"A sugestão para criação de um blog informativo e centralizador das notícias e assuntos envolvendo o Meio Ambiente partiu do então professor das disciplinas Biologia e Ecologia Geral de Graduação em Engenharia Ambiental, o Biólogo Iremar Accioly Bayma. A idéia foi absorvida e originou o PLANETA ZUL, NOSSO HABITAT tornando assim, um agente fomentador na construção do conhecimento e da sustentabilidade de nossa vida no planeta, trazendo o maior número de informações sobre a questão AMBIENTAL."
quinta-feira, 31 de março de 2011
Grupo italiano anuncia interesse em construir estaleiro no estado de Pernambuco
Suape - Implantação de novo terminal será acelerada
quarta-feira, 30 de março de 2011
Chegam as garrafas PET super verdes
O conteúdo contem substâncias químicas e não tem qualquer benefício para a saúde, mas pelo menos agora a garrafa fica mais verde. A PepsiCo anunciou o desenvolvimento do que diz ser a primeira garrafa de plástico PET do mundo feita inteiramente a partir de plantas. quarta-feira, 23 de março de 2011
Angra 2 opera com licenciamento ambiental incompleto
O licenciamento de usinas nucleares no Brasil é feito pelo Ibama e posteriormente pela Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Angra 2 possui o parecer favorável do Ibama mas ainda não recebeu da Cnen a autorização de operação permanente (AOP).
Angra 1 possui o licenciamento completo.
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, estatal que administra as usinas nucleares brasileiras, disse que a falta da licença permanente não compromete a segurança da usina. "A empresa já cumpriu todos os requisitos para ter a licença definitiva", disse ao participar de audiência pública realizada nesta quarta-feira no Senado Federal.
Segundo ele, a licença permanente ainda não foi emitida porque o pedido está paralisado no Ministério Público Federal, que entende não ter sido cumprido o termo de ajuste de conduta firmado com a estatal, subsidiária da Eletrobras, a Cnen e o Ibama.
http://www.jornalfloripa.com.br
Nordeste reavalia interesse em usinas nucleares após desastres
Foto: Léo RamosDa direita para esquerda, Angra 1 e Angra 2. A primeira começou a funcionar em 1982 e a segunda, em 2000
A partir das 11 horas ocorre na Câmara dos Deputados audiência pública sobre a situação Programa Nuclear Brasileiro. Segundo o Plano Nacional de Desenvolvimento Energético (PNDE), o Brasil deve construir até 2030 pelo menos quatro usinas nucleares de 1 mil Megawatts, sendo duas em uma cidade do Nordeste e duas no Sudeste.
As novas usinas estariam 40 anos à frente às de Fukushima em termos de segurança, porque as japonesas já tinham essa idade, mas, mesmo assim, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas recuaram um pouco diante da possibilidade de receberem as usinas. Eles estavam de olho, principalmente, na chegada de indústrias ao redor das usinas, além de empregos e impostos. Agora, veem também o risco.
Foto: Léo Ramos
A divisão do urânio libera radiação e gera calor, iniciando outros dois sistemas na usina, como mostra o esquema
Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos chegou a afirmar, nas últimas semanas, que a decisão sobre as próximas usinas nucleares não deve ser tomada nos próximos quatro anos. “A usina não está na pauta”, afirmou ele, descartando o pleito que tinha anteriormente.
Para o secretário-adjunto de Minas e Energia de Alagoas, Geoberto Espírito Santo, é bom que a definição do local de instalação das usinas demore mais e supere esta fase mais emocional e ideológica após o acidente. “É preciso entendermos que o que provocou o acidente é algo muito remoto de ocorrer no Brasil, entretanto, não devemos deixar de lado os sinais de que nunca pode acontecer.”
Espírito Santo diz que o Estado de Alagoas não pode, por um nível de risco muito pequeno, deixar de receber investimento de R$ 10 bilhões. “Tudo na vida são custos e benefícios, por isso precisamos saber melhor o que aconteceu." Ele se refere à possibilidade bem menor de haver terremotos e tsunamis no território brasileiro do que no japonês.
