BOAS VINDAS

BOAS VINDAS

Pesquisar este blog

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

2 milhões de litros de resíduos tóxicos caem em rio

28 de novembro de 2010 0h 00
Vazamento na CSN motiva multa de R$ 50 milhões; governo do Rio anuncia intervenção ambiental na empresa
Jacqueline Farid / RIO - O Estado de S.Paulo
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) será multada pelo governo do Rio em até R$ 50 milhões e deverá sofrer "intervenção ambiental", com fiscalização permanente dentro da companhia, em consequência de um vazamento de cerca de 2 milhões de litros de resíduos tóxicos no Rio Paraíba do Sul, ocorrida na manhã de ontem. O acidente colocou em risco o abastecimento de água de 8 milhões de consumidores do Estado.

O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, sobrevoou ontem o Paraíba do Sul e explicou que os efeitos do vazamento só poderiam ser dimensionados no fim da noite, mas adiantou que dificilmente o abastecimento será paralisado. Segundo ele, como o nível do rio está alto, o escoamento poderá amenizar o problema.

Victer alertou, porém, os moradores de cidades fluminenses como Piraí e Pinheiral, além da Baixada Fluminense, para a necessidade de economizar água até que a situação esteja mais clara. Victer ressaltou que "é necessária uma postura firme e uma multa exemplar" em relação à empresa. "E uma medida emblemática do ponto de vista ambiental. Esse tipo de acidente coloca a população em risco."

A Cedae faz a captação de água para a Estação de Tratamento do Guandu, que abastece todo o Rio e, sobretudo, a Baixada Fluminense, do Rio Paraíba do Sul. Segundo Victer, o vazamento foi controlado no início da tarde de ontem. A Assessoria de Imprensa da CSN não foi localizada para comentar o acidente.

A secretária estadual do Meio Ambiente, Marilene Ramos, explicou que o vazamento ocorreu em um tanque de acumulação de resíduos da lavagem de gases do alto forno da siderúrgica, em Volta Redonda. "É um vazamento grave", disse. Segundo ela, o único atenuante é que a empresa informou imediatamente às autoridades sobre o problema. "Já falei com o governador (Sérgio Cabral Filho) e vamos estudar como fazer legalmente uma intervenção na área ambiental da empresa."

Marilene reclamou da frequência com que ocorrem acidentes na CSN e citou o acidente ocorrido em agosto de 2009, quando houve vazamento de óleo na companhia no mesmo Paraíba do Sul. "Queremos uma fiscalização permanente para reduzir a frequência desses episódios."

MPE denuncia prefeito de Maceió por fraude em licitação do lixo

26 de novembro de 2010 23h 54
De acordo com o promotor que fez a denúncia, a fraude teria provocado um rombo de R$ 200 milhões nos cofres da prefeitura.
Ricardo Rodrigues - O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou nesta sexta-feira, 26, com uma Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa contra o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), acusado de fraudar a licitação de lixo de Maceió em R$ 200 milhões. O prefeito foi procurado para falar sobre a ação, mas não foi localizado. A assessoria dele informou que a Prefeitura só irá se manifestar a respeito quando for notificada oficialmente.

A ação, subscrita pelo promotor de Justiça Marcos Rômulo, envolve também o ex-superintendente da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), João Vilela, o atual superintendente Ernande Baracho e os sócios das empresas Viva Ambiental, Construtora Marquise, EBR Consultoria e Limpel. Na ação, o MPE pede a perda do cargo público, multa para as empresas e os gestores, ressarcimento ao erário, proibição de contratar ou receber benefícios e subvenções.

De acordo com a assessoria do MPE, o trabalho de investigação durou quase quatro anos e somou 174 laudas, sem contar documentos e provas que foram recolhidas. A investigação sobre o caso começou em 2006, a partir de uma denúncia do então vereador por Maceió Marcos Alves.
Segundo o promotor Marcos Rômulo, o prefeito, os gestores e os empresários praticaram improbidade administrativa, pois manipularam a documentação que deveria ser apresentada para licitação do lixo de Maceió, bem como executaram procedimentos para favorecer determinadas empresas.

O MPE observou que a empresa Viva Ambiental, que era pequena antes de Almeida assumir seu primeiro mandato, virou uma gigante no trabalho de limpeza, somente com o contrato fimado com a Prefeitura de Maceió.
"Para se ter ideia, apenas três pequenos municípios - Caucaia (CE), Parnaíba (PI) e Madre de Deus (BA)- tiveram serviços prestados pela empresa antes que ela fosse escolhida para efetuar atividades na capital alagoana. A sociedade reunia apenas dois irmãos que sequer tinham curso superior e que moravam em Salvador (BA)", comenta o promotor, em sua ação.

