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terça-feira, 12 de abril de 2011

Japão aumenta para nível máximo o acidente nuclear de Fukushima

A Comissão de Segurança Nuclear do país sobe de 5 para 7 o desastre. Eles aumentaram, depois de analisar, os efeitos do vazamento radioativo sobre a saúde dos moradores da região e o meio ambiente. Um mês depois das tragédias do terremoto e do tsunami que devastaram o Japão, o governo do país vai aumentar para o nível máximo a gravidade do acidente nuclear de Fukushima. O desastre passa agora de 5 para 7 na escala internacional que mede os acidentes atômicos. Esse é o mesmo nível do desastre nuclear de Chernobyl, até agora o pior já registrado. A decisão foi tomada pela Comissão de Segurança Nuclear do Japão, depois de analisar os efeitos do vazamento radioativo sobre a saúde dos moradores da região e o meio ambiente. O aumento da gravidade do acidente de Fukushima vai ser anunciado pelas autoridades japonesas nesta terça-feira (12).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

IMA, Ufal e Seminfra discutem erosão costeira em Meceió

Técnicos da prefeitura discutiram com IMA ações para interromper processo de erosão costeira

Flávia Batista

Instituto do Meio Ambiente (IMA), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) de Maceió voltaram a discutir, na manhã desta quinta-feira (07), as ações que possam interromper o desaparecimento da faixa de praia no litoral da capital alagoana. O tema voltou à pauta dos especialistas, que buscam realizar estudos sobre a hidrodinâmica costeira para contenção do processo erosivo e a recuperação da praia.


Para estacionar o avanço do mar na faixa de areia, situação já verificada em grande parte do litoral alagoano, alguns estudos já elaborados pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) serão aplicados à realidade alagoana. Segundo o diretor-presidente do IMA, Adriano Augusto de Araújo Jorge, a ideia é aplicar em Alagoas o Monitoramento Ambiental Integrado, já em operação na orla da região metropolitana de Recife e que tem a meta de identificar os fenômenos incidentes sobre a costa. “A partir do conhecimento destas forças naturais, pode-se buscar alternativas tecnológicas para impedir o processo erosivo”, afirmou.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Japão vai jogar cerca de 11,5 mil toneladas de água radioativa no mar

Governo afirma que nível de radioatividade é baixo.

Número de mortos por tsunami passa dos 21 mil, segundo a polícia.

A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina nuclear de Fukushima, afirmou nesta segunda-feira (4) que vai despejar no Oceano Pacífico cerca de 11,5 mil toneladas de água radioativa acumuladas nas instalações da central.

De acordo com a empresa, os índices de radiação na água que será jogada ao mar são aproximadamente 100 vezes acima do normal. A Tepco afirma que o nível de radiação é considerado 'relativamente baixo'.

Um funcionário do governo japonês disse que não há alternativa. "Não temos opção senão despejar essa água contaminada ao mar como medida de segurança", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano.

Também nesta segunda-feira (4) a Tepco informou que usou líquido com corante em um túnel próximo ao reator 2 da central para tentar determinar a rota pela qual a água radioativa vaza para o mar.

Segundo informações da televisão "NHK", os funcionários verteram o líquido de cor branca em um túnel que conduz à fossa onde no sábado (2) foi detectada uma rachadura de cerca de 20 centímetros, que permite que água com uma elevada radioatividade vaze para o mar.

A empresa tentou deter o vazamento selando a rachadura com concreto e injetando polímero em pó para absorver a água, mas nenhuma nenhuma dessas duas medidas obteve sucesso. O objetivo do corante é poder seguir a rota exata pela qual a água contaminada chega ao mar.

A Tepco estuda ainda tapar a rachadura com produtos químicos ou instalar uma barreira no litoral para conter a água radioativa. De forma paralela, os técnicos continuam os esforços para drenar a água radioativa que inunda os porões dos prédios de turbinas das unidades 1, 2 e 3, e dificulta seriamente os trabalhos para esfriar os reatores da central de Fukushima.

Número de mortos

O Japão foi atingido no dia 11 de março por um terremoto de magnitude 9, seguido por tsunami, na região nordeste do país. Segundo último balanço divulgado pela polícia nesta segunda-feira (4), o número de mortos aumentou para 12.157. Os desaparecidos totalizam 15.496 pessoas.

Além disso, quase 160 mil pessoas que moravam nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, as mais devastadas pela catástrofe, continuam abrigadas nos 2.100 refúgios temporários.