Em Sergipe, Estado que também pleiteia a usina, o governador Marcelo Déda divulgou uma nota afirmando que o Brasil terá que reavaliar a segurança das nossas usinas e rediscutir o seu programa de expansão nuclear com novas instalações. “A pretensão do Estado de Sergipe em disputar a instalação de uma usina no nosso território pressupõe garantias plenas de segurança das instalações. Sem essas garantias, não há como defender tais empreendimentos”, declarou o governador.
Energia nuclear já ficou mais cara
Independentemente do risco ambiental e humano, já é praticamente certo esperar que a energia nuclear fique mais cara no mundo depois dos incidentes. Especialistas explicam que, em geral, as mesmas seguradoras que atuam no Japão fazem apólices para o mundo todo. O custo de seguro compõe o valor total que vai resultar na tarifa paga pelo usuário da energia. A ponderação de custo e benefício ambiental entre uma usina nuclear e uma hidrelétrica também pode ser revista pela sociedade momentaneamente.
Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), um dos autores do pedido de audiência na Câmara, é preciso repensar a instalação das usinas. “É como quando ocorre um acidente de avião, as pessoas ficam um tempo com medo de voar.” Para o deputado, é necessário aumentar o debate com a sociedade sobre a instalação das usinas, para saber se a população quer ou não viver perto de uma usina. “Não acho que todos que moram em Angra queiram o fim das usinas agora.”
Decisão agora seria politicamente incorreta
No entanto, os governos reconhecem que este não seria um momento politicamente correto para se anunciar a instalação das usinas. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já declarou abertamente que as usinas terão sua segurança testada, mas ainda não reviu o prazo antes declarado, de que neste semestre ainda indicaria os locais de implantação. No entanto, essa medida já é tida como certa.
Após o vazamento de energia no Japão, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, declarou que a presidenta Dilma Rousseff, “está extremamente preocupada com os efeitos, inclusive aqui sobre a nossa política, de toda essa questão da energia atômica, nuclear. Temos que, com responsabilidade, olhar isso. A presidente está o tempo todo acompanhando as informações e tomando as providências que forem necessárias.”
Técnicos avaliam locais possíveis
A demora para definição dos locais decorre também do fato de o governo ter resolvido interromper a segunda fase de avaliação dos sítios onde seria possível instalar as usinas para refazer a primeira fase de avaliação de todo o território nacional. Quem faz essa avaliação é a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. Esse grande atlas, de onde podem ser instaladas usinas nucleares no Brasil e onde podem ser depositados os resíduos nucleares, deverá ficar pronto em poucas semanas.
A decisão final de onde instalar as usinas vai ser política, mas o atlas da Eletronuclear levará em conta os cursos de instalação e transmissão de energia e o potencial de desenvolvimento regional com a instalação de novas usinas. O atlas vai avaliar 50 critérios sobre cada local possível.
Estarão na Câmara hoje Alfredo Tranjan Filho, presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB); Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Na próxima audiência, o minsitro Lobão será convidado a dar mais explicações sobre o programa nuclear.
Atualmente, a CNEN coloca em curso uma pesquisa sobre o que fazer com os resíduos da geração de energia nuclear, que são altamente radioativos. A partir do atlas da Eletronuclear, também poderá ser escolhido um local no país para depósito permanente desses resíduos.
http://economia.ig.com.br
terça-feira, 22 de março de 2011
Maioria dos plásticos libera substâncias que agem como hormônios
Por O Tao do Consumo - http://www.otaodoconsumo.com.brUm novo estudo publicado no início deste mês na revista científica Environmental Health Perspectives analisou mamadeiras bisfenol (BPA) free, garrafas plásticas de água mineral e outras embalagens plásticas compradas em supermercados dos Estados Unidos, como o Wal-Mart e Whole Foods (supermercado de orgânicos). Os produtos foram cortados em pedaços e analisados em duas etapas. Na primeira fase, 70% dos produtos testados, o que inclui boa parte das mamadeiras sem bisfenol (BPA), liberaram químicos estrogênicos. Na segunda fase, os produtos foram expostos à ações normais de uso: exposição ao sol, aquecimento em micro-ondas e lavagem com detergente. O resultado revelou que 95% dos produtos liberaram substâncias estrogênicas.
