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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Secretaria esclarece sobre falsos alarmes de cheias em rios na Zona da Mata

17:10 - 03/05/2011


Plínio Lins

Além da emergência real que afeta pelo menos nove municípios de Alagoas, outro problema tem dado trabalho à Defesa Civil e aos técnicos: os falsos alarmes. Há relatos de boatos sobre rios enchendo que provocaram pânico em localidades do interior.

A Sala de Monitoramento da Secretaria de Recursos Hídricos teve informações de que falsos alertas de cheias foram espalhados em Rio Largo, União dos Palmares e São José da Laje.

Na última quinta-feira, um professor que leciona em Santana do Mundaú, às margens do Rio Mundaú, na Zona da Mata (divisa com Pernambuco), fez ao Tudo na Hora um relato que é exemplo do que esses boatos provocam.

O professor Ledivaldo Gomes de Melo mora em Correntes (PE), do lado pernambucano a apenas 18km da cidade alagoana de Santana do Mundaú, onde ele leciona.

“Na quinta-feira da semana passada (dia 28), por volta das 3 horas da tarde, caiu uma chuva forte em Correntes”, conta ele. “A chuva durou uns 15 minutos. O rio Mundaú encheu um pouco, o que é natural. E aí, pessoas de Correntes ligavam para conhecidos em Santana do Mundaú dizendo que o rio estava enchendo e ia inundar aquela cidade. Pois bem, quando eu cheguei naquela noite a Santa,a para dar aula, a cidade estava deserta: escolas fechadas, comércio também,. Todo mundo trancado, com medo, apavorado, esperando a cheia do rio. Teve gente que passou a noite inteira na beira do rio, se o nível aumentava. Tudo isso por causa de uma mentira”. Era a lembrança de junho do ano passado, quando a cheia do Mundaú levou destruição, mortes e sofrimento a milhares de famílias.

Em União, alerta falso

Em União dos Palmares, nesta terça-feira (3), uma grande confusão foi provocada por falso alarme. O prefeito do município, Areski Freitas, ao receber da Defesa Civil Municipal uma informação equivocada sobre cheia no rio Mundaú, mobilizou carros de som e mandou colocar anúncios urgentes em rádios da cidade, avisando que as populações ribeirinhas teriam que deixar imediatamente suas casas porque uma enchente estaria começando. Era um alerta falso.

Segundo a Defesa Civil Estadual e a Sala de Monitoramento, os rios Mundaú e Paraíba, até esta terça-feira, estavam no seu nível normal.

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13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental

DATA: 02 a 05 de novembro de 2011 - Local: São Paulo / SP

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Comércio de latinhas gera lucro para muitos alagoanos

Papelões, metal e alumínio, esses são os materiais dos quais muitos dependem

22/04/2011 16:06

Mickaell Clygens - Estagiário

Uma noite de diversão com amigos regada a várias cervejas pode gerar renda para aqueles que sobrevivem em Alagoas como catador de latinhas. Pelas ruas, eles recolhem o que é levado ao lixo e fazem com que esses materiais ganhem nova utilidade a partir da reciclagem.

Diversas famílias dependem desse trabalho, mas sua função social ainda é desconhecida pelos cidadãos alagoanos. Catador há 10 anos, José Florin conta que alguns alagoanos não têm respeito pela figura do catador e desconhecem a importância do trabalho para o meio ambiente. “Levanto-me às 5h da manhã e termino meu turno por volta das 8h da noite, para no fim do dia conseguir R$ 30,00. Por muitas vezes passei por uma situação de desrespeito, muitos acham que nós catadores somos ladrões, drogados, poucos nos veem como pais de família”, reclamou José.

Em Alagoas, vários depósitos de reciclagem estão espalhados pelos municípios e, através desse trabalho, diversas famílias são sustentadas. De acordo com Antônio Correia, proprietário há nove anos de um depósito de reciclagem na Levada, o material reciclável que gera maior lucro é o cobre, chegando a R$ 9,50 o quilo, mas o comércio de latinha ainda permanece em destaque. “Os valores dos materiais oscilam durante o mês. Um quilo de latas de alumínio varia entre R$1,80 a R$ 2,00. Os catadores trazem o que conseguem nas ruas e no depósito separamos cada material para ser transportado para o sul do país: latinhas, papelões, vidros, cobre, metais entre outros. A renda chega a R$ 1 mil por mês”, diz Antônio.

