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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Upcycling ganha espaço no Brasil e no mundo

O conceito prega aproveitar algo que seria descartado e agregar valor, transformando-o em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.

Veja exemplos bem-sucedidos de um conceito que está ganhando espaço no Brasil e no mundo: upcycling - quando se aproveita algo que seria descartado, como lixo, e agrega valor, transformando em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.
Entrevistamos o húngaro Tom Szaky, que reinventou a destinação inteligente de resíduos. À frente da TerraCycle, ele atua em 11 países, reaproveitando e reciclando embalagens que antes iam para o lixo. Em Londres, fomos ver de perto como o upcycling transformou o mercado de luxo de roupas e móveis.
Saiba mais:
Clique aqui para visitar o site da TerraCycle e saber como é possível participar das Brigadas de reciclagem-
No site da Esthetica, você conhece o movimento de marcas éticas da London Fashion Week, coordenado pela estilista Orsola de Castro
Video:

Pilhas e baterias usadas devem ser devolvidas aos vendedores

Os comerciantes de pilhas e baterias são obrigados a receber os produtos depois de usados, conforme determina a Resolução 401/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que entrou em vigor no dia 5 de novembro. Com base na orientação, a Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões (Corem/Ibama) informa que estes comerciantes serão fiscalizados pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

De acordo com o artigo 4º da resolução, os estabelecimentos de determinados tipos de pilha e baterias, como por exemplo, bateria de carro, pilhas alcalinas pilha botão e comuns, devem receber os produtos e repassar aos respectivos fabricantes ou importadores.

Pela Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o processo chamado de logística reversa deve ser aplicado a todos os tipos de pilha e bateria. E a Corem informa que os fabricantes e importadores têm a obrigação de promover a destinação ambientalmente adequada deste tipo de resíduo. E ficarão sujeitos às sanções legais caso se recusem a receber do comércio o repasse das pilhas e baterias usadas.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) salienta que por fazer parte do Sisnama, os Municípios têm de cumprir com suas atribuições. Entre elas contribuir para a formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e elaborar o plano local de resíduos. Neste plano, conforme a Lei 12.305/2010 deve constar a logística reversa como um meio para diminuir os resíduos nos aterros sanitários.

Outra obrigação do Município, alerta a Confederação, é elaborar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Neste projeto a prefeitura deve aplicar o conceito de responsabilidade compartilhada e firmar parcerias com distribuidores, revendedores e empresas. Assim possibilitará a arrecadação de recursos para desenvolver as questões de Meio Ambiente e educação ambiental.

A Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões também salienta para a importância da participação social nesta política. De acordo com a instituição, a participação dos consumidores neste contexto é importante, pois as pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo doméstico devido à possibilidade de contaminação. Alguns destes materiais possuem metais pesados em sua composição e a destinação para eles é a reciclagem, que evita a contaminação e promove o uso racional dos recursos naturais, um dos objetivos do desenvolvimento sustentável.
Agência CNM, com informações da Corem/Ibama

http://www.cnm.org.br/institucional/conteudo.asp?iId=185433

O perigo do necrochorume

25/11/2010 - 09:34
Líquido eliminado por cadáveres pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. Pouca gente sabe, mas o necrochorume, líquido eliminado por cadáveres por no mínimo seis meses, pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. A substância, de cor acinzentada, cheiro acre e fétido, é formada por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas, aliás, altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina.

De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental, empresa especializada em saneamento ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, os microorganismos liberados durante o processo de apodrecimento dos corpos pode transmitir doenças por meio da ingestão ou contato com água contaminada pelo necrochorume. “É assim que muitas pessoas podem acabar sendo vítimas de enfermidades como hepatite, febre tifóide, paratifoide, tuberculose e escarlatina, entre outras”, afirma.

Apesar de haver uma Lei que obriga os cemitérios a terem sistemas de tratamento de necrochorume (Conama 335 de 03 de abril de 2003),o fato é que a maioria deles não apresenta estanqueidade em seus túmulos e por esta razão há um vazamento natural do necrochorume. “Este líquido pode atingir as águas subterrâneas – lençóis freáticos – que consequentemente pode atingir os rios ou até mesmo serem captadas por meio dos poços artesianos e contaminar consideravelmente quem consumir este tipo de água”, explica Rosí.

