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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Secretaria esclarece sobre falsos alarmes de cheias em rios na Zona da Mata

17:10 - 03/05/2011


Plínio Lins

Além da emergência real que afeta pelo menos nove municípios de Alagoas, outro problema tem dado trabalho à Defesa Civil e aos técnicos: os falsos alarmes. Há relatos de boatos sobre rios enchendo que provocaram pânico em localidades do interior.

A Sala de Monitoramento da Secretaria de Recursos Hídricos teve informações de que falsos alertas de cheias foram espalhados em Rio Largo, União dos Palmares e São José da Laje.

Na última quinta-feira, um professor que leciona em Santana do Mundaú, às margens do Rio Mundaú, na Zona da Mata (divisa com Pernambuco), fez ao Tudo na Hora um relato que é exemplo do que esses boatos provocam.

O professor Ledivaldo Gomes de Melo mora em Correntes (PE), do lado pernambucano a apenas 18km da cidade alagoana de Santana do Mundaú, onde ele leciona.

“Na quinta-feira da semana passada (dia 28), por volta das 3 horas da tarde, caiu uma chuva forte em Correntes”, conta ele. “A chuva durou uns 15 minutos. O rio Mundaú encheu um pouco, o que é natural. E aí, pessoas de Correntes ligavam para conhecidos em Santana do Mundaú dizendo que o rio estava enchendo e ia inundar aquela cidade. Pois bem, quando eu cheguei naquela noite a Santa,a para dar aula, a cidade estava deserta: escolas fechadas, comércio também,. Todo mundo trancado, com medo, apavorado, esperando a cheia do rio. Teve gente que passou a noite inteira na beira do rio, se o nível aumentava. Tudo isso por causa de uma mentira”. Era a lembrança de junho do ano passado, quando a cheia do Mundaú levou destruição, mortes e sofrimento a milhares de famílias.

Em União, alerta falso

Em União dos Palmares, nesta terça-feira (3), uma grande confusão foi provocada por falso alarme. O prefeito do município, Areski Freitas, ao receber da Defesa Civil Municipal uma informação equivocada sobre cheia no rio Mundaú, mobilizou carros de som e mandou colocar anúncios urgentes em rádios da cidade, avisando que as populações ribeirinhas teriam que deixar imediatamente suas casas porque uma enchente estaria começando. Era um alerta falso.

Segundo a Defesa Civil Estadual e a Sala de Monitoramento, os rios Mundaú e Paraíba, até esta terça-feira, estavam no seu nível normal.

http://tudonahora.uol.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pronta, transposição do São Francisco em Alagoas não funciona

Um canal com 45 km de extensão e capacidade para transportar água do rio São Francisco através da região mais seca do sertão de Alagoas está pronto desde o final de 2010.

A entrada em funcionamento, porém, depende da implantação de um sistema de irrigação que leva água aos lotes e da construção de uma subestação de energia.

A previsão é que a operação do Canal do Sertão, que já teve investimento de R$ 400 milhões, se inicie até o final deste ano.

Quando os primeiros 45 km do canal estiverem em funcionamento, irão beneficiar diretamente 470 pequenos produtores de cabras e ovelhas do sertão. A área irrigada será de 3.200 hectares.

Segundo o governo do Estado, que gerencia a execução da obra, a implantação do sistema de irrigação (cujo custo é de R$ 45 milhões) estava incluída em um segundo contrato que só começou a ser executado agora.

O secretário da Infraestrutura, Marco Fireman, disse que dois problemas emperraram a execução do contrato: a falta de dinheiro do governo estadual para contrapartidas (em torno de 10% do investimento federal) e pendências no Tribunal de Contas da União, que segurou a liberação dos repasses por suspeita de sobrepreço.

"Não tinha sentido inaugurar 45 km de canal, botar água dentro e não dar finalidade a ela", disse Fireman.

O projeto prevê 250 km de canal, entre os municípios de Delmiro Gouvêia, no sertão, e Arapiraca, no agreste, com uma vazão máxima de 32 metros³/seg de água. A obra foi iniciada em 2002, mas ganhou impulso a partir de 2007, com a inclusão do canal no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Segundo o secretário, à medida que a obra do canal avança pelo sertão, ela deverá atrair agroindústrias de produção irrigada de frutas, como laranja.

Nesta primeira etapa, o foco será o pequeno produtor, além de fornecer água para consumo.

O governo do Estado disse que já cadastrou as 470 famílias que irão receber os lotes, com um contrato de concessão. Os 3.200 hectares irrigados pelo canal serão desapropriados pelo governo para assentar as famílias.

Folha Online
http://www.clickpb.com.br

Governo Alagoano faz últimas alterações no edital para a Adutora do Agreste

Adutora irá atender a demanda por abastecimento de água para dez municípios da região

Débora de Brito
A primeira Parceria Público-Privada (PPP) do Estado de Alagoas para a construção de uma adutora na região do Agreste está em fase final. Em reunião nesta segunda-feira (25), na Secretaria do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), ficou definida a publicação do edital até o dia 15 de junho deste ano, tendo mais 90 dias para ocorrer o certame licitatório.

A construção da adutora representa a melhoria da qualidade do abastecimento de águas na região do Agreste e atenderá a necessidade de dez municípios: São Brás, Olho D'agua Grande, Campo Grande, Girau do Ponciano, Coité do Nóia, Feira Grande, Craibas, Lagoa da Canoa, Igaci e Arapiraca.

