H1N1, o H3N2 e a cepa B.
“O vírus pouco mudou desde que surgiu em 2009; entretanto, nesse artigo descrevemos diversas mudanças distintas geneticamente no vírus influenza H1N1 pandêmico”, escreveu a equipe de Barr no artigo.

“Essas variantes foram detectadas pela primeira vez em Cingapura no começo de 2010 e depois se espalharam pela Austrália e Nova Zelândia.”

As mudanças ainda não são significativas, afirmam eles. Mas houve casos de pessoas vacinadas que se infectaram, e também algumas mortes.
(Fonte: G1)

Forte terremoto atinge a costa do México

22 / 10 / 2010

Um forte tremor de magnitude 6,9 atingiu nesta quinta-feira (21) a costa pacífica do estado mexicano da Baixa Califórnia, segundo o Serviço Geológico dos EUA, que monitora tremores.

O tremor ocorreu às 11h53 locais (15h53 no horário brasileiro de verão), no Golfo da Califórnia, também conhecido localmente como Mar de Cortéz.

Inicialmente, a agência americana havia avaliado o abalo como de magnitude 6,6, mas depois corrigiu o dado para cima.

O epicentro foi localizado a 10 km de profundidade – considerada baixa -, e a 105 km da cidade mexicana de Los Mochis, no estado de Sinaloa.

O tremor foi sentido em lugares turísticos, mas não há relatos sobre danos.

Uma recepcionista de hotel no resort de La Paz disse que a lâmpada do teto tremeu, mas não houve danos.

A Defesa Civil do estado de Sinaloa, disse que não havia relatos de danos, mas que alguns prédios chegaram a ser esvaziados.

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, também americano, descartou a chance de tsunami, mas citou o risco de “ondas locais” na costa da região atingida. (Fonte: G1)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Maceió - Projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais vai às piscinas da Pajuçara

Técnicos do Gerenciamento Costeiro do IMA farão trabalho de educação ambiental e análise da balneabilidade de um dos principais cartões postais de Maceió
Piscinas naturais da Pajuçara serão alvo das ações do IMA
Flávia Batista

Com a proximidade da alta temporada e o consequente aumento das visitas às piscinas naturais do Estado, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) intensificou o trabalho de orientação, fiscalização e monitoramento das regiões costeiras alagoanas. Dentro do projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais, a equipe de Gerenciamento Costeiro (Gerco) fará uma ação nas piscinas naturais da Pajuçara no próximo sábado, dia 23.

A ação tem como público alvo turistas, jangadeiros e pescadores que frequentam ou trabalham em praias e áreas exploradas turisticamente.

O Conduta Consciente em Ambientes Recifais nasceu com a meta de envolver as comunidades que trabalham, visitam ou moram em cidades litorâneas em projetos que aliem a atividade turística à preservação ambiental. Nesse contexto, no último dia 9, o Gerco retomou o projeto com uma ação de orientação nas piscinas naturais de Paripueira, onde técnicos do IMA conversaram com usuários de embarcações quanto ao uso adequado dos corredores de navegação e fundeio de âncoras em bancos de coral.

Neste sábado, além do trabalho de orientação e monitoramento, os técnicos do IMA farão coleta das águas das piscinas para analisar a balneabilidade de um dos principais cartões postais da capital alagoana.

Água para 123 milhões de brasileiros depende da Mata Atlântica

21 / 10 / 2010
A Mata Atlântica apresenta hoje a área de vegetação nativa brasileira mais devastada do País. Reduzida a apenas 27% de sua cobertura original, ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica, embora dados apresentados pela SOS Mata Atlântica assegurem que apenas 7,26% de seus remanescentes permanecem bem conservados.

Sua manutenção e preservação deixou de ser uma prioridade restrita aos ambientalistas. Agora, depende do envolvimento de todos os setores produtivos, econômicos e sociais do Brasil, uma vez que em seus limites vivem 123 milhões de pessoas – 67% de toda a população brasileira.