Uma alternativa é que os cemitérios tenham estações de tratamento para o necrochorume. “Com o tratamento, todo o líquido é encaminhado para um sistema de drenagem devidamente projetado para evitar contaminação do solo, e desta drenagem segue até as unidades de tratamento que removem as cargas orgânicas mais tóxicas e lança no corpo hídrico um efluente menos impactante ao meio ambiente”, conta a engenheira.

A Tegeve Ambiental possui sistemas idealizados para atender este tipo de efluente, com uma tecnologia universal de processo anaeróbio, porém adaptada a absorção deste tipo de carga poluente, portanto, um sistema único de dimensionamento de projeto. “Os benefícios do tratamento são diversos, mas principalmente a proteção e a manutenção da qualidade de nosso meio ambiente e a proteção à saúde da população, o que é incontestável”, ressalta Rosí.

Técnicos da prefeitura vistoriam aterro sanitário

25/11/10 15:22

Depois de questionar na Assembleia Legislativa (ALE) a destinação do chorume proveniente dos resíduos da Central de Tratamento de Resíduos de Maceió (Aterro Sanitário), o vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALE, deputado Judson Cabral, esteve nesta quinta-feira juntamente com técnicos da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) e da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) para uma vistoria no aterro sanitário.

O grupo que acompanhou a fiscalização viu de perto todo o procedimento operacional que está sendo feito na célula de resíduos domiciliares, na unidade em construção para beneficiamento de resíduos da construção civil (RCC), vala de animais mortos e na estação de tratamento de efluentes. Segundo os técnicos, as denúncias sobre a inadequação do tratamento e do transporte do chorume não rocedem.

Segundo Álder Flores, técnico da Slum, o emissário tinha vazão de 350 miligramas de demanda bioquímica de oxigênio (DBO), passando a ter 356 com o chorume, sendo, portanto, mínimo o impacto. “Estamos fazendo ajustes para utilizar o chorume dentro do aterro. Para o emissário da Casal, está dentro do aceitável, de acordo com as normas”, explica.

O secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, reforça que o aterro melhora a cada dia sua operacionalidade. “A estação de tratamento de efluentes está vazia, com o mínimo de chorume. Não tem a menor perspectiva de transportá-lo, principalmente por causa do clima, porque a produção é menor”, diz, salientando que a vazão é proporcional à quantidade de chuvas.

Ao final, o deputado Judson Cabral demonstrou preocupação com as condições do emissário submarino. “Se ficar comprovado que a Casal está à revelia das normas, vamos exigir a correção, a apuração das responsabilidades. Vamos tentar uma visita com a Companhia no emissário, para discutir, ver o que eles têm para dizer. A situação é preocupante porque a estação de tratamento do emissário está inadequada, fora das normas”, conclui.

por Roberto Lopes com informações da Sempma

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seminário Ambiental apresenta soluções técnicas para redução e reciclagem do lixo

23/11/2010 15h17min

Segundo dia do evento, em Joinville, trouxe exemplos de reciclagem de plástico e isopor, tratamento de efluentes industriais e atividades da Seinfra e Fundema em relação ao lixo.

O segundo dia do Seminário de Consciência Ambiental, nesta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Joinville, discutiu principalmente soluções técnicas para a reciclagem e a redução de resíduos. O evento é uma promoção do Poder Legislativo da cidade e do Jornal A Notícia.
Na primeira palestra, o engenheiro João Henrique Paes Leme, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou um modelo experimental para geração de energia a partir da incineração (queima) de sacolas plásticas. Os gazes gerados são filtrados e não há poluentes liberados na atmosfera, segundo o engenheiro. A energia gerada é usada para abastecer o próprio experimento.
Na sequência, o secretário de Infraestrutura de Joinville, Ariel Pizzolatti, mostrou dados sobre o aterro sanitário de Joinville. Segundo ele, com as ampliações pelas quais o local passa, terá capacidade para receber resíduos por mais 18 anos. Mesmo assim, a meta é de prolongar esse tempo aumentando a reciclagem para 15% do total recolhido por mês (atualmente, é metade disso).
O diretor-presidente da Termotécnica, fabricante de isopor de Joinville, Albano Schmidt, mostrou o exemplo da empresa no que se pode chamar de engenharia reversa. A própria empresa recebe de volta o isopor de embalagens de eletrodomésticos, por exemplo, e usa na construção civil e na fabricação de embalagens para frutas.
As atividades e planos da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema) foram apresentados, em seguida, pelo presidente do órgão, Marcos Schoene. O órgão trabalha atualmente em estudos para indicar à Prefeitura qual área de reciclagem (construção civil, lixo orgânico, plástico) é mais vantajosa para iniciativas a curto prazo.
No encerramento, o engenheiro da Albrecht, empresa joinvilense que fabrica máquinas industriais, Luís Ferreira, mostrou o equipamento que a empresa patenteou para o tratamento do lodo que resulta do tratamento de efluentes industriais ou mesmo do tratamento da água e do esgoto nos municípios.
O seminário ambiental terminou nesta quarta-feira, com outras cinco palestras. O destaque foi a apresentação de Luciano Zica, ex-secretario nacional de Recursos Hídricos, que falou da Lei de Resíduos Sólidos, aprovada este ano.