Assim, como acontece com o bisfenol A ( BPA), substâncias estrogênicas quando consumidas interferem no funcionamento de células alterando taxas hormonais. Mais de 200 pesquisas já associaram o bisfenol A a uma maior incidência de obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer na próstata e mama, puberdade precoce e tardia, abortos, anormalidades no fígado em adultos e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. A maior preocupação é com crianças, bebês e fetos que são os mais vulneráveis.
A pesquisa publicada pela Environmental Health Perspectives não determinou quais químicos foram liberados. O que fica claro, no entanto, é a necessidade da realização de mais pesquisas para descobrir quais substâncias estão sendo liberadas e se são seguras para o consumo. Enquanto isso não acontece, consumidores podem diminuir sua exposição evitando o aquecimento de plásticos em micro-ondas ou evitando completamente embalagens plásticas alimentares em favor da utilização de vidro, cerâmica ou inox.
Fontes: Suite 101 e Environmental Health Perspectives
O Tao do Consumo, site parceiro da EcoAgência
http://www.nejal.com.br
Governo de Alagoas inaugura em abril sistema 24 horas de monitoramento de rios
Moradores das regiões hidrográficas do Mundaú e do Paraíba contarão com sistema de alerta contra enchentes.Até o dia 15 de abril, o Governo de Alagoas ganhará mais uma ferramenta contra desastres naturais. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) irá inaugurar a Sala de Situação contra enchentes, que contará com monitoramento 24 horas dos rios Mundaú e Paraíba. O projeto foi concebido através de um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Águas e poussi investimento inicial de R$ 2 milhões.
Com isso, Alagoas contará com o acompanhamento em tempo real do nível dos rios e chuvas acumuladas através de equipamentos que irão monitorar as bacias dos rios Mundaú e Paraíba, localizados nos principais municípios alagoanos.
A Sala de Situação será monitorada por técnicos da Semarh e funcionará durante todos os dias da semana, permitindo que a Defesa Civil Estadual tenha condições de executar um plano de alerta contra enchentes em tempo hábil para toda população ribeirinha das duas bacias monitoradas, através das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdecs).
Com o investimento inicial de R$ 2 milhões, obtidos através do acordo de cooperação técnica entre governo Estadual e Federal, por meio da Semarh e da Agência Nacional de Águas (ANA), responsáveis pelo projeto, foi iniciada a instalação de Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) nas regiões hidrográficas, que possibilitarão o acompanhamento dos rios e propiciarão uma divulgação de boletins e avisos meteorológicos em caso de chuvas acumuladas e cheias, como as que atingiram o estado no mês de junho do ano passado.
O sistema de alerta funciona através dessas Plataformas de Coleta de dados (PCD), compostas por sensores de sistemas telemétricos, que enviarão os dados coletados em tempo real através de transmissão via GPRS (Serviço de Rádio de Pacote Geral - chip de telefonia celular) ou via satélite, pelo sistema GOES, para os equipamentos instalados na sala de situação. Os técnicos irão analisar os dados coletados e ficarão em alerta em caso de chuva acumulada, sob a responsabilidade de realizar planos de emergência para alertar o Estado e a população dos municípios ribeirinhos das bacias do Mundaú e Paraíba.
Os equipamentos de PCDs estão sendo instalados nos municípios alagoanos de União dos Palmares, São José da Laje, Quebrangulo, Viçosa, Rio Largo e Atalaia, e também nos pernambucanos Canhotinho, Correntes, Palmeirinha e Brejão. Testes necessários para verificar o funcionamento correto dos equipamentos para a implantação do sistema já estão sendo realizados para que até a primeira quinzena de abril tudo esteja funcionando corretamente.
Atualmente, a Diretoria da Meteorologia da Semarh já possui um sistema de monitoramento das chuvas, onde boletins meteorológicos são elaborados diariamente e podem ser conferidos por qualquer cidadão. A Sala de Situação está realizando obras para adaptação de ambiente, de acordo com os parâmetros da ANA, e ainda esta semana deverá iniciar o procedimento de instalação dos equipamentos, para que tudo esteja pronto quando iniciar o período de chuvas que está previsto para o mês de maio.
Além da participação da Semarh e da ANA, o projeto conta com a parceria da Defesa Civil Estadual, do Serviço de Geologia do Brasil (CPRM), do Instituto de Ciência Aplicada e Tecnologia (ICAT) e do Instituto de Tecnologia da Informação (Itec).
http://www.semarh.al.gov.br