Com a Lei 6.972, de agosto de 2008, o Estado de Alagoas elaborou a PPP, em que uma empresa privada irá construir e operar a adutora do Agreste, porém a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) ficará responsável pela distribuição da água aos municípios. Somente para a construção da adutora serão necessários R$ 132 milhões de investimento.

O secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, reuniu-se com os diretores-presidentes da Casal, Álvaro Menezes, e da Companhia de Empreendimentos, Intermediação e Parcerias (Cepal), Moisés Aguiar, e tratou dos próximos passos para execução da PPP. O secretário acredita que a concretização da parceria irá solucionar o gargalo do abastecimento de água e atrairá ainda mais empreendimentos para a região.

“A iniciativa também garantirá água para a empresa Mineração Vale Verde”, lembra o secretário Luiz Otavio Gomes, referindo-se ao início da fase industrial na jazida Craíbas/Arapiraca, que já fez investimentos superiores a R$ 60 milhões, até o momento, no interior do Estado de Alagoas, gerando mais de 100 postos de trabalho.

“Toda a parte técnica da PPP foi finalizada”, afirmou Álvaro Menezes. Ele informou que agora será necessária a assinatura dos contratos com as dez prefeituras da região e ressalta que os estados de Minas Gerais, Pernambuco e Bahia já têm PPPs com êxito. “O programa será apresentado aos dez prefeitos e ao governador Teotonio Vilela Filho amanhã, às 10h, no gabinete do governador”, avisou.

A assessora especial da presidência da Casal, Bruna Monteiro, destacou a necessidade dessa nova adutora, por causa das falhas no abastecimento, como é o caso de Arapiraca, que atualmente faz um pequeno rodízio. Monteiro destaca que o modelo de PPPs é muito novo em todo o país, sendo a lei que regulamenta o sistema do ano de 2004.

Publicado em 25.04.2011 às 18:13

sexta-feira, 8 de abril de 2011

IMA, Ufal e Seminfra discutem erosão costeira em Meceió

Técnicos da prefeitura discutiram com IMA ações para interromper processo de erosão costeira

Flávia Batista

Instituto do Meio Ambiente (IMA), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) de Maceió voltaram a discutir, na manhã desta quinta-feira (07), as ações que possam interromper o desaparecimento da faixa de praia no litoral da capital alagoana. O tema voltou à pauta dos especialistas, que buscam realizar estudos sobre a hidrodinâmica costeira para contenção do processo erosivo e a recuperação da praia.


Para estacionar o avanço do mar na faixa de areia, situação já verificada em grande parte do litoral alagoano, alguns estudos já elaborados pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) serão aplicados à realidade alagoana. Segundo o diretor-presidente do IMA, Adriano Augusto de Araújo Jorge, a ideia é aplicar em Alagoas o Monitoramento Ambiental Integrado, já em operação na orla da região metropolitana de Recife e que tem a meta de identificar os fenômenos incidentes sobre a costa. “A partir do conhecimento destas forças naturais, pode-se buscar alternativas tecnológicas para impedir o processo erosivo”, afirmou.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Japão vai jogar cerca de 11,5 mil toneladas de água radioativa no mar

Governo afirma que nível de radioatividade é baixo.

Número de mortos por tsunami passa dos 21 mil, segundo a polícia.

A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina nuclear de Fukushima, afirmou nesta segunda-feira (4) que vai despejar no Oceano Pacífico cerca de 11,5 mil toneladas de água radioativa acumuladas nas instalações da central.

De acordo com a empresa, os índices de radiação na água que será jogada ao mar são aproximadamente 100 vezes acima do normal. A Tepco afirma que o nível de radiação é considerado 'relativamente baixo'.

Um funcionário do governo japonês disse que não há alternativa. "Não temos opção senão despejar essa água contaminada ao mar como medida de segurança", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano.

Também nesta segunda-feira (4) a Tepco informou que usou líquido com corante em um túnel próximo ao reator 2 da central para tentar determinar a rota pela qual a água radioativa vaza para o mar.

Segundo informações da televisão "NHK", os funcionários verteram o líquido de cor branca em um túnel que conduz à fossa onde no sábado (2) foi detectada uma rachadura de cerca de 20 centímetros, que permite que água com uma elevada radioatividade vaze para o mar.

A empresa tentou deter o vazamento selando a rachadura com concreto e injetando polímero em pó para absorver a água, mas nenhuma nenhuma dessas duas medidas obteve sucesso. O objetivo do corante é poder seguir a rota exata pela qual a água contaminada chega ao mar.

A Tepco estuda ainda tapar a rachadura com produtos químicos ou instalar uma barreira no litoral para conter a água radioativa. De forma paralela, os técnicos continuam os esforços para drenar a água radioativa que inunda os porões dos prédios de turbinas das unidades 1, 2 e 3, e dificulta seriamente os trabalhos para esfriar os reatores da central de Fukushima.

Número de mortos

O Japão foi atingido no dia 11 de março por um terremoto de magnitude 9, seguido por tsunami, na região nordeste do país. Segundo último balanço divulgado pela polícia nesta segunda-feira (4), o número de mortos aumentou para 12.157. Os desaparecidos totalizam 15.496 pessoas.