Esse número expressivo de habitantes necessita da preservação dos remanescentes de vegetação nativa, dos quais depende o fluxo de mananciais de águas que abastecem pequenas e grandes cidades.

As áreas de cobertura vegetal nativa que ainda restam prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C.
Segundo um estudo da entidade WWF, mais de 30% das 105 maiores cidades do mundo dependem de unidades de conservação para garantir seu abastecimento de água. As matas ciliares, nome dado ao conjunto de vegetação localizada às margens dos cursos de água, foram avaliadas como comprometidas na Mata Atlântica. São fundamentais para a proteção e preservação da diversidade da flora e fauna, pois além de evitar o agravamento de secas e o aumento das enchentes, também funcionam como corredores para que animais e sementes possam transitar entre as áreas protegidas e garantir a alimentação e variabilidade genética das mais diferentes espécies.

As áreas bem conservadas e grandes o suficiente para garantir a biodiversidade e manutenção da Mata Atlântica a longo prazo não chegam a 8% de sua cobertura vegetal original. A região continua a sofrer sérias ameaças, que podem se agravar caso o Código Florestal brasileiro sofra alterações que não garantam a utilização responsável e sustentável de seus recursos naturais.
Além de reduzidos, os remanescentes estão fragmentados e se distribuem de maneira não uniforme ao longo do território, fator que compromete a perpetuidade de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.

Hotspot -
Especialistas estimam que a Mata Atlântica, considerada um hotspot (área prioritária para conservação, com alta biodiversidade e endemismo e ameaçada no mais alto grau) possua mais de 20.000 espécies de plantas, aproximadamente 35% de toda a flora existente no País.

Segundo dados da Conservação Internacional (CI), trata-se do hotspot número 1 entre as regiões monitoradas em todo o mundo. Levantamentos indicam que sua área abriga 849 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis , 270 espécies de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes. Outro dado alarmante: das 472 espécies ameaçadas de extinção em todo o território nacional, 276 (mais de 50%) estão na região.

“As ações de proteção do MMA direcionadas à Mata Atlântica incluem o aperfeiçoamento da legislação, com a aprovação da Lei da Mata Atlântica e a instituição de projetos e programas de conservação e recuperação de mata nativa”, afirma o coordenador do núcleo Mata Atlântica do MMA, Wigold Schaffer. “Também envolvem o monitoramento e fiscalização dos desmatamentos e queimadas, a criação e implementação de unidades de conservação e a ampliação de parcerias com instituições públicas e privadas da sociedade civil.”

Considerada por especialistas como um avanço na legislação ambiental brasileira, a Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) e sua regulamentação possuem regras claras e incentivos para que a conservação, proteção, regeneração e utilização sustentável de seus componentes sejam implementadas.

Schaffer explica que uma das principais metas do Governo Federal é transformar pelo menos 10% da área total da região em unidades de conservação (UCs) de proteção integral e uso sustentável. Atualmente, existem 123 UCs federais e 225 estaduais na Mata Atlântica, o que resulta em quase 1,7 milhão de hectares transformados em áreas de proteção integral (3%) e pouco mais de 2 milhões de hectares de áreas de uso sustentável.

Ameaça -
Dentre as espécies de flora ameaçadas em seus limites, destacam-se o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá, jaborandi, jacarandá e imbuia, além de orquídeas e bromélias.

Com relação à fauna, das 202 espécies de animais consideradas oficialmente ameaçadas de extinção no País, 171 eram da Mata Atlântica. Das 20 espécies de répteis ameaçadas no Brasil, 13 ocorrem neste bioma. Entre os animais terrestres que ocorrem na região sob alto risco de extinção, 185 são vertebrados (quase 70% do total ameaçado no Brasil), entre eles 118 aves, 16 anfíbios, 38 mamíferos e 13 répteis.