(*com informações da Reuters e EFE)

(Fonte:G1-04/03/11)


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Angra 3 ganha licença sem que Eletronuclear mantenha áreas de conservação ambiental

Carla Rocha


Uma alteração — ainda mal explicada — tirou do texto final da licença de instalação da usina nuclear de Angra 3, concedida no final de 2009, o item que obriga a Eletronuclear a assumir a manutenção e o custeio de duas importantes unidades de conservação na região de Angra dos Reis, o Parque Nacional da Serra da Bocaina e a Estação Ecológica (Esec) de Tamoios. A exigência, que constava da licença prévia, de 2008, simplesmente desapareceu. Até hoje, o convênio em que a Eletronuclear se compromete a repassar R$ 13 milhões em cinco anos para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que administra as unidades, não foi assinado. Para especialistas em licenciamento ambiental, a situação é atípica e irregular. Reportagem do GLOBO, há uma semana, mostrou que a Eletronuclear contratará uma auditoria para reavaliar a segurança das encostas no entorno das usinas de Angra 1 e Angra 2.


Com grande área de Mata Atlântica nativa, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, da década de 70, e a Esec de Tamoios, de 90, foram criados como uma forma de proteção ao meio ambiente justamente em decorrência da instalação das usinas nucleares na região. A inclusão das unidades no rol das condições para a instalação de Angra 3 foi considerada uma vitória do ministro do Meio Ambiente na época, Carlos Minc, atual secretário de Ambiente do estado.


Minc também incluiu na licença prévia outras exigências que chegaram a gerar polêmica: a Eletronuclear deveria se comprometer com a construção de um repositório — destino final para o lixo atômico, que está até hoje em depósitos iniciais no terreno das usinas —, contratar um monitoramento ambiental de um órgão externo e destinar recursos para as obras da estrada Paraty-Cunha. Esta última é uma importante rota de fuga em caso de acidente, que ainda não saiu do papel por não terem ainda sido cumpridas exigências feitas pelo Ibama.


Minc disse ontem ter sido surpreendido pela notícia de que a exigência relativa às unidades de conservação não consta mais da licença de instalação. Ele revelou que, quando ainda estava à frente do Ministério do Meio Ambiente, recebera a denúncia de que o item havia sido subtraído do documento e exigiu do então presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, que fosse feita uma retificação.


Estaleiro recebe licença ambiental em Pernambuco

04.04.2011 01:30
O estaleiro Promar, que pretendia ser instalado em Fortaleza, recebe licença ambiental para ser instalado na região de Suape, Pernambuco.


O investimento do polo naval fica em torno de R$ 300 milhões O estaleiro que foi impedido de ser instalado em Fortaleza recebe licença ambiental para ser implantado em Suape, Região Metropolitana de Pernambuco. O investimento do polo naval fica em torno de R$ 300 milhões e as obras podem começar nos próximos dias O Estaleiro Promar recebeu licença da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) para se instalar em Suape, Região Metropolitana de Pernambuco.


A licença estava inicialmente prevista para ser entregue em fevereiro, mas ainda foi emitida antes do limite de prazo jurídico, sete de abril. A licença foi emitida na semana passada. O POVO apurou que a licença para implantação do Estaleiro Promar foi impugnada pelo Ministério Público Federal. O espaço que receberá o estaleiro estava previsto para receber rodovias e não um polo naval. “Não se trata de um impacto ambiental de estradas, mas de um polo naval, que e muito maior”, disse uma fonte ao O POVO.

O investimento para instalação do Estaleiro Promar fica na ordem de R$ 300 milhões, incluindo construção de mais cinco empreendimentos navais, terminal de minério de ferro e ampliação do terminal de contêineres. Na primeira etapa do empreendimento, serão construídos oito navios gaseiros, usados para transporte de gases liquefeitos. Sem precisar a data, o executivo da PJMR, empresa sócia do Estaleiro Promar, Paulo Haddad, afirmou que as obras devem começar “já nos próximos dias”.

Novela

A novela da instalação do estaleiro Promar teve início em Fortaleza, no primeiro bimestre do ano passado e se arrastou por três meses. O governador Cid Gomes queria trazer o empreendimento para o Estado, mas a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins se posicionou contra.
O argumento da prefeita é que o estaleiro traria à cidade um impacto ambiental e urbano negativo e o local onde seria instalado, o Titanzinho, tem um projeto urbano para ser implantado. Até hoje o projeto de urbanização da localidade permanece apenas no papel.