Além disso, quase 160 mil pessoas que moravam nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, as mais devastadas pela catástrofe, continuam abrigadas nos 2.100 refúgios temporários.

(*com informações da Reuters e EFE)

(Fonte:G1-04/03/11)


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estaleiro recebe licença ambiental em Pernambuco

04.04.2011 01:30
O estaleiro Promar, que pretendia ser instalado em Fortaleza, recebe licença ambiental para ser instalado na região de Suape, Pernambuco.


O investimento do polo naval fica em torno de R$ 300 milhões O estaleiro que foi impedido de ser instalado em Fortaleza recebe licença ambiental para ser implantado em Suape, Região Metropolitana de Pernambuco. O investimento do polo naval fica em torno de R$ 300 milhões e as obras podem começar nos próximos dias O Estaleiro Promar recebeu licença da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) para se instalar em Suape, Região Metropolitana de Pernambuco.


A licença estava inicialmente prevista para ser entregue em fevereiro, mas ainda foi emitida antes do limite de prazo jurídico, sete de abril. A licença foi emitida na semana passada. O POVO apurou que a licença para implantação do Estaleiro Promar foi impugnada pelo Ministério Público Federal. O espaço que receberá o estaleiro estava previsto para receber rodovias e não um polo naval. “Não se trata de um impacto ambiental de estradas, mas de um polo naval, que e muito maior”, disse uma fonte ao O POVO.

O investimento para instalação do Estaleiro Promar fica na ordem de R$ 300 milhões, incluindo construção de mais cinco empreendimentos navais, terminal de minério de ferro e ampliação do terminal de contêineres. Na primeira etapa do empreendimento, serão construídos oito navios gaseiros, usados para transporte de gases liquefeitos. Sem precisar a data, o executivo da PJMR, empresa sócia do Estaleiro Promar, Paulo Haddad, afirmou que as obras devem começar “já nos próximos dias”.

Novela

A novela da instalação do estaleiro Promar teve início em Fortaleza, no primeiro bimestre do ano passado e se arrastou por três meses. O governador Cid Gomes queria trazer o empreendimento para o Estado, mas a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins se posicionou contra.
O argumento da prefeita é que o estaleiro traria à cidade um impacto ambiental e urbano negativo e o local onde seria instalado, o Titanzinho, tem um projeto urbano para ser implantado. Até hoje o projeto de urbanização da localidade permanece apenas no papel.

Paulo Haddad, diz em se tratando de burocracia para aquisição da licença ambiental, “os dois locais apresentaram as mesmas condições”. “O problema (em Fortaleza) foi uma questão política. A cidade estava se preparando para desenvolver um potencial turístico, e não industrial”, completa o empresário.

Dois dias depois de por um ponto final na possibilidade de instalar o Promar em Fortaleza, foi anunciada a cidade de Suape como sede do empreendimento. Com o objetivo de reduzir a burocracia para obtenção de licenças ambientais, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sancionou a Lei de Licenciamento Ambiental. A lei amplia a atuação da Agência Ambiental e trata de infração e sanção administrativa. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco em dezembro.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA


A licença ambiental é um dos maiores empecilhos para construção de empreendimentos de grande porte, que causam grande impacto no ambiente natural e urbano. A emissão dessa licença é um importante passo para iniciar as operações.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Grupo italiano anuncia interesse em construir estaleiro no estado de Pernambuco

Diário de PE


Complexo Industrial Portuário de Suape já abriga o Estaleiro Atlântico Sul e, em breve, vai virar canteiro de obras do Promar, que espera licença da CPRH para iniciar sua construção.

A indústria naval de Pernambuco pode ganhar reforços de investidores do velho continente. Na primeira semana de abril, representantes do grupo naval italiano Fincatieri, líder mundial na construção de navios militares e mercantes, chegam ao estado para avaliar a implantação de um novo estaleiro no Porto de Suape. O complexo portuário já abriga o Estaleiro Atlântico Sul e em breve deve virar canteiro de obras do Estaleiro Promar, empreendimento de R$ 300 milhões cujo início da construção depende da emissão de licença da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH).

A visita do grupo italiano foi acordado hoje entre o presidente do grupo, Rinaldo Marinoni, e o governador Eduardo Campos, que está em missão com empresários no país europeu.

Em nota, a assessoria de imprensa do governador afirmou que a Fincatieri possui oito estaleiros na Itália e que entre os seus principais clientes está o armador Carnival, que opera navios de cruzeiro. A intenção do grupo é construir fragatas para a marinha brasileira a partir de Pernambuco. De acordo com o empresário italiano, o novo estaleiro, caso seja confirmado, terá capacidade para gerar cerca de mil empregos diretos no estado

Suape - Implantação de novo terminal será acelerada

Folha de Pernambuco - PE – 25/03/2011

Tatiana Notaro

A movimentação de cargas no Terminal de Contêineres (Tecon) do Complexo Industrial Portuário de Suape este ano já está acima das expectativas traçadas pela gestão. De acordo com o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, a meta do ano é que o crescimento seja de 11% em relação a 2010, mas, somente nos dois primeiros meses de 2011, está “na faixa de 20% a 30%”. Isso vai acelerar o prazo de implantação do novo terminal de contêineres de 2014 para 2013. A área prevista é de 38 hectares, mas o projeto ainda não está fechado, assim como o valor final, que vai estar no patamar dos “três dígitos, facilmente”, segundo Amâncio.