Ecossistema


Sabe-se que a reciclagem traz benefícios, tanto para o meio-ambiente quanto para o próprio ser humano. Resíduos como papelão, latinhas e vidros são encontrados nas ruas facilmente disponibilizando para muitos geração de renda. Segundo o biólogo e ambientalista Ricardo Teixeira, produtos como esses podem permanecer no solo e nos corpos hídricos (lagoas, rios, etc.) por longos períodos, impossibilitando a sobrevivência de inúmeros seres vivos e, por consequência, causando desequilíbrios ecológicos em todos os ecossistemas da Terra.

“É necessário que catadores desempenhem o trabalho de reciclagem, pois se resíduos como esses demorarem a ser reciclados pode prejudicar o ecossistema. As pessoas devem valorizar trabalhadores que desenvolvem uma função social, trazendo melhoria ao meio-ambiente e qualidade de vida para todos”, ressaltou Ricardo.

Cooperativas

No âmbito nacional, a reciclagem de latinhas de alumínio atingiu a marca de 91,5% em 2010, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS). O percentual, considerado alto, reflete no valor de mercado da sucata de materiais comercializados. Os números apresentados vêm seguidos das embalagens PETI, com 54,8%, o vidro, 47%, as latas de aço a 46,5% e o papel, 43,7%.

Estima-se que existem milhares de catadores de materiais recicláveis em Maceió, distribuídos em 3 cooperativas. Para o economista Cícero Péricles, professor da UFAL, a reciclagem em Alagoas é uma atividade “marginal, incipiente e desorganizada, não tendo não tendo peso na definição do PIB do estado”.

A CoopVila é formada por 400 catadores despejados do antigo lixão de Maceió, que atualmente estão dispersos e buscam sobreviver recolhendo matérias primas dos caminhos de lixo nos bairros nobres, como Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara e Stella Maris; a CoopLum que tem sede na área da antiga Cobel, em Cruz das Almas, e a Cobrel, situada na Via Expressa, no bairro da Serraria, são associações dos catadores.

A coordenadora do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, Ana Lúcia Ferraz de Menezes, declara que com o fim do lixão, toneladas de matéria-prima recicláveis são enterradas diariamente no aterro sanitário de Maceió e que o lixo é descartado nas células de forma errada. “O modelo de funcionamento do aterro sanitário na cidade causa prejuízos ambientais e sociais”, disse a educadora.

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Inscrições abertas para o V Curso de Educação Ambiental

A iniciativa é do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) e do Coletivo Jovem de Meio Ambiente

26/04/2011 10:17
Carolina Sanches

Estão abertas as inscrições para o V Curso de Educação Ambiental: Formando Juventude de Meio Ambiente, que será realizado aos sábados tendo inicio no dia 7 de maio deste ano. A iniciativa é do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) e do Coletivo Jovem de Meio Ambiente da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A proposta do curso é de é incentivar a participação e atuação da juventude nos diversos espaços da sociedade em que ela possa intervir.

O NEA foi criado em 1997 através de uma portaria e possui natureza acadêmica sob enfoque pluri e interdisciplinar de intervenção na realidade. Dentre suas finalidades está promover ações integradas na relação meio ambiente e educação, envolvendo os Centros de Ensino da Ufal; desenvolver projetos de pesquisa e extensão, em conjunto com instituições e entidades educacionais e ambientais e promover e assessorar a formação de multiplicadores em educação formal e não formal.

Desde sua criação são desenvolvidos diversos projetos de caráter eminentemente sócio-ambientais. O Coletivo Jovem da Ufal faz parte das ações do NEA. A realização do encontro é mais uma das atividades que o grupo promove para incentivar a participação da juventude no envolvimento e na construção de políticas públicas na área ambiental.