Alguns deles ficaram bastante conhecidos após campanhas de preservação, como o mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-da-cara-preta, a saíra-sete-cores, papagaio-da-cara-roxa e o tatu-bola.

Além da perda de hábitat, as espécies da Mata Atlântica são vítimas do tráfico de animais, comércio ilegal que movimenta no mundo US$ 10 bilhões por ano.

Fatores de perda –
Entre os fatores de destruição da vegetação nativa da Mata Atlântica constam a expansão da pecuária bovina, a implantação de monoculturas agrícolas, o reflorestamento com espécies exóticas, a abertura de novas fronteiras de agricultura e de ferrovias e rodovias sem estratégias sustentáveis.
O avanço desordenado das cidades, empreendimentos e grandes obras de infraestrutura, bem como a mineração e a exploração madeireira também contribuíram para a degradação da cobertura vegetal original.

De 2005 a 2008, os estados que mais desmataram foram Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, responsáveis por mais de 80% do total de desmatamento ocorrido no período.

Em 2006, o MMA indicou 880 áreas prioritárias para conservação distribuídas em 429 mil km2 de Mata Atlântica. Desse total, 522 são áreas novas e 358 já possuem algum tipo de proteção.

Corredor Ecológico -
O conceito de corredor ecológico ou corredor de biodiversidade se refere a extensões significativas de ecossistemas nos quais ocorre o fluxo de indivíduos e genes entre áreas remanescentes de ecossistemas, unidades de conservação e áreas protegidas. Aumentam, assim, a probabilidade de sobrevivência das diferentes espécies que neles habita, e asseguram a manutenção de processos evolutivos em larga escala.

O Corredor Central da Mata Atlântica, localizado nos estados da Bahia e Espírito Santo ao longo da costa atlântica, estende-se por mais de 1.200 km no sentido norte-sul, e foi implementado desde março de 2002. O corredor agrega ecossistemas aquáticos de água doce e marinhos (dentro da plataforma continental).

O projeto conta com a assistência técnica da Cooperação Brasil-Alemanha (GTZ) e com investimentos do banco alemão KFW e da União Europeia. Também atuam em projetos de conservação da região a Fundação SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional, WWF, Mater Natura e outras entidades não-governamentais.

Outra grande área de preservação dentro dos limites da Mata Atlântica é o Corredor da Serra do Mar, que cobre cerca de 12,6 milhões de hectares, do Paraná ao Rio de Janeiro, englobando as serras do Mar e da Mantiqueira.

Bom exemplo -
Quando adquiriu a Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), o fotógrafo Sebastião Salgado encontrou uma propriedade quase totalmente formada por pasto degradado. Com o processo de recuperação da área, realizado pelo Instituto Terra, o local foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e a fazenda foi tornou-se a primeira RPPN recuperada de área degradada na Mata Atlântica.

Nela já foram plantadas mais de 1 milhão de mudas nativas desde 1999. Como resultado, o fluxo de água da região ficou mais homogêneo ao longo do ano, e foram cadastradas sete nascentes que ainda não haviam sido identificadas no Córrego do Bulcão, que passa dentro da propriedade. O local funciona também como corredor ecológico e referência de envolvimento social na preservação da Mata Atlântica.

Definição e abrangência -
A Mata Atlântica é composta por um conjunto de formações florestais, campos naturais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação que são considerados ecossistemas associados e compõem diferentes paisagens. Essas formações cobriam originalmente total ou parcialmente 17 estados brasileiros e abrangiam uma área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados.

Ilhas oceânicas também se agregam aos seus domínios, além dos encraves de Mata Atlântica – como formações florestais e brejos interioranos – existentes em meio a outros biomas. As limitações da região estão estabelecidas no Mapa da Área de Aplicação da Lei nº11.428/2006, do IBGE, que pode ser encontrado nos sites www.ibge.gov.br ou www.mma.gov.br.
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