De acordo com Frederico Amâncio, hoje, cerca de 20 empresas estão em processo avançado de negociação avançada. “Estamos sendo mais seletivos, focados efetivamente naquilo que é mais adequado ao projeto de desenvolvimento do Complexo: petróleo, gás e offshore, energia eólica, automobilística, siderúrgica”, diz. “Como nós ainda temos algumas áreas disponíveis no Polo Cerâmico, ainda temos espaço disponível para algumas indústrias de cimento e outras voltadas para a construção civil, mas não é mais nossa área com foco principal”, explicou.

Hoje, está sendo feito um levantamento da área ainda disponível de Suape. “Tínhamos uma área grande, que ia ser mais fortemente trabalhada agora, mas em novembro foi empregada no projeto da Companhia Siderúrgica de Suape, que demandou 360 hectares. Para se ter uma ideia, a maioria das indústrias ocupa de 10 a 20 hectares. Em dezembro, veio a Fiat, ocupando 440 hectares do Complexo”, explica o vice-presidente. Por causa dessa “lotação”, está em estudo a criação de distritos satélites, “que seriam partes da empresa Suape, não necessariamente dentro do território estratégico”, de acordo com Amâncio. Hoje, o crescimento do Porto tem um raio de cerca de 40 quilômetros (o território estratégico), que engloba os municípios de Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Ribeirão, Sirinhaém e Escada.

terça-feira, 22 de março de 2011

Governo de Alagoas inaugura em abril sistema 24 horas de monitoramento de rios

Moradores das regiões hidrográficas do Mundaú e do Paraíba contarão com sistema de alerta contra enchentes.

Até o dia 15 de abril, o Governo de Alagoas ganhará mais uma ferramenta contra desastres naturais. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) irá inaugurar a Sala de Situação contra enchentes, que contará com monitoramento 24 horas dos rios Mundaú e Paraíba. O projeto foi concebido através de um acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Águas e poussi investimento inicial de R$ 2 milhões.

Com isso, Alagoas contará com o acompanhamento em tempo real do nível dos rios e chuvas acumuladas através de equipamentos que irão monitorar as bacias dos rios Mundaú e Paraíba, localizados nos principais municípios alagoanos.

A Sala de Situação será monitorada por técnicos da Semarh e funcionará durante todos os dias da semana, permitindo que a Defesa Civil Estadual tenha condições de executar um plano de alerta contra enchentes em tempo hábil para toda população ribeirinha das duas bacias monitoradas, através das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdecs).

Com o investimento inicial de R$ 2 milhões, obtidos através do acordo de cooperação técnica entre governo Estadual e Federal, por meio da Semarh e da Agência Nacional de Águas (ANA), responsáveis pelo projeto, foi iniciada a instalação de Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) nas regiões hidrográficas, que possibilitarão o acompanhamento dos rios e propiciarão uma divulgação de boletins e avisos meteorológicos em caso de chuvas acumuladas e cheias, como as que atingiram o estado no mês de junho do ano passado.

O sistema de alerta funciona através dessas Plataformas de Coleta de dados (PCD), compostas por sensores de sistemas telemétricos, que enviarão os dados coletados em tempo real através de transmissão via GPRS (Serviço de Rádio de Pacote Geral - chip de telefonia celular) ou via satélite, pelo sistema GOES, para os equipamentos instalados na sala de situação. Os técnicos irão analisar os dados coletados e ficarão em alerta em caso de chuva acumulada, sob a responsabilidade de realizar planos de emergência para alertar o Estado e a população dos municípios ribeirinhos das bacias do Mundaú e Paraíba.

Os equipamentos de PCDs estão sendo instalados nos municípios alagoanos de União dos Palmares, São José da Laje, Quebrangulo, Viçosa, Rio Largo e Atalaia, e também nos pernambucanos Canhotinho, Correntes, Palmeirinha e Brejão. Testes necessários para verificar o funcionamento correto dos equipamentos para a implantação do sistema já estão sendo realizados para que até a primeira quinzena de abril tudo esteja funcionando corretamente.

Atualmente, a Diretoria da Meteorologia da Semarh já possui um sistema de monitoramento das chuvas, onde boletins meteorológicos são elaborados diariamente e podem ser conferidos por qualquer cidadão. A Sala de Situação está realizando obras para adaptação de ambiente, de acordo com os parâmetros da ANA, e ainda esta semana deverá iniciar o procedimento de instalação dos equipamentos, para que tudo esteja pronto quando iniciar o período de chuvas que está previsto para o mês de maio.

Além da participação da Semarh e da ANA, o projeto conta com a parceria da Defesa Civil Estadual, do Serviço de Geologia do Brasil (CPRM), do Instituto de Ciência Aplicada e Tecnologia (ICAT) e do Instituto de Tecnologia da Informação (Itec).

http://www.semarh.al.gov.br

Saiba o que fazer com os medicamentos vencidos

Remédios vencidos ou descartados em lugares impróprios podem causar sérios danos à saúde e ao meio ambiente.