Braskem inicia parceria com Embrapa na área de nanotecnologia

24/11/2010 17h57min
Projeto tem prazo de três anos e recursos de R$ 500 mil
A Braskem inicia nesta quinta, dia 25, um convênio de cooperação científica e tecnológica com a Embrapa. O objetivo é identificar nanofibras de celulose de diferentes fontes vegetais.
A partir de matérias-primas como bagaço de cana, resíduos de casca de coco, variedades específicas de algodão colorido, sisal, curauá e resíduos agrícolas, as parceiras buscarão fontes vegetais mais produtivas, com melhor desempenho e biodegradáveis para uso na indústria.

O projeto tem prazo de três anos e recursos de R$ 500 mil, e faz parte do programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O aporte da Braskem na iniciativa será de R$ 248 mil e a Fapesp entrará com os R$ 252 mil restantes.

Consumidor brasileiro é a favor do fim das sacolinhas plásticas

25 de novembro de 2010 7:21
Alexandre Melo Do Diário do Grande ABC

Os brasileiros estão ficando mais conscientes em relação ao uso das sacolas plásticas, é o que indica pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, Instituto Synovate e Walmart Brasil apontando que 60% dos brasileiros são a favor de uma lei que institua o banimento das sacolinhas.

Segundo a Pasta, a questão ambiental aparece como prioridade na pesquisa, acima do crescimento econômico. A população acredita que mudando os hábitos de consumo será possível conservar os recursos naturais. O levantamento serve para identificar o potencial de adesão da população a comportamentos ambientalmente responsáveis.

Profissionais do setor de plásticos como o gerente comercial de uma fabricante de embalagens de Diadema, Carlos Alberto Machado, não temem a medida, mas reconhecem que o mercado está diminuindo. "Sentimos a perda de clientes que encomendavam sacolas promocionais para distribuição em eventos. Isso nos motivou a buscar novos nichos como embalagens para água mineral ou mesmo o varejo", afirma.

Machado relata que enxergou tendência de mercado ao produzir sacolas plásticas oxibiodegradáveis, em 2005, material bastante procurado por redes como Planet Girls, Laselva Bookstore, Le Lis Blanc e Lojas Miroa. O gestor explica que esses sacos têm um aditivo chamado d2w que acelera sua decomposição em contato com o meio ambiente sem deixar resíduos nocivos.

Mesmo sem fornecer para um setor importante como de feiras e eventos, a empresa diademense, que emprega 50 funcionários, espera crescimento de 25% neste ano ao faturar R$ 700 mil. "Os fabricantes de sacolas plásticas estão sendo espremidos pelas redes de supermercados, que pagam cada vez menos pelos produtos", pontua.

ECONOMIA - De acordo com INC (Instituto Nacional do Plástico), desde a criação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas com as redes de supermercados, há dois anos, foram economizados R$ 58 milhões na compra de sacolinhas. De 2007 para 2009, o volume de produção caiu de 17,9 bilhões para 15 bilhões.

A possibilidade de criar uma lei para acabar com a utilização das sacos plásticos divide opiniões. A psicopedagoga Luana da Penha Custodio Loureiro é favorável à medida para preservar a natureza. "Na escola em que trabalho incentivamos as crianças para que convençam as mães a levarem sacolas retornáveis ao supermercado. Por mais que a medida seja chocante num primeiro momento, ela é importante."

Para a dona de casa Roseli Cantero Torres Gonçalves, colocar a compra do mês em caixas de papelão seria um problema para aqueles que não podem carregar peso. "Sou contra por este motivo e utilizo sempre as sacolinhas nas idas à quitanda ou mercadinho do bairro."
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