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quinta-feira, 17 de março de 2011

Água contaminada com hormônios

O vilão é o estrogênio, que põe em risco a qualidade da água dos mananciais

Um estudo divulgado recentemente nos Estados Unidos buscou entender os fatores que estão por trás de mais uma ameaça que paira sobre os cursos d'água: a contaminação por estrogênio, um hormônio sintético presente em anticoncepcionais orais e produtos veterinários.

Os autores do trabalho, pesquisadores do Programa de Saúde Reprodutiva e Meio Ambiente, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, buscaram basicamente compreender de onde vem o estrogênio que coloca em risco a qualidade da água e traz prejuízos para quem a ingere.

Há suspeitas de que o consumo de água contaminada por estrogênio provoque nas pessoas desequilíbrios hormonais e reprodutivos e a feminização de peixes.

Além de ser produzido naturalmente pelo organismo feminino - o estrogênio é um importante hormônio sexual -, essa substância também é encontrada em grande variedade de produtos de uso diário, como cosméticos. "O hormônio específico utilizado em contraceptivos é apenas uma dessas variações", explica Amber Wise, uma das autoras da pesquisa.

O estrogênio das pílulas anticoncepcionais responde por parte da contaminação, mas num nível bem menor quando comparado ao uso veterinário da substância. O estudo revelou que o emprego de estrogênio em animais (para controlar a fertilidade ou aumentar a produção de leite) chega a ser cinco vezes maior do que o uso humano.

O estrogênio é eliminado nas fezes e, devido ao emprego do estrume como adubo, facilita-se o escoamento do contaminante para cursos de água.

Para combater o problema, os pesquisadores recomendam que se dê menos hormônios sintéticos aos animais.

Sugerem, também, tornar mais eficiente o tratamento de esgotos. "É importante modernizarmos as instalações de tratamento de efluentes, incluindo a desinfecção com ozônio e/ou raios ultravioleta, métodos capazes de remover compostos como o estrogênio sem a introdução de outros produtos químicos", completa Wise.

http://www.tratamentodeagua.com.br/R10/Noticia_Detalhe.aspx?codigo=21458

sexta-feira, 11 de março de 2011

Látex da seringueira pode ser usado na produção de gel antirrugas

Atualmente, com o líquido extraído da seringueira são fabricados calçados, roupas e preservativos. Agora, um estudo feito por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificou que uma proteína extraída da seringueira promete eliminar os sinais indesejáveis na pele causados pelo tempo. Duas fabricantes de cosméticos do Brasil já sinalizaram que vão produzir um gel antirrugas a partir da proteína analisada.

Ouça a reportagem completa aqui.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Lei de resíduos sólidos abre caminho para tecnologias

01 Mar 2011 . 19:48 h . Agência Estado . portal@d24am.com

Brasília - Com a entrada em vigor da lei nacional de resíduos sólidos, sancionada no final de 2010, novas tecnologias para resolver o problema do lixo urbano começam a chegar ao Brasil. Até 2014, o País precisa eliminar os lixões e melhorar as condições de aterros que nem sempre tratam o chorume e os gases da decomposição do lixo - hoje, 43% dos resíduos coletados no Brasil não recebem destinação adequada.

Entre as tecnologias que começam a se tornar competitivas estão a transformação dos resíduos em combustíveis, conhecida pela sigla CDR (combustível derivado de resíduo).

A empresa de gestão de resíduos Estre Ambiental trouxe essa tecnologia para o País e instalou em Paulínia (SP) o Tiranossauro, um equipamento importado da Finlândia. Em um galpão de 6,2 mil m², a máquina tritura, separa e transforma o lixo em combustível. "Com essa máquina, é possível dar destino do lixo orgânico até resíduos mais volumosos, como móveis e colchões velhos", explica Pedro Stech, diretor de Tecnologia Ambiental da Estre. O equipamento, em testes, deve começar a operar comercialmente em abril.

Stech explica que a tecnologia CDR está em operação em outras 50 cidades do mundo, como Roma e Helsinque. A unidade em testes em Paulínia tem capacidade para processar 1 mil toneladas de lixo por dia e permite produzir 500 toneladas/dia de combustível para fornos industriais - que pode ser usado para alimentar caldeiras e fornos hoje abastecidos com combustíveis fósseis, como carvão.

"O equipamento ainda precisa passar por ajustes, mas é uma solução viável para regiões metropolitanas, que produzem muito lixo diariamente e já não podem contar com aterros", diz.

A tecnologia da incineração dos resíduos em termelétricas que geram energia elétrica, comum na Europa e Japão, é outra que deve entrar em operação nos próximos meses. Há estudos de viabilidade em andamento - de capitais como Belo Horizonte a municípios de porte médio, como São Sebastião, Barueri e São Bernardo do Campo (SP).

"Com a aprovação da lei nacional de resíduos, a tendência é que haja uma diversificação nas tecnologias para dar destino aos resíduos no País", diz Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, entidade que reúne empresas de coleta e destinação do lixo. Segundo ele, o custo da incineração dos resíduos ainda é um empecilho - em torno de R$ 250,00 a tonelada, enquanto o custo médio da destinação a aterro é de R$ 90 a tonelada. "Mas esses custos podem ser reduzidos com a venda da energia elétrica gerada pelo sistema", diz Silva.

Para Lúcia Coraça, diretora de Química e Energia da Pöyry, empresa que atualmente realiza um estudo de viabilidade para uma unidade de incineração em Belo Horizonte, a incineração pode ajudar a resolver o problema do lixo nas metrópoles. "É possível conciliar a reciclagem dos materiais com a incineração",diz.

http://wwww.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/lei-de-residuos-solidos-abre-caminho-para-tecnologias/18375

Tribunal Regional Federal libera licença de instalação da Usina de Belo Monte

16:38 - 03/03/2011
O canteiro de obras da Usina de Belo Monte pode voltar a ser construído. É o que determinou o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Olindo Menezes, que suspendeu decisão de um juiz do Pará. Ele entendeu que não há necessidade de cumprimento de todas as condicionantes listadas na licença prévia para a emissão da licença de instalação inicial da hidrelétrica.

Segundo o desembargador, o “material técnico juntado aos autos demonstra que o requerente tem monitorado e cobrado o cumprimento das diretrizes e exigências estabelecidas para proceder ao atendimento de requerimentos de licenças para a execução de novas etapas do empreendimento”.

A decisão do presidente do tribunal regional também diz que o juiz do Pará invadiu a esfera de discricionariedade da administração e usurpou a competência privativa da administração pública de conceder licença de instalações iniciais específicas. Para Menezes, quem tem competência para isso é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Na última sexta-feira (25), o juiz federal Ronaldo Desterro determinou a suspensão imediata da licença de instalação do canteiro de obras atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. O motivo do pedido é o descumprimento de exigências de instalação como a recuperação de áreas degradadas, a adequação da infraestrutura urbana, a regularização fundiária de áreas afetadas e programas de apoio a indígenas da região.

Em recurso ao tribunal regional, o Ibama afirmou que “nem todas as condicionantes listadas na licença prévia devem ser cumpridas antes da emissão da licença de instalação” e que as condicionantes serão exigidas no momento oportuno.

http://tudonahora.uol.com.br/noticia/economia/2011/03/03/132223/tribunal-regional-federal-libera-licenca-de-instalacao-da-usina-de-belo-monte
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