Um estudo da Universidade São Judas mostra que 98% da população descarta medicamentos de forma incorreta. Segundo a farmacêutica Tânia Carmem Govato, autora da pesquisa, quando uma pessoa joga o remédio no lixo comum, ela estimula intoxicação de crianças, cachorros e outros animais.

E se a pessoa jogar na pia da cozinha ou no vaso sanitário, Tânia afirma que essa prática contamina a água, já que o tratamento da água não consegue eliminar todos os resíduos sólidos.

- Imagina jogar for um comprimido, um xarope, isso não vai fazer mal. Agora imagina todo mundo fazendo isso? Imagina o prejuízo para o ecossistema.

De acordo com a especialista, o correto é levar os remédios para um posto de coleta, que pode ser em uma unidade de saúde. Algumas farmácias e supermercados também recolhem esses produtos.

Depois de recolhidos, os remédios passam por uma triagem e, em seguida, são incinerados.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/saiba-o-que-fazer-com-os-medicamentos-vencidos-20110322.html

sexta-feira, 18 de março de 2011

Possibilidades de tsunami em Alagoas

Reportagem do PAJUÇARA MANHÃ no dia 16/mar/2011.

Vigilância Ambiental e Casal discutem consumo de água

A portaria 518/2004 estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água.
Repórter:
Valdete Calheiros

A qualidade da água que os alagoanos consomem foi o principal assunto da reunião técnica entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e as concessionárias de abastecimento público de água (SAAE’s) realizada nesta quarta-feira (16) no Hotel Tambaqui, na Ponta Verde.

A diretora de Vigilância em Saúde Ambiental, da Sesau, Elisabeth Rocha, explicou que o objetivo é trabalhar a integralidade das ações interinstitucionais e discutir a área de controle de qualidade química das concessionárias.

Conforme Elisabeth Rocha, a vigilância da qualidade da água para consumo humano é o conjunto de ações adotadas continuamente pela autoridade de saúde pública para verificar se a água consumida pela população atende à norma vigente, quais os riscos dos sistemas e as soluções alternativas de abastecimento de água para a saúde do ser humano.

“A partir desse encontro, esperamos uma melhor comunicação e entendimento das questões tratadas na portaria 518/2004, do Ministério da Saúde, e no decreto presidencial nº 5.440 de 2005 relativas às ações integradas entre concessionárias e o setor saúde”, adiantou a diretora.

A portaria 518/2004 estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade e dá outras providências.

O decreto presidencial 5440/2005 estabelece normas e procedimentos sobre o controle da qualidade da água de sistemas de abastecimento e institui mecanismos e instrumentos para divulgação de informações ao consumidor sobre a qualidade da água para o consumo humano.

http://www.saude.al.gov.br

quinta-feira, 17 de março de 2011

Água contaminada com hormônios

O vilão é o estrogênio, que põe em risco a qualidade da água dos mananciais

Um estudo divulgado recentemente nos Estados Unidos buscou entender os fatores que estão por trás de mais uma ameaça que paira sobre os cursos d'água: a contaminação por estrogênio, um hormônio sintético presente em anticoncepcionais orais e produtos veterinários.

Os autores do trabalho, pesquisadores do Programa de Saúde Reprodutiva e Meio Ambiente, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, buscaram basicamente compreender de onde vem o estrogênio que coloca em risco a qualidade da água e traz prejuízos para quem a ingere.

Há suspeitas de que o consumo de água contaminada por estrogênio provoque nas pessoas desequilíbrios hormonais e reprodutivos e a feminização de peixes.

Além de ser produzido naturalmente pelo organismo feminino - o estrogênio é um importante hormônio sexual -, essa substância também é encontrada em grande variedade de produtos de uso diário, como cosméticos. "O hormônio específico utilizado em contraceptivos é apenas uma dessas variações", explica Amber Wise, uma das autoras da pesquisa.

O estrogênio das pílulas anticoncepcionais responde por parte da contaminação, mas num nível bem menor quando comparado ao uso veterinário da substância. O estudo revelou que o emprego de estrogênio em animais (para controlar a fertilidade ou aumentar a produção de leite) chega a ser cinco vezes maior do que o uso humano.

O estrogênio é eliminado nas fezes e, devido ao emprego do estrume como adubo, facilita-se o escoamento do contaminante para cursos de água.

Para combater o problema, os pesquisadores recomendam que se dê menos hormônios sintéticos aos animais.

Sugerem, também, tornar mais eficiente o tratamento de esgotos. "É importante modernizarmos as instalações de tratamento de efluentes, incluindo a desinfecção com ozônio e/ou raios ultravioleta, métodos capazes de remover compostos como o estrogênio sem a introdução de outros produtos químicos", completa Wise.

http://www.tratamentodeagua.com.br/R10/Noticia_Detalhe.aspx?codigo=21458

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

IMA-AL solicita documentação sobre chorume à CASAL

Por Anivaldo Miranda *

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) vai solicitar da Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento de Alagoas (CASAL) que apresente a documentação oficial que autoriza o lançamento, no mar, através do emissário submarino que é operado pela Companhia, do chorume produzido pelo recém inaugurado Aterro Sanitário de Maceió. A informação foi dada pelos representantes do órgão ambiental estadual na reunião plenária do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), realizada na terça-feira, 21 de dezembro, no salão de reuniões do Palácio dos Martírios.