Em janeiro de 2005, o município de Maceió pagava R$ 464 mil para empresa Marquise efetuar a limpeza. Desde a posse do primeiro mandato do prefeito Cícero Almeida os valores foram sendo reajustados mês a mês. Em maio de 2006, o contrato já sob o comando da Viva Ambiental, estava na casa dos R$ 3,3 milhões. Isso sem contar as sucessivas fraudes que foram efetuadas para que a empresa pudesse substituir a antecessora no recolhimento de resíduos. "Com isso, a Viva passou 18 meses como responsável pelo lixo da capital sem nenhuma licitação, além de vencer sem dificuldades o processo licitatório realizado em 2008", acrescentou.

O promotor destaca ainda que, no início do primeiro mandato do prefeito, a Marquise simplesmente comunicou a Prefeitura de Maceió que não tinha mais interesse em seguir o contrato que venceria em três meses. "A Slum então organizou uma contratação de emergência - cheia de vícios e que terminou com a escolha da Viva Ambiental. No entanto, sem nenhuma explicação a prefeitura autorizou, já depois do fim do contrato, o pagamento para Marquise com reajustes bem acima dos valores que eram exercidos anteriormente", destacou.

De acordo com Marcos Rômulo, quando o MPE observou os valores pagos pelo recolhimento do lixo de Maceió foi que se teve a dimensão exata da fraude. "O primeiro contrato emergencial cumprido pela Viva Ambiental foi de R$ 8,7 milhões por um período de seis meses, antes mesmo do fim de prazo a empresa ainda conseguiu um aditivo de mais de R$ 2,1 milhões. A prestação do serviço foi renovada automaticamente (o que é proibido por lei) para R$ 15 milhões - sem que fosse feita qualquer publicação em Diário Oficial relativo a decisão da Slum. A justificativa apresentada foi a inexistência de um aterro sanitário em Maceió", observa o promotor.

"Em seguida, pela terceira vez, a empresa teve o contrato renovado por mais seis meses. Desta vez, uma cotação de preços foi feita para validar o contrato", acrescentou Marcos Rômulo. No entanto, durante as investigações, o promotor descobriu mais uma fraude: a empresa Trópicos, que apresentou valores para cotação, aparece em uma ação trabalhista em Jaboatão dos Guararapes (PE) como pertencente aos mesmos donos da Viva Ambiental e com a sede no mesmo endereço de funcionamento da "concorrente". Este contrato terminou repassando mais R$ 5,5 milhões para o esquema fraudulento.

Já a Limpel efetuou contratos, sem a realização de licitação, que elevaram em muito os valores cobrados até então pelo mercado. Por dois meses de trabalho a empresa cobrou R$ 3 milhões. O mesmo contrato foi renovado passando a ser dez meses e com valor de R$ 10 milhões. Em maio de 2006, o então diretor de Operações da Slum, Ernande Baracho, que viria a ser superintendente, requereu um acréscimo de 25% na prestação dos serviços o que gerou um terceiro aditivo desta vez de R$ 3,750 milhões.
Detalhe: em janeiro de 2005 a Limpel ganhava R$ 282,4 mil. Em novembro do mesmo ano o contrato já era de R$ 1,389 milhões.

Licitação viciada

A EBR Consultoria foi contratada para elaborar o edital da licitação do lixo em Maceió. Uma investigação detalhada conferiu que a empresa levou apenas dois dias para ficar apta e concorrer a licitação que definiu o edital. Porém, o mesmo levantamento observou que as certidões necessárias para participação no certame só foram adicionadas aos autos da licitação mais de seis meses depois do encerramento do processo. Sem contar que a apuração dos fatos concluiu, devido as datas, que a EBR foi privilegiada ao saber dos resultados ofertados as outras duas empresas que disputaram a contratação.

O edital produzido pela EBR praticamente limitou a contratação da empresa Viva Ambiental e da Limpel, pois ambas eram às únicas do mercado que reuniam todas as condições exigidas no documento, extremamente detalhado e com fortes indícios de direcionamento para o favorecimento de determinado grupo. O edital terminou fazendo com que as duas empresas fossem habilitadas como as únicas com condições para o recolhimento dos resíduos de Maceió. Em tempo, os sócios proprietários da consultoria são casados e nunca tiveram nenhuma experiência na área, sendo ele engenheiro mecânico e ela música.