O curso terá duração de 40 horas e segue até o dia 25 de junho, sempre aos sábados. As inscrições devem ser feitas na sala do NEA, localizada no 1º andar do Centro de Educação (CEDU) da Ufal, na sala 211. O valor da inscrição é R$ 10,00. A quantidade de vagas é limitada.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Explosão em aterro em Itaquaquecetuba, SP‎

MARCILENE MANGINI

Especial para O Diário


O aterro sanitário administrado pela Pajoan Central de Tratamento de Resíduos, em Itaquaquecetuba, foi interditado, no final da tarde de ontem, pela Prefeitura daquela cidade, depois que, de manhã, explosões, ouvidas por moradores, teriam causado um deslizamento de 450 mil toneladas de lixo, quantidade estimada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Há informações preliminares de que a empresa já havia percebido rachaduras na área, desde quinta-feira, mas não avisou o órgão. O Aterro Pajoan recebia resíduos urbanos gerados em Mogi, Poá, Suzano, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Salesópolis e Biritiba Mirim, além de Itaquá.

"Vamos esperar um estudo sobre a recuperação da área e sobre o volume de resíduo que a Pajoan tem condições de receber. Até este relatório ficar pronto, o local está com suas atividades interrompidas. Um grupo técnico, formado pela Cetesb, Delegacia do Meio Ambiente, em Mogi, e a minha secretaria, vai acompanhar os trabalhos da empresa", explica o secretário municipal do Meio Ambiente de Itaquá, Thiago Machado, que tomou a decisão de interditar o local.

Segundo a Cetesb, a empresa era obrigada a informar qualquer alteração no local, porém não comunicou as rachaduras numa parte do maciço de lixo, encontradas na quinta-feira passada. O órgão teria sido informado, apenas ontem, e seus técnicos foram avaliar a situação, quando ocorreu o desmoronamento. Segundo explicou Edson Santos, gerente da agência mogiana da Companhia Ambiental, ainda é prematuro determinar as penalidades cabíveis pela falta de informação da Pajoan e será emitido um relatório à diretoria do órgão, que o encaminhará à Secretaria Estadual do Meio Ambiente. "É cedo para avaliar sobre o destino da empresa", afirma.

A Pajoan, segundo Santos, teria dito que acreditava que as fissuras não teriam graves consequências. "Eles alegaram que não calcularam a dimensão do problema, pensaram que era algo pequeno", diz o gerente.

A Estrada do Ribeiro, na lateral do empreendimento, foi coberta pelos resíduos que formaram uma pilha de 12 metros de altura e que já está sendo removida por tratores. O local recebeu 10 equipes do Corpo de Bombeiros de Mogi, Guarulhos e São Paulo, 12 homens da Polícia Militar e da Ambiental, pessoal da Defesa Civil e quatro funcionários da Vigilância Sanitária, além de dois cachorros, da raça Labrador, que tentavam detectar alguma vítima.

A preocupação dos grupos era apenas uma: a segurança da área. Há suspeitas de que um veículo e duas motos estejam soterrados, pelo que contou alguns moradores. As escavações começaram logo após a avaliação do local que, segundo a população, passou por três explosões.

Segundo o capitão Antônio Joaquim de Oliveira Neto, responsável pelos trabalhos do Corpo de Bombeiros, não há risco de novos deslizamentos, porém o comandante da 2ª Cia. PM do 35º BPM/M, Luís Carlos Rodrigues, não descarta novas avalanches de lixo. "Há muitas fissuras no topo do lixão", afirma.

Também esteve na estrada, a equipe da Cetesb, de São Paulo, que monitorou o risco de contaminação do solo e água, já que no local há o Córrego do Taboazinho. "O grande problema não é o resíduo sólido, mas sim o líquido, porque vai escorrer até o córrego", previa o biólogo Carlos Ferreira Lopes, do Setor de Operação de Emergência. Segundo ele, já se trabalha na contenção do chorume.

A Pajoan, que ficou interditada entre agosto e outubro de 2009, operava de forma precária. "Isso significa que recebia o lixo vindo do Alto Tietê até preencher o volume num ângulo de 45 graus. A data final para encerrar as atividades era junho de 2012", explica o gerente da Cetesb de Mogi. A empresa tem enviado relatórios técnicos sobre o funcionamento local, mensalmente, e não consta nos laudos nenhuma irregularidade. "É isto que vamos apurar e já estamos conversando com o pessoal especializado. Queremos saber como o relatório não mostra nada e ocorreu este deslizamento", revela Santos.

A direção da Pajoan foi procurada pela reportagem, mas não se pronunciou sobre o desastre ambiental. (Colaborou Sabrina Pacca)

http://odiariodemogi.inf.br

Pronta, transposição do São Francisco em Alagoas não funciona

Um canal com 45 km de extensão e capacidade para transportar água do rio São Francisco através da região mais seca do sertão de Alagoas está pronto desde o final de 2010.