Paulo Haddad, diz em se tratando de burocracia para aquisição da licença ambiental, “os dois locais apresentaram as mesmas condições”. “O problema (em Fortaleza) foi uma questão política. A cidade estava se preparando para desenvolver um potencial turístico, e não industrial”, completa o empresário.

Dois dias depois de por um ponto final na possibilidade de instalar o Promar em Fortaleza, foi anunciada a cidade de Suape como sede do empreendimento. Com o objetivo de reduzir a burocracia para obtenção de licenças ambientais, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sancionou a Lei de Licenciamento Ambiental. A lei amplia a atuação da Agência Ambiental e trata de infração e sanção administrativa. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco em dezembro.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA


A licença ambiental é um dos maiores empecilhos para construção de empreendimentos de grande porte, que causam grande impacto no ambiente natural e urbano. A emissão dessa licença é um importante passo para iniciar as operações.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Grupo italiano anuncia interesse em construir estaleiro no estado de Pernambuco

Diário de PE


Complexo Industrial Portuário de Suape já abriga o Estaleiro Atlântico Sul e, em breve, vai virar canteiro de obras do Promar, que espera licença da CPRH para iniciar sua construção.

A indústria naval de Pernambuco pode ganhar reforços de investidores do velho continente. Na primeira semana de abril, representantes do grupo naval italiano Fincatieri, líder mundial na construção de navios militares e mercantes, chegam ao estado para avaliar a implantação de um novo estaleiro no Porto de Suape. O complexo portuário já abriga o Estaleiro Atlântico Sul e em breve deve virar canteiro de obras do Estaleiro Promar, empreendimento de R$ 300 milhões cujo início da construção depende da emissão de licença da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH).

A visita do grupo italiano foi acordado hoje entre o presidente do grupo, Rinaldo Marinoni, e o governador Eduardo Campos, que está em missão com empresários no país europeu.

Em nota, a assessoria de imprensa do governador afirmou que a Fincatieri possui oito estaleiros na Itália e que entre os seus principais clientes está o armador Carnival, que opera navios de cruzeiro. A intenção do grupo é construir fragatas para a marinha brasileira a partir de Pernambuco. De acordo com o empresário italiano, o novo estaleiro, caso seja confirmado, terá capacidade para gerar cerca de mil empregos diretos no estado

Suape - Implantação de novo terminal será acelerada

Folha de Pernambuco - PE – 25/03/2011

Tatiana Notaro

A movimentação de cargas no Terminal de Contêineres (Tecon) do Complexo Industrial Portuário de Suape este ano já está acima das expectativas traçadas pela gestão. De acordo com o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, a meta do ano é que o crescimento seja de 11% em relação a 2010, mas, somente nos dois primeiros meses de 2011, está “na faixa de 20% a 30%”. Isso vai acelerar o prazo de implantação do novo terminal de contêineres de 2014 para 2013. A área prevista é de 38 hectares, mas o projeto ainda não está fechado, assim como o valor final, que vai estar no patamar dos “três dígitos, facilmente”, segundo Amâncio.

De acordo com Frederico Amâncio, hoje, cerca de 20 empresas estão em processo avançado de negociação avançada. “Estamos sendo mais seletivos, focados efetivamente naquilo que é mais adequado ao projeto de desenvolvimento do Complexo: petróleo, gás e offshore, energia eólica, automobilística, siderúrgica”, diz. “Como nós ainda temos algumas áreas disponíveis no Polo Cerâmico, ainda temos espaço disponível para algumas indústrias de cimento e outras voltadas para a construção civil, mas não é mais nossa área com foco principal”, explicou.

Hoje, está sendo feito um levantamento da área ainda disponível de Suape. “Tínhamos uma área grande, que ia ser mais fortemente trabalhada agora, mas em novembro foi empregada no projeto da Companhia Siderúrgica de Suape, que demandou 360 hectares. Para se ter uma ideia, a maioria das indústrias ocupa de 10 a 20 hectares. Em dezembro, veio a Fiat, ocupando 440 hectares do Complexo”, explica o vice-presidente. Por causa dessa “lotação”, está em estudo a criação de distritos satélites, “que seriam partes da empresa Suape, não necessariamente dentro do território estratégico”, de acordo com Amâncio. Hoje, o crescimento do Porto tem um raio de cerca de 40 quilômetros (o território estratégico), que engloba os municípios de Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Ribeirão, Sirinhaém e Escada.

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