O IMA, atendendo a demanda reiterada no próprio CEPRAM pelo representante da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Márcio Barbosa, quer saber, ainda, e diretamente da empresa responsável pelo Aterro, como é que esse chorume está sendo recolhido, transportado e manipulado, qual a sua composição e em que condições está sendo lançado no oceano.

Como o IMA e o CEPRAM –leia-se a área ambiental do Estado– não tiveram acesso, conforme também anunciado na reunião, ao projeto final do polêmico Aterro Sanitário, uma vez que a Prefeitura de Maceió avançou o sinal e exorbitou de suas competências licenciando o equipamento abusivamente, nada se sabe, oficialmente, sobre os detalhes, as condicionantes e restrições da licença municipal quanto ao sistema de tratamento previsto para o chorume e os parâmetros para o efluente final resultante desse tratamento.

Uma coisa é certa: o tratamento do chorume é, seguramente, a parte mais complexa do licenciamento ambiental de equipamento da natureza de um aterro sanitário. Em segundo lugar, o entendimento técnico mais usual é de que esse tratamento seja feito, com máxima eficiência, no próprio local do aterro, conforme tecnologias comprovadamente apropriadas. Em terceiro lugar, quando de sua bombástica apresentação, as autoridades municipais garantiram, com a imodéstia que é característica da atual administração municipal, que esse tratamento seria o mais moderno do Brasil.

Como se vê a coisa não andou muito na direção da euforia com que o Aterro foi apresentado na propaganda oficial da Prefeitura, pois é inusitada a solução que está sendo utilizada para descarte de efluente tão poluente como é o caso do chorume, composto, entre outras coisas, de substâncias altamente nocivas à saúde pública como é o caso dos metais pesados.

Nas mãos do conselheiro Márcio Barbosa e outros membros do CEPRAM está uma documentação que a Prefeitura Municipal enviou. Porém, segundo comentários preliminares feitos durante a já referida reunião do CEPRAM, essa documentação não atenderia às principais indagações e preocupações suscitadas pelo conjunto de instituições que representam a população e o poder público no colegiado que tem como missão fiscalizar, licenciar e acompanhar as ações de maior impacto ambiental no Estado.

O oceano não é uma cloaca, apta a aceitar todo o tipo de efluente só porque suas águas têm altíssimo poder de diluição. Daí a existência de toda uma legislação e normas que regulamentam a matéria, inclusive aquelas que prevêem outorga para lançamento de efluentes em corpos hídricos. Descartar chorume no mar nunca foi uma boa idéia e, se ficar comprovado que se trata de chorume não tratado ou tratado sem o rigor demandado, aí o caldo, não só do chorume, digamos assim, poderá engrossar muito mais.

*Jornalista, ambientalista, Superintendente de Meio Ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

EISA - Juiz federal determina: licenciamento de estaleiro é de competência do Ibama

14.12.2010 16h00
Paulo Machado manda que seja temporariamente tornada ineficaz qualquer decisão do Estado sobre o assunto

O juiz federal titular da 3ª Vara, Paulo Machado Cordeiro, após estudar cuidadosamente os autos, constou ser também da competência federal o licenciamento do Estaleiro EISA Alagoas S/A, em função da magnitude potencial do impacto ambiental do empreendimento, conforme ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL). Dessa forma, o magistrado federal determinou que seja temporariamente tornada ineficaz qualquer decisão do Estado de Alagoas, Instituto do Meio Ambiente (IMA) ou Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), a respeito da licença para instalação do EISA em Coruripe.
Paulo Cordeiro determinou ainda que o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), elaborado pelo IMA, seja submetido imediatamente ao IBAMA, para que avalie a conveniência técnica de manter os estudos do órgão estadual ou de pedir outros estudos e análises. O IBAMA deverá trazer os processos administrativos referentes às instalações de estaleiros em todo o Brasil para que o magistrado federal tenha conhecimento dos elementos exigidos, por exemplo, no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia.
O objetivo é confrontar com as exigências feitas em Alagoas para atender os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que devem nortear a atuação da Administração Pública.
Para este momento processual, o juiz federal considera relevante ressaltar o significativo impacto ambiental que o estaleiro representa sobre área de mar territorial e de mangue, em face da política nacional de recursos hídricos e política de preservação dos manguezais. “Devido ao porte do empreendimento, há elevado desmatamento, aterros aos manguezais, dragagem e escavação oceânica e consumo de água do mar e da grande quantidade de efluentes que serão lançados como descarte industrial na área de praia, com real possibilidade de atingir até o rio Coruripe”, afirma Paulo Cordeiro.
O magistrado cita a Lei nº 6.938/81, modificada pela Lei nº 8.028/90 e recepcionada pela Constituição Federal de 1988 que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, (tendo por fundamento os incisos UI e VII do artigo 23 e o artigo 255 da Constituição). Paulo Cordeiro observa que no 4º, I da Lei 6.938, um dos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente é a “compatibilização do desenvolvimento econômico social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico”.
Dessa forma, a Lei nº 6.938/81, em seu art. 10, dispõe que “a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento de órgão estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis”.
O parágrafo 4º indica ainda que “compete ao IBAMA o licenciamento no caso de atividades e obras com significativo impacto ambiental, de âmbito nacional ou regional”, com o é o caso do Estaleiro EISA.
O MPF ressalta que é técnica normativa cientificamente comprovada que a atividade do estaleiro é causadora de significativo impacto ambiental, não podendo ser aceito como de pequeno porte. Assim, a atuação do IBAMA não pode ser meramente supletiva.
A localização é parcial em mar territorial, avançando cerca de 150 metros, não se podendo avaliar, sem um estudo mais aprofundado, se tais obras e edificações irão ou não gerar consequências ao meio ambiente. Sua área de influência direta afetará 90 hectares, ou seja, praticamente todo o manguezal existente na localidade em Coruripe, com possibilidade de assoreamento das margens dos mangues e restingas da região, bem como chance de degradação dos mangues mediante a contaminação das águas subterrâneas. O MPF ressalta ainda a falta de habilidade técnica do IMA para o licenciamento ambiental.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=218875