A entrada em funcionamento, porém, depende da implantação de um sistema de irrigação que leva água aos lotes e da construção de uma subestação de energia.

A previsão é que a operação do Canal do Sertão, que já teve investimento de R$ 400 milhões, se inicie até o final deste ano.

Quando os primeiros 45 km do canal estiverem em funcionamento, irão beneficiar diretamente 470 pequenos produtores de cabras e ovelhas do sertão. A área irrigada será de 3.200 hectares.

Segundo o governo do Estado, que gerencia a execução da obra, a implantação do sistema de irrigação (cujo custo é de R$ 45 milhões) estava incluída em um segundo contrato que só começou a ser executado agora.

O secretário da Infraestrutura, Marco Fireman, disse que dois problemas emperraram a execução do contrato: a falta de dinheiro do governo estadual para contrapartidas (em torno de 10% do investimento federal) e pendências no Tribunal de Contas da União, que segurou a liberação dos repasses por suspeita de sobrepreço.

"Não tinha sentido inaugurar 45 km de canal, botar água dentro e não dar finalidade a ela", disse Fireman.

O projeto prevê 250 km de canal, entre os municípios de Delmiro Gouvêia, no sertão, e Arapiraca, no agreste, com uma vazão máxima de 32 metros³/seg de água. A obra foi iniciada em 2002, mas ganhou impulso a partir de 2007, com a inclusão do canal no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Segundo o secretário, à medida que a obra do canal avança pelo sertão, ela deverá atrair agroindústrias de produção irrigada de frutas, como laranja.

Nesta primeira etapa, o foco será o pequeno produtor, além de fornecer água para consumo.

O governo do Estado disse que já cadastrou as 470 famílias que irão receber os lotes, com um contrato de concessão. Os 3.200 hectares irrigados pelo canal serão desapropriados pelo governo para assentar as famílias.

Folha Online
http://www.clickpb.com.br

Aldo Rebelo quer que novo Código Florestal seja votado na próxima semana

O relator da proposta do novo Código Florestal Brasileiro, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou nesta segunda-feira (25), após reunião com cientistas que pediram o adiamento da votação do seu relatório, que o país precisa de uma nova legislação ambiental antes da entrada em vigor, em junho, do decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pune aqueles que desmataram.

Rebelo disse que irá analisar as propostas apresentadas pelos representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), mas ressaltou a urgência de se votar o Código Florestal.

“Acho que a votação deve acontecer porque temos uma situação que, de fato, precisa ser enfrentada ou por uma nova lei, ou por um novo decreto, o que não é desejável”, afirmou. “As contribuições da SBPC, algumas já foram colhidas, já tinha feito reuniões, inclusive na sede da SBPC, ouvindo vários cientistas. Mas essa contribuição vai ser acolhida, vou examinar e aquilo que puder ser aproveitado para melhorar o relatório, vamos aproveitar”, completou.

Segundo Aldo Rebelo, as principais sugestões apontadas pelos cientistas dizem respeito ao tamanho da margem ciliar. “Eles acham, por exemplo, que metragem para área de proteção ambiental (APP) para mata ciliar não é uma coisa que se resolva com a partir de 50, 100 ou 200 metros. Precisava ser submetido a um exame de cada situação para que a proteção tivesse critério científico, no que estão cobertos de razão. Eles acham que para isso acontecer precisava de um tempo a fim de submeter o país a um zoneamento econômico e ecológico que definisse essas regas, no que eles também têm razão”.

No entanto, defendeu o deputado, esse levantamento poderia ser feito após a aprovação do novo código com a aplicação de um prazo para que o zoneamento fosse feito. “Estamos premidos em uma situação, de fato, que é a expiração do decreto agora em junho. Talvez isso possa ser resolvido com um prazo de transição que estabeleça essas metragens, mas que não prejudique o trabalho da ciência em fazer essa definição de forma técnica e científica”, ponderou.

De acordo com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a data para a votação do relatório proposto por Rebelo está mantida para a semana quem vem. Segundo ele, a votação só seria adiada se houvesse um acordo entre os líderes da Casa.

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