O edital fez uma série de exigências desnecessárias, mas que afetaram ainda mais a competitividade vital para uma licitação. Por exemplo, o item que diz ser obrigatória a utilização em todos os caminhões coletores compactadores e nos demais veículos de sistema de identificação, comunicação e monitoramento por GPS. A licitação proibiu a existência de consórcios para prestação do serviço e exigiu que as empresas que buscassem a habilitação tivessem no mínimo a mesma experiência de trabalho que era prestada em Maceió.

Vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, continuam abandonadas

28 de Novembro de 2010 18:28
Escrito por Sérgio Luiz Dom
50 mil nordestinos, ainda continuam sem assistência dos estados citados.
Continuam morando em barracas improvisadas, sem saneamento básico, sem água e só se alimentam uma vez por dia.
A humilhação que esses infelizes nordestinos estão passando é de comoção, pois na época do desastre, até as doações que lhe eram enviadas, estavam sendo desviadas por agentes públicos, em resumo, as doações não chegavam até eles, como até agora nunca chegou.
O desprezo que as autoridades alagoanas e pernambucanas está fazendo com essa gente não é coisa de humanos. Só monstros desprezariam pessoas numa situação dessa, onde até as crianças desde junho, estão sem ir a escola, devido não haver nenhuma estrutura estatal que os ajude a sair da situação atual que se encontram.
Na época do desastre, o Presidente Lula sobrevoou a área de helicóptero...voltou pra Brasília e se engajou na campanha de Dilma e nada mais se falou sobre essas pessoas.
Passou a campanha eleitoral ...políticos comemorando,negociando cargos e o silêncio sobre essas pessoas, da parte das autoridades é total. Ninguém fala nada. Nem em Pernambuco e nem em Alagoas.
Ficaria muito mais bonito se as forças armadas abandonasse as escaramuças do “casal carioca” e em vez das armas, providenciasse assistência emergencial aos desabrigados pelas enchentes, pois nem doação, o povo brasileiro pode mais fazer, devido a infeliz prática de desvios.
Inclusive entrar também na guerra pela água. Enfrentar os poderosos e dar acesso normal de água a todos os nordestinos que estão sofrendo com a seca. Se tiver que atropelar a “constituição” (c minúsculo de propósito), que atropele, desde que a ação seja nobre e genuinamente brasileira; a favor da liberdade dos povos, dentro do próprio Brasil; e não participar de uma ação vexatória em defesa da bandeira da FIFA.
fonte : câmera record

Petrobras recebe propostas para construção e afretamento de sondas de perfuração marítima

27/11/2010 - 09:01

As contratações vão chegar até 28 sondas .
A Petrobras informa que ocorreu no dia 25 de novembro (quinta-feira), a abertura das propostas comerciais de três licitações destinadas à contratação de até 28 sondas de perfuração marítima a serem construídas no Brasil, para atender as demandas de perfuração de poços na camada pré-sal.

De acordo com a Companhia, as três licitações terão prosseguimento através das suas respectivas comissões de licitação, que irão avaliar todas as propostas para dar continuidade aos processos e posteriormente divulgar o resultado final. A Companhia irá decidir ainda pelo número de sondas a serem contratadas em cada modalidade, de acordo com as propostas apresentadas, benefícios gerados e prazo.

“ Concluídos os processos, os mesmos serão submetidos à apreciação da Diretoria Executiva da Petrobras, que irá decidir sobre a quantidade de sondas de cada lote que serão afretadas para a Companhia”, informa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Upcycling ganha espaço no Brasil e no mundo

O conceito prega aproveitar algo que seria descartado e agregar valor, transformando-o em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.

Veja exemplos bem-sucedidos de um conceito que está ganhando espaço no Brasil e no mundo: upcycling - quando se aproveita algo que seria descartado, como lixo, e agrega valor, transformando em um novo produto, sem precisar passar pelos processos de modificação física ou química da reciclagem.
Entrevistamos o húngaro Tom Szaky, que reinventou a destinação inteligente de resíduos. À frente da TerraCycle, ele atua em 11 países, reaproveitando e reciclando embalagens que antes iam para o lixo. Em Londres, fomos ver de perto como o upcycling transformou o mercado de luxo de roupas e móveis.
Saiba mais:
Clique aqui para visitar o site da TerraCycle e saber como é possível participar das Brigadas de reciclagem-
No site da Esthetica, você conhece o movimento de marcas éticas da London Fashion Week, coordenado pela estilista Orsola de Castro
Video:

Pilhas e baterias usadas devem ser devolvidas aos vendedores

Os comerciantes de pilhas e baterias são obrigados a receber os produtos depois de usados, conforme determina a Resolução 401/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que entrou em vigor no dia 5 de novembro. Com base na orientação, a Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões (Corem/Ibama) informa que estes comerciantes serão fiscalizados pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

De acordo com o artigo 4º da resolução, os estabelecimentos de determinados tipos de pilha e baterias, como por exemplo, bateria de carro, pilhas alcalinas pilha botão e comuns, devem receber os produtos e repassar aos respectivos fabricantes ou importadores.

Pela Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o processo chamado de logística reversa deve ser aplicado a todos os tipos de pilha e bateria. E a Corem informa que os fabricantes e importadores têm a obrigação de promover a destinação ambientalmente adequada deste tipo de resíduo. E ficarão sujeitos às sanções legais caso se recusem a receber do comércio o repasse das pilhas e baterias usadas.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) salienta que por fazer parte do Sisnama, os Municípios têm de cumprir com suas atribuições. Entre elas contribuir para a formulação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e elaborar o plano local de resíduos. Neste plano, conforme a Lei 12.305/2010 deve constar a logística reversa como um meio para diminuir os resíduos nos aterros sanitários.

Outra obrigação do Município, alerta a Confederação, é elaborar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Neste projeto a prefeitura deve aplicar o conceito de responsabilidade compartilhada e firmar parcerias com distribuidores, revendedores e empresas. Assim possibilitará a arrecadação de recursos para desenvolver as questões de Meio Ambiente e educação ambiental.

A Coordenação de Controle de Resíduos e Emissões também salienta para a importância da participação social nesta política. De acordo com a instituição, a participação dos consumidores neste contexto é importante, pois as pilhas e baterias não devem ser descartadas no lixo doméstico devido à possibilidade de contaminação. Alguns destes materiais possuem metais pesados em sua composição e a destinação para eles é a reciclagem, que evita a contaminação e promove o uso racional dos recursos naturais, um dos objetivos do desenvolvimento sustentável.
Agência CNM, com informações da Corem/Ibama

http://www.cnm.org.br/institucional/conteudo.asp?iId=185433

O perigo do necrochorume

25/11/2010 - 09:34
Líquido eliminado por cadáveres pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. Pouca gente sabe, mas o necrochorume, líquido eliminado por cadáveres por no mínimo seis meses, pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. A substância, de cor acinzentada, cheiro acre e fétido, é formada por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas, aliás, altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina.

De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental, empresa especializada em saneamento ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, os microorganismos liberados durante o processo de apodrecimento dos corpos pode transmitir doenças por meio da ingestão ou contato com água contaminada pelo necrochorume. “É assim que muitas pessoas podem acabar sendo vítimas de enfermidades como hepatite, febre tifóide, paratifoide, tuberculose e escarlatina, entre outras”, afirma.

Apesar de haver uma Lei que obriga os cemitérios a terem sistemas de tratamento de necrochorume (Conama 335 de 03 de abril de 2003),o fato é que a maioria deles não apresenta estanqueidade em seus túmulos e por esta razão há um vazamento natural do necrochorume. “Este líquido pode atingir as águas subterrâneas – lençóis freáticos – que consequentemente pode atingir os rios ou até mesmo serem captadas por meio dos poços artesianos e contaminar consideravelmente quem consumir este tipo de água”, explica Rosí.

Uma alternativa é que os cemitérios tenham estações de tratamento para o necrochorume. “Com o tratamento, todo o líquido é encaminhado para um sistema de drenagem devidamente projetado para evitar contaminação do solo, e desta drenagem segue até as unidades de tratamento que removem as cargas orgânicas mais tóxicas e lança no corpo hídrico um efluente menos impactante ao meio ambiente”, conta a engenheira.

A Tegeve Ambiental possui sistemas idealizados para atender este tipo de efluente, com uma tecnologia universal de processo anaeróbio, porém adaptada a absorção deste tipo de carga poluente, portanto, um sistema único de dimensionamento de projeto. “Os benefícios do tratamento são diversos, mas principalmente a proteção e a manutenção da qualidade de nosso meio ambiente e a proteção à saúde da população, o que é incontestável”, ressalta Rosí.
Related Posts with Thumbnails