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fibra pode despoluir rios contaminados

Data: 07/10/2010

Fibra de crustáceos pode despoluir rios contaminados com metais pesados
Uma fibra retirada de crustáceos, como camarão e lagosta, pode ajudar a despoluir rios e lagos contaminados por metais pesados, de acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades.

"Ela é extraída da casca de crustáceos, como caranguejos, que são descartados pela indústria pesqueira", disse a pesquisadora Elaine Nogueira Lopes de Lima, que apresentou o trabalho como tese de doutorado em química.

Para extrair da água metais como cobre e chumbo, que podem contaminar animais e plantas nas proximidades, a quitosana é alterada quimicamente, ficando com capacidade de "aderir" a essses elementos.
"A quitosana é usada em forma de pó. Quando jogada na água, os metais grudam nas moléculas", disse Lima.Em seguida, é feita uma filtragem para retirar o pó com metais pesados absorvidos.

O pó da fibra pode ser reutilizado depois de retirados os metais pesados.

Com os resultados positivos, a pesquisadora já planeja testar outras reações em misturas com quitosana, desta vez em fármacos. O objetivo é que o tratamento nos rios seja ampliado para substâncias tóxicas desta área.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

2 milhões de litros de resíduos tóxicos caem em rio

28 de novembro de 2010 0h 00
Vazamento na CSN motiva multa de R$ 50 milhões; governo do Rio anuncia intervenção ambiental na empresa
Jacqueline Farid / RIO - O Estado de S.Paulo
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) será multada pelo governo do Rio em até R$ 50 milhões e deverá sofrer "intervenção ambiental", com fiscalização permanente dentro da companhia, em consequência de um vazamento de cerca de 2 milhões de litros de resíduos tóxicos no Rio Paraíba do Sul, ocorrida na manhã de ontem. O acidente colocou em risco o abastecimento de água de 8 milhões de consumidores do Estado.

O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, sobrevoou ontem o Paraíba do Sul e explicou que os efeitos do vazamento só poderiam ser dimensionados no fim da noite, mas adiantou que dificilmente o abastecimento será paralisado. Segundo ele, como o nível do rio está alto, o escoamento poderá amenizar o problema.

Victer alertou, porém, os moradores de cidades fluminenses como Piraí e Pinheiral, além da Baixada Fluminense, para a necessidade de economizar água até que a situação esteja mais clara. Victer ressaltou que "é necessária uma postura firme e uma multa exemplar" em relação à empresa. "E uma medida emblemática do ponto de vista ambiental. Esse tipo de acidente coloca a população em risco."

A Cedae faz a captação de água para a Estação de Tratamento do Guandu, que abastece todo o Rio e, sobretudo, a Baixada Fluminense, do Rio Paraíba do Sul. Segundo Victer, o vazamento foi controlado no início da tarde de ontem. A Assessoria de Imprensa da CSN não foi localizada para comentar o acidente.

A secretária estadual do Meio Ambiente, Marilene Ramos, explicou que o vazamento ocorreu em um tanque de acumulação de resíduos da lavagem de gases do alto forno da siderúrgica, em Volta Redonda. "É um vazamento grave", disse. Segundo ela, o único atenuante é que a empresa informou imediatamente às autoridades sobre o problema. "Já falei com o governador (Sérgio Cabral Filho) e vamos estudar como fazer legalmente uma intervenção na área ambiental da empresa."

Marilene reclamou da frequência com que ocorrem acidentes na CSN e citou o acidente ocorrido em agosto de 2009, quando houve vazamento de óleo na companhia no mesmo Paraíba do Sul. "Queremos uma fiscalização permanente para reduzir a frequência desses episódios."

Vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, continuam abandonadas

28 de Novembro de 2010 18:28
Escrito por Sérgio Luiz Dom
50 mil nordestinos, ainda continuam sem assistência dos estados citados.
Continuam morando em barracas improvisadas, sem saneamento básico, sem água e só se alimentam uma vez por dia.
A humilhação que esses infelizes nordestinos estão passando é de comoção, pois na época do desastre, até as doações que lhe eram enviadas, estavam sendo desviadas por agentes públicos, em resumo, as doações não chegavam até eles, como até agora nunca chegou.
O desprezo que as autoridades alagoanas e pernambucanas está fazendo com essa gente não é coisa de humanos. Só monstros desprezariam pessoas numa situação dessa, onde até as crianças desde junho, estão sem ir a escola, devido não haver nenhuma estrutura estatal que os ajude a sair da situação atual que se encontram.
Na época do desastre, o Presidente Lula sobrevoou a área de helicóptero...voltou pra Brasília e se engajou na campanha de Dilma e nada mais se falou sobre essas pessoas.
Passou a campanha eleitoral ...políticos comemorando,negociando cargos e o silêncio sobre essas pessoas, da parte das autoridades é total. Ninguém fala nada. Nem em Pernambuco e nem em Alagoas.
Ficaria muito mais bonito se as forças armadas abandonasse as escaramuças do “casal carioca” e em vez das armas, providenciasse assistência emergencial aos desabrigados pelas enchentes, pois nem doação, o povo brasileiro pode mais fazer, devido a infeliz prática de desvios.
Inclusive entrar também na guerra pela água. Enfrentar os poderosos e dar acesso normal de água a todos os nordestinos que estão sofrendo com a seca. Se tiver que atropelar a “constituição” (c minúsculo de propósito), que atropele, desde que a ação seja nobre e genuinamente brasileira; a favor da liberdade dos povos, dentro do próprio Brasil; e não participar de uma ação vexatória em defesa da bandeira da FIFA.
fonte : câmera record

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O perigo do necrochorume

25/11/2010 - 09:34
Líquido eliminado por cadáveres pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. Pouca gente sabe, mas o necrochorume, líquido eliminado por cadáveres por no mínimo seis meses, pode comprometer o meio ambiente e causar problemas de saúde se não for devidamente tratado. A substância, de cor acinzentada, cheiro acre e fétido, é formada por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias orgânicas, duas delas, aliás, altamente tóxicas: a putrescina e a cadaverina.

De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental, empresa especializada em saneamento ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, os microorganismos liberados durante o processo de apodrecimento dos corpos pode transmitir doenças por meio da ingestão ou contato com água contaminada pelo necrochorume. “É assim que muitas pessoas podem acabar sendo vítimas de enfermidades como hepatite, febre tifóide, paratifoide, tuberculose e escarlatina, entre outras”, afirma.

Apesar de haver uma Lei que obriga os cemitérios a terem sistemas de tratamento de necrochorume (Conama 335 de 03 de abril de 2003),o fato é que a maioria deles não apresenta estanqueidade em seus túmulos e por esta razão há um vazamento natural do necrochorume. “Este líquido pode atingir as águas subterrâneas – lençóis freáticos – que consequentemente pode atingir os rios ou até mesmo serem captadas por meio dos poços artesianos e contaminar consideravelmente quem consumir este tipo de água”, explica Rosí.

Uma alternativa é que os cemitérios tenham estações de tratamento para o necrochorume. “Com o tratamento, todo o líquido é encaminhado para um sistema de drenagem devidamente projetado para evitar contaminação do solo, e desta drenagem segue até as unidades de tratamento que removem as cargas orgânicas mais tóxicas e lança no corpo hídrico um efluente menos impactante ao meio ambiente”, conta a engenheira.

A Tegeve Ambiental possui sistemas idealizados para atender este tipo de efluente, com uma tecnologia universal de processo anaeróbio, porém adaptada a absorção deste tipo de carga poluente, portanto, um sistema único de dimensionamento de projeto. “Os benefícios do tratamento são diversos, mas principalmente a proteção e a manutenção da qualidade de nosso meio ambiente e a proteção à saúde da população, o que é incontestável”, ressalta Rosí.

Técnicos da prefeitura vistoriam aterro sanitário

25/11/10 15:22

Depois de questionar na Assembleia Legislativa (ALE) a destinação do chorume proveniente dos resíduos da Central de Tratamento de Resíduos de Maceió (Aterro Sanitário), o vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALE, deputado Judson Cabral, esteve nesta quinta-feira juntamente com técnicos da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) e da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) para uma vistoria no aterro sanitário.

O grupo que acompanhou a fiscalização viu de perto todo o procedimento operacional que está sendo feito na célula de resíduos domiciliares, na unidade em construção para beneficiamento de resíduos da construção civil (RCC), vala de animais mortos e na estação de tratamento de efluentes. Segundo os técnicos, as denúncias sobre a inadequação do tratamento e do transporte do chorume não rocedem.

Segundo Álder Flores, técnico da Slum, o emissário tinha vazão de 350 miligramas de demanda bioquímica de oxigênio (DBO), passando a ter 356 com o chorume, sendo, portanto, mínimo o impacto. “Estamos fazendo ajustes para utilizar o chorume dentro do aterro. Para o emissário da Casal, está dentro do aceitável, de acordo com as normas”, explica.

O secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, reforça que o aterro melhora a cada dia sua operacionalidade. “A estação de tratamento de efluentes está vazia, com o mínimo de chorume. Não tem a menor perspectiva de transportá-lo, principalmente por causa do clima, porque a produção é menor”, diz, salientando que a vazão é proporcional à quantidade de chuvas.

Ao final, o deputado Judson Cabral demonstrou preocupação com as condições do emissário submarino. “Se ficar comprovado que a Casal está à revelia das normas, vamos exigir a correção, a apuração das responsabilidades. Vamos tentar uma visita com a Companhia no emissário, para discutir, ver o que eles têm para dizer. A situação é preocupante porque a estação de tratamento do emissário está inadequada, fora das normas”, conclui.

por Roberto Lopes com informações da Sempma
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